Tremenda injustiça
Com tanto americano merecendo um carro-bomba, matam um brasileiro. E, o que é pior, um brasileiro cuja missão no Iraque era tentar resolver algumas das diversas porcalhadas que Bush e sua turma vêm aprontando...
Espaço onde o jornalista Leonardo Pimentel pode se dedicar a falar mal do que bem entender.
Aviso
Apesar de criado por um jornalista, este blog não é nem pretende ser imparcial. Ele reflete minhas opiniões, meus gostos, desgostos, preconceitos e pós-conceitos. Se alguém se sentir ofendido, "paciência"...
Se quiser, mande-me um e-mail
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terça-feira, 19 de agosto de 2003
sexta-feira, 15 de agosto de 2003
segunda-feira, 11 de agosto de 2003
Reflexão importante
Mulheres são criaturas curiosas...
Tacam cera quente nas próprias pernas;
fazem tatuagem (hoje mais comum em mulheres que em homens);
furam o corpo para colocar piercing (idem);
encaram mensalmente as cólicas menstruais;
dão à luz;
tomam injeção de botox para paralisar o rosto;
fazem cirurgia plástica e agüentam orgulhosamente a dor da recuperação e
algumas tomam porrada (e gostam)...
... mas quando a gente pede para elas virarem, dizem logo: “Aí, não! Dóóói...”
Mandada pelo meu prezado Ricardo Benjo
Mulheres são criaturas curiosas...
Tacam cera quente nas próprias pernas;
fazem tatuagem (hoje mais comum em mulheres que em homens);
furam o corpo para colocar piercing (idem);
encaram mensalmente as cólicas menstruais;
dão à luz;
tomam injeção de botox para paralisar o rosto;
fazem cirurgia plástica e agüentam orgulhosamente a dor da recuperação e
algumas tomam porrada (e gostam)...
... mas quando a gente pede para elas virarem, dizem logo: “Aí, não! Dóóói...”
Mandada pelo meu prezado Ricardo Benjo
Histórias de família V
Contei algumas histórias do lado Pimentel (materno), então nada mais justo que relatar algumas do ramo paterno (da Luz), até para mostrar que é desse lado que vem a tradição do kardecismo suíno.
Meu padrinho, irmão caçula do meu pai, trabalhava na Igrotec, uma empresa na Zona Norte. Lá era colega (e amigo, acreditem) de um cara chamado Sólon, que sofria de asma. Com todo o respeito aos que padecem desse mal, a doença tem um sério aspecto psicológico, pois nada detona mais facilmente uma crise do que ver-se privado da bombinha.
Para provar essa teoria, Tio Zeca escondeu a bombinha do Sólon no começo de um dia de trabalho. Como a vítima não deu pelo furto, continuou respirando normalmente. As horas se passaram e até meu tio esqueceu da brincadeira.
Depois do almoço, Tio Zeca teve que sair a trabalho e (claro) esqueceu de deixar com algum cúmplice a localização da bombinha. Vale lembrar que isso se passou na década de 70, quando celular no Brasil ainda era ficção científica.
Horas depois, meu tio voltou e encontrou um rebuliço no trabalho. Estavam todos em volta do Sólon, que, já roxo, puxava o ar com a maior dificuldade e repetia uma frase quase como um mantra.
“Hiiiinnm (onomatopéia de asmático tentando respirar), eu mato aquele filho da puta. Hiiiinnm, eu mato aquele filho da puta...”
O fato de eles terem continuado amigos prova que o ser humano perdoa qualquer coisa.
Contei algumas histórias do lado Pimentel (materno), então nada mais justo que relatar algumas do ramo paterno (da Luz), até para mostrar que é desse lado que vem a tradição do kardecismo suíno.
Meu padrinho, irmão caçula do meu pai, trabalhava na Igrotec, uma empresa na Zona Norte. Lá era colega (e amigo, acreditem) de um cara chamado Sólon, que sofria de asma. Com todo o respeito aos que padecem desse mal, a doença tem um sério aspecto psicológico, pois nada detona mais facilmente uma crise do que ver-se privado da bombinha.
Para provar essa teoria, Tio Zeca escondeu a bombinha do Sólon no começo de um dia de trabalho. Como a vítima não deu pelo furto, continuou respirando normalmente. As horas se passaram e até meu tio esqueceu da brincadeira.
Depois do almoço, Tio Zeca teve que sair a trabalho e (claro) esqueceu de deixar com algum cúmplice a localização da bombinha. Vale lembrar que isso se passou na década de 70, quando celular no Brasil ainda era ficção científica.
Horas depois, meu tio voltou e encontrou um rebuliço no trabalho. Estavam todos em volta do Sólon, que, já roxo, puxava o ar com a maior dificuldade e repetia uma frase quase como um mantra.
“Hiiiinnm (onomatopéia de asmático tentando respirar), eu mato aquele filho da puta. Hiiiinnm, eu mato aquele filho da puta...”
O fato de eles terem continuado amigos prova que o ser humano perdoa qualquer coisa.
sexta-feira, 8 de agosto de 2003
Legalmente loura
Após seu longo curso de Direiro, a loura abre seu escritório.
No primeiro dia alguém bate na porta. Para marcar aquela presença, ela pega o telefone e pede para a pessoa entrar e esperar, e fica meia hora fingindo uma conversa.
- Sim, claro! Eu não perco uma causa! Esta está muito fácil...
O homem olha para ela com uma cara desconfiada!
- Com certeza, no próximo julgamento o Juiz nos dará sentença favorável e venceremos! (e assim ficou enrolando...)
Quando desligou, após aquela "longa conversa", toda educada pergunta:
- Pois não, cavalheiro, no que posso ajudá-lo?
O homem responde:
- Sou da Telefônica, vim instalar sua linha...
Essa quem me mandou foi o Nuno
Após seu longo curso de Direiro, a loura abre seu escritório.
No primeiro dia alguém bate na porta. Para marcar aquela presença, ela pega o telefone e pede para a pessoa entrar e esperar, e fica meia hora fingindo uma conversa.
- Sim, claro! Eu não perco uma causa! Esta está muito fácil...
O homem olha para ela com uma cara desconfiada!
- Com certeza, no próximo julgamento o Juiz nos dará sentença favorável e venceremos! (e assim ficou enrolando...)
Quando desligou, após aquela "longa conversa", toda educada pergunta:
- Pois não, cavalheiro, no que posso ajudá-lo?
O homem responde:
- Sou da Telefônica, vim instalar sua linha...
Essa quem me mandou foi o Nuno
quinta-feira, 7 de agosto de 2003
Decepção
Como sou velho, lembro-me da votação da Emenda Dante de Oliveira, através da qual tentou-se, em 1984, trazer de volta as eleições diretas ao país após vinte anos de ditadura militar. A emenda foi rejeitada porque os votos sim não atingiram a maioria qualificada de dois terços.
Lembro que, além do ódio profundo ao parlamentares do PDS (partido do governo que gerou PFL, PPB e PP) que votaram “não”, senti um desprezo igualmente profundo pelos que se abstiveram ou inventaram desculpas para não comparecer à sessão. A turma do “não” ao menos teve coragem de exercer sua canalhice. Os ausentes e abstencionistas foram canalhas covardes.
Esta semana tive uma forte decepção com o deputado federal Chico Alencar (PT-RJ), em quem votei diversas vezes para deputado estadual e prefeito. Ele e outros parlamentares do partido se abstiveram na votação da Reforma da Previdência. O caso aqui não é o mérito da reforma, mas a postura do parlamentar.
Babá e Luciana Genro botaram os seus na reta e votaram “não” contra a orientação do partido. Ficaram com suas convicções e, no frigir dos ovos, com os compromissos assumidos durante a campanha e a vida política. Certos ou errados, tomaram uma atitude e vão ser julgados por ela pelo partido e pelos eleitores.
Entre os que votaram “sim”, deve haver muitos que o fizeram contra suas convicções, para preservar a unidade e a disciplina partidária. Outros devem achar que a reforma realmente é fundamental para a governabilidade. Como eu disse, não estou discutindo o mérito do projeto. Esses deputados também tomaram uma atitude e vão ser julgados pelo eleitor.
Agora, como o eleitor pode julgar o deputado Chico Alencar e seus colegas? Se ele era contra a reforma, deveria honrar suas convicções, votar “não” e arcar com as conseqüências. Se achava que a decisão do partido deveria ser cumprida, devia votar “sim” e igualmente arcar com isso. Parlamentares não são eleitos para ficar no “nem contra nem a favor, muito pelo contrário”.
Em outubro do ano passado cheguei quase a votar nele, mas acabei ficando com o deputado no qual voto há bem uns 12 anos – mas recomendei-o a indecisos e me sinto profundamente constrangido por isso.
Em “Os Imperdoáveis”, o xerife Little Bill (Gene Hackman) diz a um repórter que até aceita um homem com mau caráter, mas nunca um sem caráter. Cada um decide se o “mau caráter” está no “sim” ou no “não”. Mas os “sem caráter” são que ficaram no meio.
Como sou velho, lembro-me da votação da Emenda Dante de Oliveira, através da qual tentou-se, em 1984, trazer de volta as eleições diretas ao país após vinte anos de ditadura militar. A emenda foi rejeitada porque os votos sim não atingiram a maioria qualificada de dois terços.
Lembro que, além do ódio profundo ao parlamentares do PDS (partido do governo que gerou PFL, PPB e PP) que votaram “não”, senti um desprezo igualmente profundo pelos que se abstiveram ou inventaram desculpas para não comparecer à sessão. A turma do “não” ao menos teve coragem de exercer sua canalhice. Os ausentes e abstencionistas foram canalhas covardes.
Esta semana tive uma forte decepção com o deputado federal Chico Alencar (PT-RJ), em quem votei diversas vezes para deputado estadual e prefeito. Ele e outros parlamentares do partido se abstiveram na votação da Reforma da Previdência. O caso aqui não é o mérito da reforma, mas a postura do parlamentar.
Babá e Luciana Genro botaram os seus na reta e votaram “não” contra a orientação do partido. Ficaram com suas convicções e, no frigir dos ovos, com os compromissos assumidos durante a campanha e a vida política. Certos ou errados, tomaram uma atitude e vão ser julgados por ela pelo partido e pelos eleitores.
Entre os que votaram “sim”, deve haver muitos que o fizeram contra suas convicções, para preservar a unidade e a disciplina partidária. Outros devem achar que a reforma realmente é fundamental para a governabilidade. Como eu disse, não estou discutindo o mérito do projeto. Esses deputados também tomaram uma atitude e vão ser julgados pelo eleitor.
Agora, como o eleitor pode julgar o deputado Chico Alencar e seus colegas? Se ele era contra a reforma, deveria honrar suas convicções, votar “não” e arcar com as conseqüências. Se achava que a decisão do partido deveria ser cumprida, devia votar “sim” e igualmente arcar com isso. Parlamentares não são eleitos para ficar no “nem contra nem a favor, muito pelo contrário”.
Em outubro do ano passado cheguei quase a votar nele, mas acabei ficando com o deputado no qual voto há bem uns 12 anos – mas recomendei-o a indecisos e me sinto profundamente constrangido por isso.
Em “Os Imperdoáveis”, o xerife Little Bill (Gene Hackman) diz a um repórter que até aceita um homem com mau caráter, mas nunca um sem caráter. Cada um decide se o “mau caráter” está no “sim” ou no “não”. Mas os “sem caráter” são que ficaram no meio.
quarta-feira, 6 de agosto de 2003
Histórias de família IV
Meu avô é um sujeito essencialmente bom. Não quer dizer que não tenha defeitos, mas está sempre pronto a ser solidário. Nisso, claro, entra nas piores frias.
Uma vez estávamos almoçando eu, ele e minha avó num restaurante aqui da Tijuca e falávamos exatamente sobre isso. Ele falou que agora não se metia mais em roubada. Só ajudava instituições sérias, como um leprosário em Minas que mandava nota fiscal, fotos etc. etc... Nem bem ele terminou de falar isso e entrou no Jornal Hoje (a TV estava ligada bem ao lado da nossa mesa) uma chamada bombástica: “Estelionatária em Minas dava golpes abusando da caridade alheia”. Uma advogada tambiqueira (categoria infelizmente cada vez mais comum) arrancava dinheiro de solidários de todo o país dizendo representar um leprosário – tinha até nota fiscal fria e fotos de um hotel fazenda que dizia serem do hospital. Diante da cara de estupor do velho, eu e minha vó conseguimos nos segurar por 0,001 segundo antes de explodirmos numa gargalhada.
Mas a história em questão não é essa não. Aconteceu nos anos 50, quando ele trabalhava no extinto IAPB, lá na Graça Aranha, Centro do Rio. Ia ele para o Castelo tomar o ônibus para a Ilha quando foi abordado por um sujeito amarelo com dois meninos pequenos. O amarelo não é figura de linguagem, não. Segundo meu avô, o homem estava com a pele amarela, mesmo.
Dada a tonalidade do sujeito, seu João não estranhou quando o dito disse sofrer de hepatite e explicou seu drama. Viera do interior do Estado para uma consulta no Hospital dos Servidores e tivera que trazer os filhos. Trazia apenas o dinheiro da passagem de volta, mas, como a consulta atrasara muito, tivera que dar de comer aos pequenos. Com isso, não tinha dinheiro para voltar para casa.
Meu avô, já quase com lágrimas nos olhos, viu quanto tinha no bolso e achou que não dava para três passagens intermunicipais. Como o homem parecia estar nas últimas, mandou que ele sentasse nas escadas da Igreja de Santa Luzia (na rua homônima) e foi parando os demais transeuntes para organizar uma coleta em prol do amarelo.
Eis que chega um guarda municipal aos berros perguntando que palhaçada era aquela, dizendo que ia levar todo mundo pro distrito etc. Assustado, o amarelo e sua prole deram no pé. Revoltado com a insensibilidade da otoridade, meu avô chamou o guarda às falas.
“Como é que você faz isso? O homem estava doente!!!”
“Que doente que nada, doutor. Aquilo é um trambiqueiro conhecido por aqui.”
“Você está louco? E a cor dele?”
“Passa o dedo na cara dele pra ver. Aquilo é maquiagem.”
O velho nunca se recuperou desse choque de realidade...
Meu avô é um sujeito essencialmente bom. Não quer dizer que não tenha defeitos, mas está sempre pronto a ser solidário. Nisso, claro, entra nas piores frias.
Uma vez estávamos almoçando eu, ele e minha avó num restaurante aqui da Tijuca e falávamos exatamente sobre isso. Ele falou que agora não se metia mais em roubada. Só ajudava instituições sérias, como um leprosário em Minas que mandava nota fiscal, fotos etc. etc... Nem bem ele terminou de falar isso e entrou no Jornal Hoje (a TV estava ligada bem ao lado da nossa mesa) uma chamada bombástica: “Estelionatária em Minas dava golpes abusando da caridade alheia”. Uma advogada tambiqueira (categoria infelizmente cada vez mais comum) arrancava dinheiro de solidários de todo o país dizendo representar um leprosário – tinha até nota fiscal fria e fotos de um hotel fazenda que dizia serem do hospital. Diante da cara de estupor do velho, eu e minha vó conseguimos nos segurar por 0,001 segundo antes de explodirmos numa gargalhada.
Mas a história em questão não é essa não. Aconteceu nos anos 50, quando ele trabalhava no extinto IAPB, lá na Graça Aranha, Centro do Rio. Ia ele para o Castelo tomar o ônibus para a Ilha quando foi abordado por um sujeito amarelo com dois meninos pequenos. O amarelo não é figura de linguagem, não. Segundo meu avô, o homem estava com a pele amarela, mesmo.
Dada a tonalidade do sujeito, seu João não estranhou quando o dito disse sofrer de hepatite e explicou seu drama. Viera do interior do Estado para uma consulta no Hospital dos Servidores e tivera que trazer os filhos. Trazia apenas o dinheiro da passagem de volta, mas, como a consulta atrasara muito, tivera que dar de comer aos pequenos. Com isso, não tinha dinheiro para voltar para casa.
Meu avô, já quase com lágrimas nos olhos, viu quanto tinha no bolso e achou que não dava para três passagens intermunicipais. Como o homem parecia estar nas últimas, mandou que ele sentasse nas escadas da Igreja de Santa Luzia (na rua homônima) e foi parando os demais transeuntes para organizar uma coleta em prol do amarelo.
Eis que chega um guarda municipal aos berros perguntando que palhaçada era aquela, dizendo que ia levar todo mundo pro distrito etc. Assustado, o amarelo e sua prole deram no pé. Revoltado com a insensibilidade da otoridade, meu avô chamou o guarda às falas.
“Como é que você faz isso? O homem estava doente!!!”
“Que doente que nada, doutor. Aquilo é um trambiqueiro conhecido por aqui.”
“Você está louco? E a cor dele?”
“Passa o dedo na cara dele pra ver. Aquilo é maquiagem.”
O velho nunca se recuperou desse choque de realidade...
sexta-feira, 1 de agosto de 2003
Histórias de família III
Essa aqui é com a família alheia. Mais precisamente com a família do ator Eduardo Galvão – a quem meu avô sempre se refere como “aquele filho do Geraldo que aparece na TV”. Eles moravam perto dos meus avós no bairro dos Bancários, na Ilha do Governador.
Minha mãe não tem certeza se o protagonista foi o próprio Eduardo ou algum dos irmãos mais próximos da idade dele. De qualquer forma, era um dos mais novos e mais atentados de uma longa fila de meninos.
O guri, além de só ter contato com outros meninos, era tido como o responsável por tudo que acontecia de errado – as que ele aprontava e as que os mais velhos lhe imputavam.
Eis que um dia nasceu uma menina no clã e foram todos visitar. Lá pelas tantas a recém-nascida fez xixi e foi todo mundo acompanhar o ritual de troca de fraldas. Quando a fralda suja foi retirada, o menino não conseguiu conter o espanto diante daquela visão inédita. Vendo o susto, todos em volta olharam para ele, que, acostumado, foi logo se defendendo:
“Não fui eu, eu juro que não fui eu que cortei o piruzinho da neném!”
Essa aqui é com a família alheia. Mais precisamente com a família do ator Eduardo Galvão – a quem meu avô sempre se refere como “aquele filho do Geraldo que aparece na TV”. Eles moravam perto dos meus avós no bairro dos Bancários, na Ilha do Governador.
Minha mãe não tem certeza se o protagonista foi o próprio Eduardo ou algum dos irmãos mais próximos da idade dele. De qualquer forma, era um dos mais novos e mais atentados de uma longa fila de meninos.
O guri, além de só ter contato com outros meninos, era tido como o responsável por tudo que acontecia de errado – as que ele aprontava e as que os mais velhos lhe imputavam.
Eis que um dia nasceu uma menina no clã e foram todos visitar. Lá pelas tantas a recém-nascida fez xixi e foi todo mundo acompanhar o ritual de troca de fraldas. Quando a fralda suja foi retirada, o menino não conseguiu conter o espanto diante daquela visão inédita. Vendo o susto, todos em volta olharam para ele, que, acostumado, foi logo se defendendo:
“Não fui eu, eu juro que não fui eu que cortei o piruzinho da neném!”
Histórias de família II
Essa aconteceu na mesma época – fim dos anos 40, início dos 50. Quando a situação permitia, meus avós iam flanar na fazenda do seu Schmidt, lá para os lados de Barra do Piraí. A casa do alemão era um proto-hotel-fazenda – sem os luxos modernos, claro. Os moradores da cidade se hospedavam lá para curtir a natureza, ver tirar leite da vaca (e passar mal com o leite puro) e andar na charrete puxada pelo jumento Gato Preto.
Numa dessas férias por lá, estavam todos os hóspedes juntos tomando aquele magnífico café-da-manhã de fazenda quando o anfitrião começou a brincar com a criança mais nova da mesa, minha madrinha, com uns três ou quatro anos.
“Focê está gostando da fassenda, Ifa Marria?”
Ela fez que sim com a cabeça.
“As coissas aqui son diferrentes das da citate, non?”
Ela fez que sim com a cabeça.
“E o que focê fiu de mais diferrente? Fala, Ifa Marria.”
Ela respondeu:
“O peru do Gato Preto. É graaaande.”
A gargalhada foi geral, mas meus avós queriam que um buraco na terra os tragasse.
Essa aconteceu na mesma época – fim dos anos 40, início dos 50. Quando a situação permitia, meus avós iam flanar na fazenda do seu Schmidt, lá para os lados de Barra do Piraí. A casa do alemão era um proto-hotel-fazenda – sem os luxos modernos, claro. Os moradores da cidade se hospedavam lá para curtir a natureza, ver tirar leite da vaca (e passar mal com o leite puro) e andar na charrete puxada pelo jumento Gato Preto.
Numa dessas férias por lá, estavam todos os hóspedes juntos tomando aquele magnífico café-da-manhã de fazenda quando o anfitrião começou a brincar com a criança mais nova da mesa, minha madrinha, com uns três ou quatro anos.
“Focê está gostando da fassenda, Ifa Marria?”
Ela fez que sim com a cabeça.
“As coissas aqui son diferrentes das da citate, non?”
Ela fez que sim com a cabeça.
“E o que focê fiu de mais diferrente? Fala, Ifa Marria.”
Ela respondeu:
“O peru do Gato Preto. É graaaande.”
A gargalhada foi geral, mas meus avós queriam que um buraco na terra os tragasse.
Histórias de família I
Iniciozinho dos anos 50, na Vila Paraíso, em Vaz Lobo – bairro classificado pela minha adorada e saudosa avó como “cu de Madureira”. Dona Iva, a avó supracitada, havia proibido os filhos de brincarem na casa de determinada vizinha, pois a dita cuja bajulava as crianças com doces e refresco para saber todas as fofocas da vida alheia. Por conta disso, ficou furiosa ao ver o filho mais velho, então com uns sete anos, entrando na “casa proibida”.
Como o causo se passou antes de inventarem a psicologia infantil, Dona Iva armou-se de um chinelo, berrou um “Joãozinho!!!!” e ficou atrás da porta da casa esperando o filho chegar. Instantes depois, abre-se a porta, e ela, na tocaia, só vê o cabelo louro do guri entrando na sala.
Partindo do princípio que ele sabia porque estava apanhando, minha avó foi logo descendo o chinelo. Só que, na primeira pausa pra respirar, notou que a cara do filho não era exatamente a cara do filho. Era Miguel, caçula de uma família de judeus europeus que morava na Vila – da mesma altura que meu tio e com o mesmo cabelo louro. Para piorar o choque, o menino, aos prantos, disse:
“Ai, Tona Ifa, a minha mãe xá me pate tanto. Agorra a senhorra fai me pater tampém?”
Sendo mãe, ela sabia que poucas coisas revoltam mais que ver um adulto batendo no seu filho. Desesperada, pegou o menino, correu para a casa dele, contou a história para a família e preparou-se para ser fulminada. Para sua surpresa, a mãe do Miguel abriu um sorriso e disse:
“Nom fique assim, Tona Ifa. Ele tampém me desopeteceu e ia apanhar quando chegasse em cassa. A sernhorra só me poupou trrapalho.”
Fosse hoje, aposto que iam acusar minha avó de anti-semitismo.
Iniciozinho dos anos 50, na Vila Paraíso, em Vaz Lobo – bairro classificado pela minha adorada e saudosa avó como “cu de Madureira”. Dona Iva, a avó supracitada, havia proibido os filhos de brincarem na casa de determinada vizinha, pois a dita cuja bajulava as crianças com doces e refresco para saber todas as fofocas da vida alheia. Por conta disso, ficou furiosa ao ver o filho mais velho, então com uns sete anos, entrando na “casa proibida”.
Como o causo se passou antes de inventarem a psicologia infantil, Dona Iva armou-se de um chinelo, berrou um “Joãozinho!!!!” e ficou atrás da porta da casa esperando o filho chegar. Instantes depois, abre-se a porta, e ela, na tocaia, só vê o cabelo louro do guri entrando na sala.
Partindo do princípio que ele sabia porque estava apanhando, minha avó foi logo descendo o chinelo. Só que, na primeira pausa pra respirar, notou que a cara do filho não era exatamente a cara do filho. Era Miguel, caçula de uma família de judeus europeus que morava na Vila – da mesma altura que meu tio e com o mesmo cabelo louro. Para piorar o choque, o menino, aos prantos, disse:
“Ai, Tona Ifa, a minha mãe xá me pate tanto. Agorra a senhorra fai me pater tampém?”
Sendo mãe, ela sabia que poucas coisas revoltam mais que ver um adulto batendo no seu filho. Desesperada, pegou o menino, correu para a casa dele, contou a história para a família e preparou-se para ser fulminada. Para sua surpresa, a mãe do Miguel abriu um sorriso e disse:
“Nom fique assim, Tona Ifa. Ele tampém me desopeteceu e ia apanhar quando chegasse em cassa. A sernhorra só me poupou trrapalho.”
Fosse hoje, aposto que iam acusar minha avó de anti-semitismo.
sexta-feira, 25 de julho de 2003
Onde dói
Se você estava decepcionado por Maluf ter passado só algumas horas numa delegacia francesa, anime-se. A justiça das terras de Catherine Deneuve acertou o turco onde mais dói. Segundo a Folha On Line, a juíza Marivonne Caillibotte bloqueou a conta na qual o ex-prefeito tinha alegados US$ 1,5 milhão para “despesas da mulher”.
A bufunfa vai ficar presa enquanto durar o processo, que pode levar meses ou até anos.
Numa boa, mesmo para um Maluf, ver-se privado de um milhão e meio de verdinhas é um golpe duro...
Se você estava decepcionado por Maluf ter passado só algumas horas numa delegacia francesa, anime-se. A justiça das terras de Catherine Deneuve acertou o turco onde mais dói. Segundo a Folha On Line, a juíza Marivonne Caillibotte bloqueou a conta na qual o ex-prefeito tinha alegados US$ 1,5 milhão para “despesas da mulher”.
A bufunfa vai ficar presa enquanto durar o processo, que pode levar meses ou até anos.
Numa boa, mesmo para um Maluf, ver-se privado de um milhão e meio de verdinhas é um golpe duro...
quinta-feira, 24 de julho de 2003
Carpe Diem, baby
Peguei emprestado o título dessa canção do Metallica para falar de alguns comentários sobre a detenção de Maluf na França. Realmente é chato ele ter ficado só algumas horas na delegacia, realmente eu preferia que ele continuasse preso - aliás, preferia que ele virasse adubo. Mas, saber que ele foi tirado do banco pela polícia, levado para uma delegacia para se explicar e, melhor ainda, que toda a imprensa brasileira ficou sabendo é algo bom demais para ser descartado.
Vamos curtir, sim. Maluf volta da Europa ainda menor do que foi. Nunca mais vai poder usar aquela empáfia e dizer que não tem dinheiro no exterior. Tem sim, e até a justiça francesa desconfia que é sujo.
Como eu disse, preferia que ele, como bom cristão, estivesse curtindo uma loooooooooooooonga temporada no Inferno. Mas foi bom demais ver o que aconteceu hoje.
Mais uma vez obrigado Tutatis e Belisama.
Peguei emprestado o título dessa canção do Metallica para falar de alguns comentários sobre a detenção de Maluf na França. Realmente é chato ele ter ficado só algumas horas na delegacia, realmente eu preferia que ele continuasse preso - aliás, preferia que ele virasse adubo. Mas, saber que ele foi tirado do banco pela polícia, levado para uma delegacia para se explicar e, melhor ainda, que toda a imprensa brasileira ficou sabendo é algo bom demais para ser descartado.
Vamos curtir, sim. Maluf volta da Europa ainda menor do que foi. Nunca mais vai poder usar aquela empáfia e dizer que não tem dinheiro no exterior. Tem sim, e até a justiça francesa desconfia que é sujo.
Como eu disse, preferia que ele, como bom cristão, estivesse curtindo uma loooooooooooooonga temporada no Inferno. Mas foi bom demais ver o que aconteceu hoje.
Mais uma vez obrigado Tutatis e Belisama.
Que delícia
Depois perguntam por que eu adoro a Europa... A polícia francesa prendeu hoje o ex-prefeito Paulo Maluf, segundo notícia da GloboNews.com. Tudo bem, ele pode nem esquentar a cela, mas já dá um gostinho maravilhoso.
Depois perguntam por que eu adoro a Europa... A polícia francesa prendeu hoje o ex-prefeito Paulo Maluf, segundo notícia da GloboNews.com. Tudo bem, ele pode nem esquentar a cela, mas já dá um gostinho maravilhoso.
terça-feira, 22 de julho de 2003
EU SABIA! EU SABIA!
Pro inferno com as saladinhas, os legumes e outras porcarias insossas que a gente acaba comendo pra “levar uma vida saudável”. Cientistas do Instituto de Pesquisa Farmacêutica Mario Negri, em Milão, concluíram que o consumo regular de pizza reduz em 59% o risco de câncer de esôfago, 26% de câncer de cólon e 34% de câncer na boca. A informação está na BBC.
Claro que logo aparecem malas pra cortar o barato – provavelmente a soldo de plantadores de espinafre e outros farsantes finalmente desmascarados. Alguns “especialistas” levantam dúvidas sobre os resultados das pesquisas. Besteira. Depois da pizza contra o câncer, o próximo passo é mostrar que o bacon combate a leucemia, que Cheddar MacMelt cura enxaqueca e que sexo oral feito por modelos de 19 anos previne enfartes.
Pro inferno com as saladinhas, os legumes e outras porcarias insossas que a gente acaba comendo pra “levar uma vida saudável”. Cientistas do Instituto de Pesquisa Farmacêutica Mario Negri, em Milão, concluíram que o consumo regular de pizza reduz em 59% o risco de câncer de esôfago, 26% de câncer de cólon e 34% de câncer na boca. A informação está na BBC.
Claro que logo aparecem malas pra cortar o barato – provavelmente a soldo de plantadores de espinafre e outros farsantes finalmente desmascarados. Alguns “especialistas” levantam dúvidas sobre os resultados das pesquisas. Besteira. Depois da pizza contra o câncer, o próximo passo é mostrar que o bacon combate a leucemia, que Cheddar MacMelt cura enxaqueca e que sexo oral feito por modelos de 19 anos previne enfartes.
quinta-feira, 17 de julho de 2003
Suvaco portátil
A senhora dorme sozinha toda noite? Já nem lembra como é sentir o aconchego dum suvaco? Seus dias de solidão acabaram. Importamos do Japão o exclusivo Marido Simulator. Com ele você vai saber o que é um braço em volta de seus ombros quando for dormir.
Disponível em três versões:
Standard (foto)
Reality: com odor artificial de cecê e ronco gravado.
Luxo: com vibrador erótico (pilhas não incluídas)
A senhora dorme sozinha toda noite? Já nem lembra como é sentir o aconchego dum suvaco? Seus dias de solidão acabaram. Importamos do Japão o exclusivo Marido Simulator. Com ele você vai saber o que é um braço em volta de seus ombros quando for dormir.
Disponível em três versões:
Standard (foto)
Reality: com odor artificial de cecê e ronco gravado.
Luxo: com vibrador erótico (pilhas não incluídas)
terça-feira, 15 de julho de 2003
Burros somos nós
Por recomendação de um visitante anônimo, registramos aqui a sexta acepção que o dicionário Huaiss aceita para a palavra "grelo":
"Regionalismo: Portugal.
fita que orna a pasta dos estudantes do 4º ano e que se queima, em antiga praxe na Universidade de Coimbra"
Ou seja, pelo menos entre os alunos da renomada universidade, queimar um grelo é prática comum e antiga.
E tem gente que não gosta...
Por recomendação de um visitante anônimo, registramos aqui a sexta acepção que o dicionário Huaiss aceita para a palavra "grelo":
"Regionalismo: Portugal.
fita que orna a pasta dos estudantes do 4º ano e que se queima, em antiga praxe na Universidade de Coimbra"
Ou seja, pelo menos entre os alunos da renomada universidade, queimar um grelo é prática comum e antiga.
E tem gente que não gosta...
Aliás
Só para fins de registro, vejam abaixo as definições do Aurélio para “rebanho”:
rebanho
[De or. incerta.]
S. m.
1. Porção de gado lanígero.
2. P. ext. O total de qualquer espécie que constitui gado para corte.
3. Porção de animais como carneiros, cabras, etc., guardados por pastor.
4. Grande número de certos quadrúpedes que vivem em hordas, de ordinário em estado selvagem: 2 [Substitui, nesta acepção o coletivo apropriado para cada espécie animal.]
5. Fig. Conjunto de fiéis, em relação a seu pastor, Papa, bispo ou pároco.
6. Fig. Grupo de pessoas que se deixam levar sem manifestar opinião e vontade próprias.
Só para fins de registro, vejam abaixo as definições do Aurélio para “rebanho”:
rebanho
[De or. incerta.]
S. m.
1. Porção de gado lanígero.
2. P. ext. O total de qualquer espécie que constitui gado para corte.
3. Porção de animais como carneiros, cabras, etc., guardados por pastor.
4. Grande número de certos quadrúpedes que vivem em hordas, de ordinário em estado selvagem: 2 [Substitui, nesta acepção o coletivo apropriado para cada espécie animal.]
5. Fig. Conjunto de fiéis, em relação a seu pastor, Papa, bispo ou pároco.
6. Fig. Grupo de pessoas que se deixam levar sem manifestar opinião e vontade próprias.
Boçalidade importada
Simpático carioca, se no fim deste mês você sentir no ar um insuportável mau cheiro, não culpe a mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas ou o despejo de esgotos na Baía da Guanabara.
O previsível fotum virá da presença na cidade de uma das mais deprimentes criaturas que os Estados Unidos conseguiram produzir nos últimos anos: o pastor e radialista Pat Robertson, que vem falar ao seu rebanho tupiniquim num evento no RioCentro.
Robertson foi o infeliz que classificou os atentados de 11 de setembro como “castigo de Deus” pela América ser tolerante com os homossexuais. Mais recentemente, deu início a uma corrente de orações para retirar da Suprema Corte dos EUA três juízes tidos como liberais e substituí-los por conservadores. O pastor e seu rebanho não se conformam com decisões como a que proibiu escolas obrigarem seus alunos a rezar e, mais recentemente, a anulou as leis estaduais que puniam com prisão adultos que praticassem sexo anal dentro de suas próprias casas.
Francamente, o Rio não merecia mais esse “presente”.
Simpático carioca, se no fim deste mês você sentir no ar um insuportável mau cheiro, não culpe a mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas ou o despejo de esgotos na Baía da Guanabara.
O previsível fotum virá da presença na cidade de uma das mais deprimentes criaturas que os Estados Unidos conseguiram produzir nos últimos anos: o pastor e radialista Pat Robertson, que vem falar ao seu rebanho tupiniquim num evento no RioCentro.
Robertson foi o infeliz que classificou os atentados de 11 de setembro como “castigo de Deus” pela América ser tolerante com os homossexuais. Mais recentemente, deu início a uma corrente de orações para retirar da Suprema Corte dos EUA três juízes tidos como liberais e substituí-los por conservadores. O pastor e seu rebanho não se conformam com decisões como a que proibiu escolas obrigarem seus alunos a rezar e, mais recentemente, a anulou as leis estaduais que puniam com prisão adultos que praticassem sexo anal dentro de suas próprias casas.
Francamente, o Rio não merecia mais esse “presente”.
segunda-feira, 14 de julho de 2003
Curtinhas
Como é que se chama um traficante armado até os dentes?
- É melhor chamar de senhor...
Na sala de aula:
- Juquinha, em quantas partes se divide o crânio?
- Depende da porrada, professor...
Qual a diferença entre um político atropelado e um cachorro atropelado?
- Antes do cachorro, há marcas de freada.
Conversa de casados:
- Querida, o que você prefere? Um homem bonito ou um homem inteligente?
- Nem um, nem outro. Você sabe que eu só gosto de você.
Como é que se chama um traficante armado até os dentes?
- É melhor chamar de senhor...
Na sala de aula:
- Juquinha, em quantas partes se divide o crânio?
- Depende da porrada, professor...
Qual a diferença entre um político atropelado e um cachorro atropelado?
- Antes do cachorro, há marcas de freada.
Conversa de casados:
- Querida, o que você prefere? Um homem bonito ou um homem inteligente?
- Nem um, nem outro. Você sabe que eu só gosto de você.
Gravação Eletrônica do Instituto de Saúde Mental
"Obrigado por chamar o Instituto de Saúde Mental, a companhia mais saudável em seus momentos de maior loucura.
Se você é obsessivo compulsivo, tecle repetidamente 1.
Se você é co-dependente, peça a alguém que tecle 2 por você.
Se você tem múltiplas personalidades, tecle 3, 4, 5 e 6.
Se você é paranóico, nós sabemos quem é você, sabemos o que faz e sabemos o que quer. Espere na linha enquanto rastreamos a sua chamada.
Se você sofre de alucinações, tecle 7 e sua chamada será transferida para o Departamento de Elefantes Cor-de-rosa.
Se você é esquizofrênico, escute atentamente... uma vozinha lhe dirá que número pressionar.
Se você é depressivo, não importa que número escolha, ninguém irá lhe responder.
Se você sofre de amnésia, tecle 8 e diga em voz alta seu nome, endereço, telefone, número da identidade, data de nascimento, estado civil e o nome de solteira de sua mãe.
Se você sofre de indecisão, deixe sua mensagem logo que escutar o sinal... ou antes do sinal...ou depois do sinal...ou durante o sinal. De qualquer maneira, aguarde o sinal...
Se você sofre de perda de memória a curto prazo, tecle 9.
Se você sofre de perda de memória a curto prazo, tecle 9.
Se você sofre de perda de memória a curto prazo, tecle 9.
Se você sofre de perda de memória a curto prazo, tecle 9.
Se você sofre de perda de memória a curto prazo, tecle 9.
Se você tem baixa auto-estima, por favor aguarde.
Todas as nossas telefonistas estão ocupadas atendendo pessoas mais importantes.
Obrigado.
Mais uma da anja Isab'el
"Obrigado por chamar o Instituto de Saúde Mental, a companhia mais saudável em seus momentos de maior loucura.
Se você é obsessivo compulsivo, tecle repetidamente 1.
Se você é co-dependente, peça a alguém que tecle 2 por você.
Se você tem múltiplas personalidades, tecle 3, 4, 5 e 6.
Se você é paranóico, nós sabemos quem é você, sabemos o que faz e sabemos o que quer. Espere na linha enquanto rastreamos a sua chamada.
Se você sofre de alucinações, tecle 7 e sua chamada será transferida para o Departamento de Elefantes Cor-de-rosa.
Se você é esquizofrênico, escute atentamente... uma vozinha lhe dirá que número pressionar.
Se você é depressivo, não importa que número escolha, ninguém irá lhe responder.
Se você sofre de amnésia, tecle 8 e diga em voz alta seu nome, endereço, telefone, número da identidade, data de nascimento, estado civil e o nome de solteira de sua mãe.
Se você sofre de indecisão, deixe sua mensagem logo que escutar o sinal... ou antes do sinal...ou depois do sinal...ou durante o sinal. De qualquer maneira, aguarde o sinal...
Se você sofre de perda de memória a curto prazo, tecle 9.
Se você sofre de perda de memória a curto prazo, tecle 9.
Se você sofre de perda de memória a curto prazo, tecle 9.
Se você sofre de perda de memória a curto prazo, tecle 9.
Se você sofre de perda de memória a curto prazo, tecle 9.
Se você tem baixa auto-estima, por favor aguarde.
Todas as nossas telefonistas estão ocupadas atendendo pessoas mais importantes.
Obrigado.
Mais uma da anja Isab'el
Tabela de Anjos
Como todos os estudiosos sérios, teólogos e rabinos sabem, as tabelas de anjos foram criadas sem fundamento, sendo assim seguem em anexo as novas descobertas nos estudos desses seres mitológicos.
Mot'el - anjo protetor dos amantes.
Sarapat'el - protetor do Engov e anti-ácidos em geral.
Abravan'el - protege quem topa tudo por dinheiro, principalmente os jogadores de Tele-Sena. Só aparece aos domingos.
Alugu'el - anjo mau. Não deixa a pessoa conseguir sua casa própria.
Embrat'el - anjo protetor do monopólio das comunicações.
Chan'el - anjo protetor dos costureiros e estilistas.
Pin'el - anjo travesso. Faz as pessoas baterem com o sorvete na testa e babarem na gravata.
Papai no'el - anjo protetor do comércio. Só aparecem no fim de ano.
Ton'el - protetor dos alcoólatras anônimos e bêbados em geral.
Bed'el - anjo dedo-duro. Protege as escolas dos alunos arruaceiros.
Quart'el - protege as fronteiras.
Past'el - protetor da colônia japonesa.
Samu'el - anjo protetor da poupança.
G'el - protege as pessoas com cabelos ruins e rebeldes.
Bord'el - anjo protetor do sexo grupal.
Bab'el - protetor da escola de línguas.
Mano'el - protetor das piadas preconceituosas.
Pap'el - anjo protetor daqueles com intestinos soltos.
Anat'el - como qualquer outro órgão do governo não serve para nada.
Essa foi cortesia da Isab'el - anja protetora dos amigos sem idéias para o blog
Como todos os estudiosos sérios, teólogos e rabinos sabem, as tabelas de anjos foram criadas sem fundamento, sendo assim seguem em anexo as novas descobertas nos estudos desses seres mitológicos.
Mot'el - anjo protetor dos amantes.
Sarapat'el - protetor do Engov e anti-ácidos em geral.
Abravan'el - protege quem topa tudo por dinheiro, principalmente os jogadores de Tele-Sena. Só aparece aos domingos.
Alugu'el - anjo mau. Não deixa a pessoa conseguir sua casa própria.
Embrat'el - anjo protetor do monopólio das comunicações.
Chan'el - anjo protetor dos costureiros e estilistas.
Pin'el - anjo travesso. Faz as pessoas baterem com o sorvete na testa e babarem na gravata.
Papai no'el - anjo protetor do comércio. Só aparecem no fim de ano.
Ton'el - protetor dos alcoólatras anônimos e bêbados em geral.
Bed'el - anjo dedo-duro. Protege as escolas dos alunos arruaceiros.
Quart'el - protege as fronteiras.
Past'el - protetor da colônia japonesa.
Samu'el - anjo protetor da poupança.
G'el - protege as pessoas com cabelos ruins e rebeldes.
Bord'el - anjo protetor do sexo grupal.
Bab'el - protetor da escola de línguas.
Mano'el - protetor das piadas preconceituosas.
Pap'el - anjo protetor daqueles com intestinos soltos.
Anat'el - como qualquer outro órgão do governo não serve para nada.
Essa foi cortesia da Isab'el - anja protetora dos amigos sem idéias para o blog
quinta-feira, 10 de julho de 2003
domingo, 6 de julho de 2003
Eu disse, eu disse
Dias atrás eu publiquei uma maldade (elogiosa, acreditem) dizendo que "Dois Rios", nova canção do Skank, tinha os dois pés no Clube da Esquina. Lendo crítica do disco na Veja eu confirmei e descobri o motivo. A música é parceria do grupo com Nando Reis e Lô Borges - aliás, eu disse que dava a impressão que ele ia entrar cantando, tão "a cara dele era a música".
Veja diz que o disco está mais para britpop à Oasis - mas não precisava cruzar o Equador e o Atlântico para encontrar a infulência mais forte dessa canção em especial.
Dias atrás eu publiquei uma maldade (elogiosa, acreditem) dizendo que "Dois Rios", nova canção do Skank, tinha os dois pés no Clube da Esquina. Lendo crítica do disco na Veja eu confirmei e descobri o motivo. A música é parceria do grupo com Nando Reis e Lô Borges - aliás, eu disse que dava a impressão que ele ia entrar cantando, tão "a cara dele era a música".
Veja diz que o disco está mais para britpop à Oasis - mas não precisava cruzar o Equador e o Atlântico para encontrar a infulência mais forte dessa canção em especial.
sexta-feira, 4 de julho de 2003
Foi ele quem pediu...
Essa é boa demais para ser verdade, mas foi publicada no site da rádio WPXI, de Pittsburg. Um pregador convidado estava deitando falação na Primeira Igreja Batista de Forrest, Ohio, quando, em meio a um sermão sobre arrependimento, pediu a Deus que mandasse um sinal. No mesmo instante um raio atingiu a igreja, provocando um incêndio que causou um prejuízo de vinte mil dólares.
Ou seja, Deus estava até ouvindo, mas não parecia gostar nada do sermão...
Essa é boa demais para ser verdade, mas foi publicada no site da rádio WPXI, de Pittsburg. Um pregador convidado estava deitando falação na Primeira Igreja Batista de Forrest, Ohio, quando, em meio a um sermão sobre arrependimento, pediu a Deus que mandasse um sinal. No mesmo instante um raio atingiu a igreja, provocando um incêndio que causou um prejuízo de vinte mil dólares.
Ou seja, Deus estava até ouvindo, mas não parecia gostar nada do sermão...
quinta-feira, 3 de julho de 2003
segunda-feira, 30 de junho de 2003
Utilidade pública
Apesar d’eu achar que esse negócio de responsabilidade social é coisa de manifestante da Avenida Paulista, o Espírito de Porco quer dar início a uma campanha para ajudar a juventude brasileira.
Compareci na semana passada ao lançamento de "Manual do Mané", escrito a seis mãos pelos meus queridos Arthur Dapieve, Sérgio Rodrigues e Gustavo Poli. Constatei, e disse ao presentes, que, se tivesse lido o livro aos 12 anos, minha vida seria outra. Agora é tarde, a manezice se instalou inexoravelmente.
Mas, se toda uma geração de Manés está irremediavelmente perdida, há esperança para as gerações futuras. Que o MEC adote o Manual do Mané no ensino fundamental. Que os jovens aprendam desde cedo o que não fazer para ter uma vida sexual animada.
Até porque não adianta nada ensinar educação sexual pro garoto sem dar a ele uma chance mínima de botar aquele conhecimento em prática.
Apesar d’eu achar que esse negócio de responsabilidade social é coisa de manifestante da Avenida Paulista, o Espírito de Porco quer dar início a uma campanha para ajudar a juventude brasileira.
Compareci na semana passada ao lançamento de "Manual do Mané", escrito a seis mãos pelos meus queridos Arthur Dapieve, Sérgio Rodrigues e Gustavo Poli. Constatei, e disse ao presentes, que, se tivesse lido o livro aos 12 anos, minha vida seria outra. Agora é tarde, a manezice se instalou inexoravelmente.
Mas, se toda uma geração de Manés está irremediavelmente perdida, há esperança para as gerações futuras. Que o MEC adote o Manual do Mané no ensino fundamental. Que os jovens aprendam desde cedo o que não fazer para ter uma vida sexual animada.
Até porque não adianta nada ensinar educação sexual pro garoto sem dar a ele uma chance mínima de botar aquele conhecimento em prática.
Supermercado
O que você pode fazer no supermercado enquanto a sua mulher/ seu marido está gastando tempo fazendo compras:
1. Vá buscar muitas caixas de preservativos e deixe uma em cada carrinho por onde passar, enquanto o respectivo dono estiver distraído.
2. Vá junto de um empregado e diga-lhe numa voz oficial "Temos um código 3 no armazém" Depois veja o que acontece.
3. Desafie os outros clientes a fazerem um duelo com rolos de papel higiênico.
4. Abra uma tenda no departamento de campismo e diga aos outros que os convida se eles trouxerem almofadas
5. Olhe bem de frente para a câmara de vigilância utilize-a como espelho enquanto limpa o nariz.
6. Pegue em todos os bonecos do setor de brinquedos e disponha-os no chão de modo a formar um campo de batalha gigante.
7. Vá ao setor das armas, pegue numa espingarda e, com um ar de louco, pergunte no balcão de informações se sabe onde estão os anti-depressivos.
8. Vagueie com um ar suspeito enquanto murmura o tema da "Missão Impossível"
9. Esconda-se entre os ternos quando alguém chegar perto, diga "Leve-me! Leve-me!"
10. Quando ouvir uma chamada ou um anúncio nos alto-falantes do supermercado, encolha-se numa posição fetal e grite "NÃO!!! Outra vez aquela voz!!!"
11. Vá até os sanitários e grite bem alto "Hei! Não tem papel higiênico aqui!"
12. Quando sair dos sanitários individuais, tranque a porta por dentro e saia por baixo da porta (repita esta operação em todos os sanitários). Se alguém o apanhar, diga que "a porta ficou trancada!!!"
Mandada pela minha querida Martha
O que você pode fazer no supermercado enquanto a sua mulher/ seu marido está gastando tempo fazendo compras:
1. Vá buscar muitas caixas de preservativos e deixe uma em cada carrinho por onde passar, enquanto o respectivo dono estiver distraído.
2. Vá junto de um empregado e diga-lhe numa voz oficial "Temos um código 3 no armazém" Depois veja o que acontece.
3. Desafie os outros clientes a fazerem um duelo com rolos de papel higiênico.
4. Abra uma tenda no departamento de campismo e diga aos outros que os convida se eles trouxerem almofadas
5. Olhe bem de frente para a câmara de vigilância utilize-a como espelho enquanto limpa o nariz.
6. Pegue em todos os bonecos do setor de brinquedos e disponha-os no chão de modo a formar um campo de batalha gigante.
7. Vá ao setor das armas, pegue numa espingarda e, com um ar de louco, pergunte no balcão de informações se sabe onde estão os anti-depressivos.
8. Vagueie com um ar suspeito enquanto murmura o tema da "Missão Impossível"
9. Esconda-se entre os ternos quando alguém chegar perto, diga "Leve-me! Leve-me!"
10. Quando ouvir uma chamada ou um anúncio nos alto-falantes do supermercado, encolha-se numa posição fetal e grite "NÃO!!! Outra vez aquela voz!!!"
11. Vá até os sanitários e grite bem alto "Hei! Não tem papel higiênico aqui!"
12. Quando sair dos sanitários individuais, tranque a porta por dentro e saia por baixo da porta (repita esta operação em todos os sanitários). Se alguém o apanhar, diga que "a porta ficou trancada!!!"
Mandada pela minha querida Martha
sexta-feira, 27 de junho de 2003
Recém-chegados ao clube
Vim para o trabalho ouvindo no rédio "Dois Rios", bela canção nova do Skank. Mas não pude deixar de ter um pensamento maldoso: Músicos mineiros podem começar tocando reagge, ter a postura niilista que for, mas (se tiverem alguma competência) acabam sempre no Clube da Esquina. Quando começa a música, você jura que o Lô Borges vai entrar cantando, e o final fica pedindo um solo do Toninho Horta.
Em tempo: pode não parecer, mas isso é um elogio aos caras do Skank. Por mais bonintinha que seja, aquela menininha do Pato Fu não conseguiria nem ser garçonete no Clube da Esquina.
Vim para o trabalho ouvindo no rédio "Dois Rios", bela canção nova do Skank. Mas não pude deixar de ter um pensamento maldoso: Músicos mineiros podem começar tocando reagge, ter a postura niilista que for, mas (se tiverem alguma competência) acabam sempre no Clube da Esquina. Quando começa a música, você jura que o Lô Borges vai entrar cantando, e o final fica pedindo um solo do Toninho Horta.
Em tempo: pode não parecer, mas isso é um elogio aos caras do Skank. Por mais bonintinha que seja, aquela menininha do Pato Fu não conseguiria nem ser garçonete no Clube da Esquina.
terça-feira, 24 de junho de 2003
Coisa de brasileiro
Relatado por um brasileiro em viagem pela Europa...
Para que pudéssemos andar de trem livremente na Europa, compramos o Eurailpass. É um bilhete onde vc coloca a data e pode andar de trem naquele dia pra onde quiser.
Tínhamos comprado o de 15 dias. O aproveitamento tinha que ser o máximo.
Chegando à Alemanha, tínhamos de ir de Hamburgo para Munique. O problema é que tinha apenas um trem, non-stop, que satisfazia nosso horário. O próximo sairia muito tarde. Outro problema era que o trem não aceitava o maldito bilhete... Mas como brazuca se acha mais esperto que o mundo todo, surgiu o seguinte raciocínio, compartilhado por quase 30 cabeças: "Vamos entrar no trem assim mesmo! Como ele é non-stop, não poderão colocar a gente pra fora." E lá foi a brasileirada trem adentro.
Com o trem já em movimento, chega a mulher pra conferir os bilhetes. O primeiro a ser interpelado fui eu. Logo, eu fui a cobaia.
A mulher pegou o bilhete, virou-se pra mim e disse aos berros: -"Spraichen Deutch ??" Eu disse : "No" -"Speak English?" Respondi:
"Yes"
Ela concluiu: -"Get out, right now!!!" Eu ainda pensei: Será que eu vou ter que me atirar pela janela? A infeliz pegou um intercomunicador, resmungou alguma coisa e, acreditem, o trem non-stop parou na próxima estação.
Os alemães foram todos para a janela para ver qual seria o motivo de um trem non-stop parar. Já ciente da minha expulsão, avisamos os demais brazucas para saírem também, pois o bicho ia pegar.
Cenário montado: Trem non-stop parado, todos os alemães na janela pra saber o motivo e uns trinta brazucas sendo expulsos. Então uma alma teve a idéia brilhante: "Aí, galera!! Não vamos levar este mico pra casa, não!!!"
E desembarcamos gritando em coro:
"AR-GEN-TINA! AR-GEN-TINA! AR-GEN-TINA!..."
Enviado pela Cláudia Manes
Relatado por um brasileiro em viagem pela Europa...
Para que pudéssemos andar de trem livremente na Europa, compramos o Eurailpass. É um bilhete onde vc coloca a data e pode andar de trem naquele dia pra onde quiser.
Tínhamos comprado o de 15 dias. O aproveitamento tinha que ser o máximo.
Chegando à Alemanha, tínhamos de ir de Hamburgo para Munique. O problema é que tinha apenas um trem, non-stop, que satisfazia nosso horário. O próximo sairia muito tarde. Outro problema era que o trem não aceitava o maldito bilhete... Mas como brazuca se acha mais esperto que o mundo todo, surgiu o seguinte raciocínio, compartilhado por quase 30 cabeças: "Vamos entrar no trem assim mesmo! Como ele é non-stop, não poderão colocar a gente pra fora." E lá foi a brasileirada trem adentro.
Com o trem já em movimento, chega a mulher pra conferir os bilhetes. O primeiro a ser interpelado fui eu. Logo, eu fui a cobaia.
A mulher pegou o bilhete, virou-se pra mim e disse aos berros: -"Spraichen Deutch ??" Eu disse : "No" -"Speak English?" Respondi:
"Yes"
Ela concluiu: -"Get out, right now!!!" Eu ainda pensei: Será que eu vou ter que me atirar pela janela? A infeliz pegou um intercomunicador, resmungou alguma coisa e, acreditem, o trem non-stop parou na próxima estação.
Os alemães foram todos para a janela para ver qual seria o motivo de um trem non-stop parar. Já ciente da minha expulsão, avisamos os demais brazucas para saírem também, pois o bicho ia pegar.
Cenário montado: Trem non-stop parado, todos os alemães na janela pra saber o motivo e uns trinta brazucas sendo expulsos. Então uma alma teve a idéia brilhante: "Aí, galera!! Não vamos levar este mico pra casa, não!!!"
E desembarcamos gritando em coro:
"AR-GEN-TINA! AR-GEN-TINA! AR-GEN-TINA!..."
Enviado pela Cláudia Manes
sexta-feira, 20 de junho de 2003
Mal na foto
Olhando as fotos do encontro de Lula com o presidente George W. Bush, fiquei me perguntando como uma pessoa tão ignorante, tão visivelmente despreparada, tão incapaz de entender os problemas de governar um grande país e que ainda assume descumprindo o que prometeu na campanha pode chegar numa posição dessas?
Se eu fosse o Lula ia ter vergonha de aparecer com um cara desses na foto...
Olhando as fotos do encontro de Lula com o presidente George W. Bush, fiquei me perguntando como uma pessoa tão ignorante, tão visivelmente despreparada, tão incapaz de entender os problemas de governar um grande país e que ainda assume descumprindo o que prometeu na campanha pode chegar numa posição dessas?
Se eu fosse o Lula ia ter vergonha de aparecer com um cara desses na foto...
Que fim levou a chilena?
Já que o assunto é entrevista coletiva, vou desencavar uma história do fundo do baú e mostrar como sou velho.
Meu debut como jornalista aconteceu no Rock In Rio, em 1985. De certa forma foi algo inédito para toda a imprensa brasileira e latino-americana, pois nunca tivemos tantos artistas de peso ao mesmo tempo. Por conta disso, as entrevistas coletivas, todas no Hotel Rio Palace, foram concorridíssimas. Perguntou-se (e respondeu-se) muita besteira, mas uma personagem ficou na memória de todos: uma jornalista chilena cujo nome estava em algum cluster queimado do meu HD cerebral.
De qualquer forma, a chilena tinha uma missão espinhosa. Mais que fazer perguntas, ela tinha que divulgar o festival de Viña Del Mar e fazer com que os artistas falassem sobre o Chile. O problema é que o país vivia ainda a brutal ditadura do general Pinochet (que ele morra lentamente e reencarne como couro de repinique num sábado de Carnaval), e qualquer menção à situação política lá seria censurada.
A diversão começou logo no primeiro dia, na entrevista do Whitesnake:
Chilena: Vocês conhecem algo sobre o Chile que não seja política?
David Coverdale (fazendo cachinhos nas pontas da cabeleira): não.
Foi aquele silêncio constrangedor...
Logo em seguida entrou na sala George Benson, e lá foi ela de novo:
Chilena: Você está a par do grande festival que vai acontecer em Viña Del Mar, no Chile?
George: Não.
Dessa vez um ou outro não conseguimos segurar um risinho.
Mas o melhor do dia ficou por conta de Nina Hagen:
Chilena: Você conhece algo sobre o Chile que...
Nina (sem nem esperar a tradução e num espanhol impecável): É uma ditadura fascista e assassina.
Chilena (quase tendo um filho): Não, algo que não seja política.
Nina: É só o que me interessa.
Assim os dias se passaram, com a chilena repetindo suas perguntas e recebendo variações mais ou menos gentis de “não”, até que chegou o ponto alto, na entrevista do Iron Maiden.
É preciso dizer que essa entrevista em particular foi um desastre, pois o tradutor era extremamente ruim. Para se ter uma idéia, um coleguinha perguntou qual era a melhor coisa no Iron Maiden. O infeliz traduziu primeiro como “qual o melhor disco do Iron Maiden” e depois como “quem é o melhor no Iron Maiden”. Foi preciso que um dos jornalistas traduzisse corretamente a pergunta para que a banda respondesse serem os shows.
Mas, voltemos a nossa heroína...
Quando ela perguntou se eles conheciam algo sobre o Chile, o tradutor mandou “what do you think about Chile”, numa pronúncia apavorante.
Confundido pela pronúncia, o baterista Nicko McBrain abriu um sorriso de respondeu: “Adoro chili com feijões.”
Pra quê? A mulher se ofendeu e começou a berrar que exigia respeito com o país dela etc. Nicko (simpático como a maioria dos bateristas) pediu mil e uma desculpas e a paz pareceu voltar.
Só que aí o assunto passou para Eddie, o cadáver-mascote do grupo, o que motivou o seguinte diálogo:
Chilena: Vocês não acham que as crianças de assustam com Eddie?
Bruce Dickinson: Não. É como o monstro de Frankenstein, foi concebido para ser assustador, mas as crianças gostam dele.
Chilena: Mas os meus filhos se impressionam com o Eddie.
Bruce Dickinson: Olha, minha senhora, criança quando é bem educada não fica se impressionando à toa.
A gargalhada geral que se seguiu marcou o fim da participação da chilena no festival. Não sei se ela prestava como jornalista, mas foi uma das melhores comediantes que já vi.
Já que o assunto é entrevista coletiva, vou desencavar uma história do fundo do baú e mostrar como sou velho.
Meu debut como jornalista aconteceu no Rock In Rio, em 1985. De certa forma foi algo inédito para toda a imprensa brasileira e latino-americana, pois nunca tivemos tantos artistas de peso ao mesmo tempo. Por conta disso, as entrevistas coletivas, todas no Hotel Rio Palace, foram concorridíssimas. Perguntou-se (e respondeu-se) muita besteira, mas uma personagem ficou na memória de todos: uma jornalista chilena cujo nome estava em algum cluster queimado do meu HD cerebral.
De qualquer forma, a chilena tinha uma missão espinhosa. Mais que fazer perguntas, ela tinha que divulgar o festival de Viña Del Mar e fazer com que os artistas falassem sobre o Chile. O problema é que o país vivia ainda a brutal ditadura do general Pinochet (que ele morra lentamente e reencarne como couro de repinique num sábado de Carnaval), e qualquer menção à situação política lá seria censurada.
A diversão começou logo no primeiro dia, na entrevista do Whitesnake:
Chilena: Vocês conhecem algo sobre o Chile que não seja política?
David Coverdale (fazendo cachinhos nas pontas da cabeleira): não.
Foi aquele silêncio constrangedor...
Logo em seguida entrou na sala George Benson, e lá foi ela de novo:
Chilena: Você está a par do grande festival que vai acontecer em Viña Del Mar, no Chile?
George: Não.
Dessa vez um ou outro não conseguimos segurar um risinho.
Mas o melhor do dia ficou por conta de Nina Hagen:
Chilena: Você conhece algo sobre o Chile que...
Nina (sem nem esperar a tradução e num espanhol impecável): É uma ditadura fascista e assassina.
Chilena (quase tendo um filho): Não, algo que não seja política.
Nina: É só o que me interessa.
Assim os dias se passaram, com a chilena repetindo suas perguntas e recebendo variações mais ou menos gentis de “não”, até que chegou o ponto alto, na entrevista do Iron Maiden.
É preciso dizer que essa entrevista em particular foi um desastre, pois o tradutor era extremamente ruim. Para se ter uma idéia, um coleguinha perguntou qual era a melhor coisa no Iron Maiden. O infeliz traduziu primeiro como “qual o melhor disco do Iron Maiden” e depois como “quem é o melhor no Iron Maiden”. Foi preciso que um dos jornalistas traduzisse corretamente a pergunta para que a banda respondesse serem os shows.
Mas, voltemos a nossa heroína...
Quando ela perguntou se eles conheciam algo sobre o Chile, o tradutor mandou “what do you think about Chile”, numa pronúncia apavorante.
Confundido pela pronúncia, o baterista Nicko McBrain abriu um sorriso de respondeu: “Adoro chili com feijões.”
Pra quê? A mulher se ofendeu e começou a berrar que exigia respeito com o país dela etc. Nicko (simpático como a maioria dos bateristas) pediu mil e uma desculpas e a paz pareceu voltar.
Só que aí o assunto passou para Eddie, o cadáver-mascote do grupo, o que motivou o seguinte diálogo:
Chilena: Vocês não acham que as crianças de assustam com Eddie?
Bruce Dickinson: Não. É como o monstro de Frankenstein, foi concebido para ser assustador, mas as crianças gostam dele.
Chilena: Mas os meus filhos se impressionam com o Eddie.
Bruce Dickinson: Olha, minha senhora, criança quando é bem educada não fica se impressionando à toa.
A gargalhada geral que se seguiu marcou o fim da participação da chilena no festival. Não sei se ela prestava como jornalista, mas foi uma das melhores comediantes que já vi.
Diálogos X-Crotos XVIII
Quando o Metallica esteve aqui, em 1989, uma fã se infiltrou na entrevista coletiva do grupo, alegando escrever para um fanzine. Lá pelas tantas, a menina superou o deslumbramento e quis saber se seus ídolos compartilhavam de seus ideais:
Fã: Vocês têm alguma preocupação com ecologia?
James Hetfield: Nããão. Pode matar as baleias, incendiar as florestas... Estamos cagando pra isso.
Quando o Metallica esteve aqui, em 1989, uma fã se infiltrou na entrevista coletiva do grupo, alegando escrever para um fanzine. Lá pelas tantas, a menina superou o deslumbramento e quis saber se seus ídolos compartilhavam de seus ideais:
Fã: Vocês têm alguma preocupação com ecologia?
James Hetfield: Nããão. Pode matar as baleias, incendiar as florestas... Estamos cagando pra isso.
nu-Metallica
Povo. Este post está um pouquinho atrasado porque eu queria ouvir com atenção “St. Anger”, novo disco do Metallica. Na semana passada, troquei e-mails com meu prezado Arthur Dapieve a respeito do assunto. Como eu ainda não tinha ouvido o disco direito, falamos mais sobre as críticas que estavam saindo com erros de informação e de conceito dolorosos, e ele me disse que esse seria o assunto de sua coluna de sexta-feira 13 no Globo – clique aqui para ler a coluna dele, estreando a página de arquivos Pensata de Porco.
Antes de mais nada, vamos deixar clara uma coisa: sou fã do Metallica. Fã de ter e ouvir todos os discos e mais uns dois ou três piratas, incluindo Live in Woodstock. Mais, sou fã de heavy metal como gênero, que ouço há pelo menos uns 27 anos. Tirando o nu-metal americano, gosto de praticamente todas as vertentes.
Voltando ao tema principal, depois de ler a coluna e ouvir o disco, tenho que dizer que o Dapi foi bonzinho, tanto com os críticos quanto com “St.Anger”. Tem gente por aí dizendo que o disco é uma volta ao velho som do Metallica. Para dizer isso, é preciso nunca ter ouvido “Kill’em All” ou “Ride the Lightning”. É preciso não gostar de heavy metal e achar que peso é tudo igual. Pensando assim, claro: “Ah, os primeiros discos do Metallica eram muito pesados. Este disco é muito pesado. Dã, então estão voltando ao som antigo então”. Só se for na seção de lançamento de discos do jornalzinho da Escola Colibri.
Para resumir ao extremo, não é um disco do Metallica. Poderia ser gravado por qualquer grupinho de nu-metal que não faria diferença. Kirk Hammet – que mostrava desde a longínqua “Hit The Lights” ser um dos melhores solistas de sua geração – passa batido pelo disco. Um crítico carioca chegou a sair com uma de que o disco exigia mais técnica da mão direita. Bem, na minha terra o que exige mais técnica de mão direita é punheta. Os guitarristas de nu-metal não solarem é compreensível, já que ninguém no gênero parece ter muita intimidade com os instrumentos. Mas esse nunca foi o caso do Metallica.
A bateria de Lars Ulrich é outra coisa assustadora. No lugar de sua caixa inconfundível botaram uma lata que às vezes parece mais uma marimba de tão aguda – sem contar que algumas passagens têm um cheirinho (melhor dizendo, uma catinga) inconfundível de overdub. Como o próprio Dapi comentou em e-mail, um ser humano precisaria de seis braços de dois corações para desenvolver aquela velocidade. Mas mesmo essa velocidade é vazia, acaba caindo nos poucos fraseados burros de bumbo e caixa que fazem a alegria dos caras nas terras do Tio Sam.
Ok. É realmente difícil apontar caminhos novos no rock pesado. Alguns nem tentam, como o Iron Maiden, que grava o mesmo disco desde “Powerslave”. Outros – com destaque para Rush, Queensrÿche e o próprio Metallica (nos subestimados “Load” e “Re-Load”) – tentaram sem que o esforço fosse recompensado. Os três cometeram um erro de avaliação fatal no mercado americano – acrescentaram coisas ao gênero, tornaram-no mais rico. Na Europa isso cola, nos EUA, não. O que se vê lá é que o heavy metal só muda por subtração – tiram-lhe a alma, a habilidade, a criatividade. Uma geração boçal requer mesmo uma trilha sonora boçal. Só não precisava o Metallica aderir à boçalidade.
Povo. Este post está um pouquinho atrasado porque eu queria ouvir com atenção “St. Anger”, novo disco do Metallica. Na semana passada, troquei e-mails com meu prezado Arthur Dapieve a respeito do assunto. Como eu ainda não tinha ouvido o disco direito, falamos mais sobre as críticas que estavam saindo com erros de informação e de conceito dolorosos, e ele me disse que esse seria o assunto de sua coluna de sexta-feira 13 no Globo – clique aqui para ler a coluna dele, estreando a página de arquivos Pensata de Porco.
Antes de mais nada, vamos deixar clara uma coisa: sou fã do Metallica. Fã de ter e ouvir todos os discos e mais uns dois ou três piratas, incluindo Live in Woodstock. Mais, sou fã de heavy metal como gênero, que ouço há pelo menos uns 27 anos. Tirando o nu-metal americano, gosto de praticamente todas as vertentes.
Voltando ao tema principal, depois de ler a coluna e ouvir o disco, tenho que dizer que o Dapi foi bonzinho, tanto com os críticos quanto com “St.Anger”. Tem gente por aí dizendo que o disco é uma volta ao velho som do Metallica. Para dizer isso, é preciso nunca ter ouvido “Kill’em All” ou “Ride the Lightning”. É preciso não gostar de heavy metal e achar que peso é tudo igual. Pensando assim, claro: “Ah, os primeiros discos do Metallica eram muito pesados. Este disco é muito pesado. Dã, então estão voltando ao som antigo então”. Só se for na seção de lançamento de discos do jornalzinho da Escola Colibri.
Para resumir ao extremo, não é um disco do Metallica. Poderia ser gravado por qualquer grupinho de nu-metal que não faria diferença. Kirk Hammet – que mostrava desde a longínqua “Hit The Lights” ser um dos melhores solistas de sua geração – passa batido pelo disco. Um crítico carioca chegou a sair com uma de que o disco exigia mais técnica da mão direita. Bem, na minha terra o que exige mais técnica de mão direita é punheta. Os guitarristas de nu-metal não solarem é compreensível, já que ninguém no gênero parece ter muita intimidade com os instrumentos. Mas esse nunca foi o caso do Metallica.
A bateria de Lars Ulrich é outra coisa assustadora. No lugar de sua caixa inconfundível botaram uma lata que às vezes parece mais uma marimba de tão aguda – sem contar que algumas passagens têm um cheirinho (melhor dizendo, uma catinga) inconfundível de overdub. Como o próprio Dapi comentou em e-mail, um ser humano precisaria de seis braços de dois corações para desenvolver aquela velocidade. Mas mesmo essa velocidade é vazia, acaba caindo nos poucos fraseados burros de bumbo e caixa que fazem a alegria dos caras nas terras do Tio Sam.
Ok. É realmente difícil apontar caminhos novos no rock pesado. Alguns nem tentam, como o Iron Maiden, que grava o mesmo disco desde “Powerslave”. Outros – com destaque para Rush, Queensrÿche e o próprio Metallica (nos subestimados “Load” e “Re-Load”) – tentaram sem que o esforço fosse recompensado. Os três cometeram um erro de avaliação fatal no mercado americano – acrescentaram coisas ao gênero, tornaram-no mais rico. Na Europa isso cola, nos EUA, não. O que se vê lá é que o heavy metal só muda por subtração – tiram-lhe a alma, a habilidade, a criatividade. Uma geração boçal requer mesmo uma trilha sonora boçal. Só não precisava o Metallica aderir à boçalidade.
quarta-feira, 18 de junho de 2003
Só mais uma
Gente. Se levarmos em conta a correspondência forjada entre Paulo e Sêneca (datada de depois da morte do filósofo), a falsificação de trechos da obra de Flávio Josefo para incluir referências a Jesus, a destruição dos registros do proconsulado de Pilatos na Judéia (feita já durante o reinado de Constantino) e o sudário – só para ficar nos casos mais flagrantes –, não é de se surpreender que arqueólogos israelenses tenham descoberto serem falsas as inscrições com os nomes de Jesus, José e Tiago numa urna funerária. E olhe que não levantar falso testemunho (eufemismo para mentir) é um dos dez mandamentos...
Gente. Se levarmos em conta a correspondência forjada entre Paulo e Sêneca (datada de depois da morte do filósofo), a falsificação de trechos da obra de Flávio Josefo para incluir referências a Jesus, a destruição dos registros do proconsulado de Pilatos na Judéia (feita já durante o reinado de Constantino) e o sudário – só para ficar nos casos mais flagrantes –, não é de se surpreender que arqueólogos israelenses tenham descoberto serem falsas as inscrições com os nomes de Jesus, José e Tiago numa urna funerária. E olhe que não levantar falso testemunho (eufemismo para mentir) é um dos dez mandamentos...
quinta-feira, 12 de junho de 2003
Dia da caça...
Hoje minha irmã Maria Cristina e o Fernando se casaram numa cerimônia civil. Como eu contei para vocês a volta que ele deu em mim e no meu outro cunhado no anúncio do noivado, nada mais justo que registrar aqui que a família almoçou às custas dele no restaurante Umas & Ostras, do qual ele é sócio. Se o bolinho de bacalhau deles já é excelente, de grátis fica melhor ainda!
Felicidades ao novo casal.
Hoje minha irmã Maria Cristina e o Fernando se casaram numa cerimônia civil. Como eu contei para vocês a volta que ele deu em mim e no meu outro cunhado no anúncio do noivado, nada mais justo que registrar aqui que a família almoçou às custas dele no restaurante Umas & Ostras, do qual ele é sócio. Se o bolinho de bacalhau deles já é excelente, de grátis fica melhor ainda!
Felicidades ao novo casal.
quarta-feira, 11 de junho de 2003
segunda-feira, 9 de junho de 2003
Consultório sentimental
Já pensaram como seria se os consultores sentimentais das revistas femininas fossem homens? Eis alguns dos conselhos que provavelmente seriam dados:
Questão: O meu marido insiste em ter relações sexuais comigo e com a minha irmã ao mesmo tempo.
Conselho: O seu marido claramente é devoto a você. Não consegue estar sem você e, por isso, às vezes sente necessidade de recorrer a melhor coisa que existe no mundo além de você: a sua irmã. Longe de ser um problema, este comportamento pode contribuir grandemente para a união familiar. E, sendo assim, por que não envolver também algumas primas? Se você ainda continua apreensiva sobre esta questão, então deixe-o ter sexo com as suas primas e, enquanto isso, saia, compre-lhe um presente caro e prepare-lhe uma boa refeição.
Questão: O meu marido sai muitas noites por semana com os amigos.
Conselho: Isto é um comportamento perfeitamente natural e deve ser encorajado. O homem é um caçador e precisa provar a sua aptidão perante os outros homens. Longe de ser agradável, uma noite com os amigos é algo extremamente estressante, e voltar para casa um é alivio. Repare na expressão de alegria que ele ostenta quando chega em casa. Compre-lhe um presente caro e prepare-lhe uma boa refeição... E nunca, mas nunca, mencione que não gosta que ele saia.
Questão: O meu marido não sabe onde fica o meu clitóris.
Conselho:O seu clitóris não diz respeito ao seu marido. Se você tiver mesmo que mexer constantemente no seu clitóris, faça-o quando
estiver sozinha. Para aliviar a sua culpa por ser tão egoísta, compre-lhe um presente caro e prepare-lhe uma boa refeição.
Questão: O meu marido não tem interesse nenhum nas preliminares.
Conselho: Preliminares são muito dolorosas para o homem. O que acontece, em verdade, que você não ama o seu marido tanto quanto devia e obriga-o a um esforço suplementar para despertar em você o desejo sexual. Deixe de ser egoísta e, para compensar, compre-lhe um bom presente e prepare-lhe uma boa refeição.
Questão: O meu marido nunca me fez atingir o orgasmo.
Conselho: O orgasmo feminino é um mito concebido e fomentado por feministas que não dão valor à união familiar. Não volte a mencionar esta questão ao seu marido e, para lhe demonstrar o seu afeto, compre-lhe um presente caro e prepare-lhe uma boa refeição.
Questão: Como saberei se estou pronta para o sexo (Esta ainda não casou)?
Conselho: Pergunte ao seu namorado. Ele, e só ele, saberá quando a hora exata chegar. No que diz respeito a amor e sexo, os homens são em regra mais responsáveis, porque, ao contrário das mulheres, não se deixam perturbar por confusões de ordem emocional.
Questão: Deverei ter sexo no primeiro encontro?
Conselho: SIM. Ou, se possível, antes.
Questão: O que acontece exatamente durante o ato sexual?
Conselho: Mais uma vez, cabe inteiramente ao homem decidir. A coisa mais importante a ser lembrada é que você dever fazer tudo o que ele disser, sem contestar ou sem se recusar a seja o que for. Se, por acaso, alguma das coisas que o seu parceiro lhe pedir para fazer parecer-lhe algo estranho, faça-a assim mesmo para o seu próprio bem.
Questão: Quanto dever durar o ato sexual?
Conselho: Não existe uma duração média definida. De qualquer forma, qualquer relação acima de 2 minutos é bastante boa. Qualquer coisa abaixo disso a culpa sua, que está precipitando o seu marido. Depois de terminar, se o seu marido sentir um desejo natural de deixá-la sozinha e sair com os amigos para beber umas, não se sinta abandonada e, enquanto ele está fora, contribua para a harmonia familiar, limpando a casa, lavando suas (dele) roupas e, claro, preparando-lhe uma boa refeição e depois, comprando um presente caro pra ele.
Questão: O que fazer após o sexo?
Conselho: Após fazer amor, o homem necessita recuperar as suas energias masculinas. O "Pós-Sexo" inclui uma lista de coisas que devem ser feitas pela companheira: preparar-lhe um sanduiche ou uma pizza, acender-lhe o cigarro, trazer-lhe umas cervejas ou deixá-lo dormir em paz, enquanto sai e lhe compra um presente caro e prepara uma boa refeição.
Questão: O tamanho do pênis tem alguma importância?
Conselho: SIM. Embora as mulheres pensem que o importante é qualidade e não quantidade, estudos científicos provam que não é bem assim. Qualquer pênis que, quando ereto, tenha mais de 7cm está acima da média. Algo maior do que isso é extremamente raro e você devera juntar as mãos para o céu em sinal de agradecimento. Para mostrar o seu agrado, lave, passe, compre um presente caro e, por fim, prepare-lhe uma boa refeição.
Mais uma do Ângelo
Já pensaram como seria se os consultores sentimentais das revistas femininas fossem homens? Eis alguns dos conselhos que provavelmente seriam dados:
Questão: O meu marido insiste em ter relações sexuais comigo e com a minha irmã ao mesmo tempo.
Conselho: O seu marido claramente é devoto a você. Não consegue estar sem você e, por isso, às vezes sente necessidade de recorrer a melhor coisa que existe no mundo além de você: a sua irmã. Longe de ser um problema, este comportamento pode contribuir grandemente para a união familiar. E, sendo assim, por que não envolver também algumas primas? Se você ainda continua apreensiva sobre esta questão, então deixe-o ter sexo com as suas primas e, enquanto isso, saia, compre-lhe um presente caro e prepare-lhe uma boa refeição.
Questão: O meu marido sai muitas noites por semana com os amigos.
Conselho: Isto é um comportamento perfeitamente natural e deve ser encorajado. O homem é um caçador e precisa provar a sua aptidão perante os outros homens. Longe de ser agradável, uma noite com os amigos é algo extremamente estressante, e voltar para casa um é alivio. Repare na expressão de alegria que ele ostenta quando chega em casa. Compre-lhe um presente caro e prepare-lhe uma boa refeição... E nunca, mas nunca, mencione que não gosta que ele saia.
Questão: O meu marido não sabe onde fica o meu clitóris.
Conselho:O seu clitóris não diz respeito ao seu marido. Se você tiver mesmo que mexer constantemente no seu clitóris, faça-o quando
estiver sozinha. Para aliviar a sua culpa por ser tão egoísta, compre-lhe um presente caro e prepare-lhe uma boa refeição.
Questão: O meu marido não tem interesse nenhum nas preliminares.
Conselho: Preliminares são muito dolorosas para o homem. O que acontece, em verdade, que você não ama o seu marido tanto quanto devia e obriga-o a um esforço suplementar para despertar em você o desejo sexual. Deixe de ser egoísta e, para compensar, compre-lhe um bom presente e prepare-lhe uma boa refeição.
Questão: O meu marido nunca me fez atingir o orgasmo.
Conselho: O orgasmo feminino é um mito concebido e fomentado por feministas que não dão valor à união familiar. Não volte a mencionar esta questão ao seu marido e, para lhe demonstrar o seu afeto, compre-lhe um presente caro e prepare-lhe uma boa refeição.
Questão: Como saberei se estou pronta para o sexo (Esta ainda não casou)?
Conselho: Pergunte ao seu namorado. Ele, e só ele, saberá quando a hora exata chegar. No que diz respeito a amor e sexo, os homens são em regra mais responsáveis, porque, ao contrário das mulheres, não se deixam perturbar por confusões de ordem emocional.
Questão: Deverei ter sexo no primeiro encontro?
Conselho: SIM. Ou, se possível, antes.
Questão: O que acontece exatamente durante o ato sexual?
Conselho: Mais uma vez, cabe inteiramente ao homem decidir. A coisa mais importante a ser lembrada é que você dever fazer tudo o que ele disser, sem contestar ou sem se recusar a seja o que for. Se, por acaso, alguma das coisas que o seu parceiro lhe pedir para fazer parecer-lhe algo estranho, faça-a assim mesmo para o seu próprio bem.
Questão: Quanto dever durar o ato sexual?
Conselho: Não existe uma duração média definida. De qualquer forma, qualquer relação acima de 2 minutos é bastante boa. Qualquer coisa abaixo disso a culpa sua, que está precipitando o seu marido. Depois de terminar, se o seu marido sentir um desejo natural de deixá-la sozinha e sair com os amigos para beber umas, não se sinta abandonada e, enquanto ele está fora, contribua para a harmonia familiar, limpando a casa, lavando suas (dele) roupas e, claro, preparando-lhe uma boa refeição e depois, comprando um presente caro pra ele.
Questão: O que fazer após o sexo?
Conselho: Após fazer amor, o homem necessita recuperar as suas energias masculinas. O "Pós-Sexo" inclui uma lista de coisas que devem ser feitas pela companheira: preparar-lhe um sanduiche ou uma pizza, acender-lhe o cigarro, trazer-lhe umas cervejas ou deixá-lo dormir em paz, enquanto sai e lhe compra um presente caro e prepara uma boa refeição.
Questão: O tamanho do pênis tem alguma importância?
Conselho: SIM. Embora as mulheres pensem que o importante é qualidade e não quantidade, estudos científicos provam que não é bem assim. Qualquer pênis que, quando ereto, tenha mais de 7cm está acima da média. Algo maior do que isso é extremamente raro e você devera juntar as mãos para o céu em sinal de agradecimento. Para mostrar o seu agrado, lave, passe, compre um presente caro e, por fim, prepare-lhe uma boa refeição.
Mais uma do Ângelo
Provavelmente apócrifas
Vestibular UFRJ
As redações do vestibular 2002 da UFRJ acabam de ser corrigidas.Eis as pérolas deste ano:
a.. Sobrevivência de um aborto vivo (título);
b.. O Brasil é um País abastardo com um futuro promissório;
c.. O maior matrimônio do País é a educação;
d.. Precisamos tirar as fendas dos olhos para enxergar com clareza o número de famigerados que aumenta
e.. Os analfabetos nunca tiveram chance de voltar à escola;
f.. O bem star dos abtantes endependente de roça, religião, sexo e vegetarianos, está preocudan-do-nos;
g.. É preciso melhorar as indiferenças sociais e promover o saneamento de muitas pessoas;
h.. Também preoculpa o avanço regesssivo da violência;
i... Segundo Darcy Gonçalves (Darcy Ribeiro) e o juiz Nicolau de Melo Neto (Nicolau dos Santos Neto.
HISTÓRIA
a.. O Hino Nacional Francês se chama La Mayonèse...
b.. Tiradentes, depois de morto, foi decapitulado.
Resposta a uma pergunta: "Não cei".
c.. Entres os índios de América, destacam-se os aztecas, os incas, os pirineus, etc.
d.. A História se divide em 4: Antiga, Média, Moderna e Momentânea (esta, a dos nossos dias).
e.. Em Esparta as crianças que nasciam mortas eram sacrificadas.
f.. Resposta à pergunta: "Que entende por helenização?": "Não entendo nada".
g.. No começo os índios eram muito atrazados mas com o tempo foram se sifilizando. (Essa pode ser ironia)
h.. Entre os povos orientais os casamentos eram feitos "no escuro" e os noivos só se conheciam na hora h.
i.. Então o governo precisou contratar oficiais para fortalecer o exército da marinha.
j.. Em homenagem a Gutenberg, fizeram na Alemanha uma estátua, tirando uma folha do prelo, com os dizeres: "e a luz foi iluminada".
k.. No tempo colonial o Brasil só dependia do café e de outros produtos extremamente vegetarianos.
GEOGRAFIA
a.. A capital de Portugal é Luiz Boa.
b.. A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos.
c.. O Brasil é um país muito aguado pela chuva.
d.. Na América do Norte tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro cimentadas.
e.. Oceano é onde nasce o Sol; onde ele nasce é o nascente e onde desce decente.
f.. Na América Central há países como a República do Minicana.
g.. A Terra é um dos planetas mais conhecidos no mundo.
h.. As constelações servem para esclarecer a noite.
i.. As principais cidades da América do Norte são Argentina e Estados Unidos.
j.. Expansivas são as pessoas tangarelas.
Essa vale prêmio:
O clima de São Paulo é assim: quando faz frio é inverno; quando faz calor é verão; quando tem flores é primavera; quando tem frutas é outono e quando chove é inundação!
(Contribuição de Ângelo Raposo)
Vestibular UFRJ
As redações do vestibular 2002 da UFRJ acabam de ser corrigidas.Eis as pérolas deste ano:
a.. Sobrevivência de um aborto vivo (título);
b.. O Brasil é um País abastardo com um futuro promissório;
c.. O maior matrimônio do País é a educação;
d.. Precisamos tirar as fendas dos olhos para enxergar com clareza o número de famigerados que aumenta
e.. Os analfabetos nunca tiveram chance de voltar à escola;
f.. O bem star dos abtantes endependente de roça, religião, sexo e vegetarianos, está preocudan-do-nos;
g.. É preciso melhorar as indiferenças sociais e promover o saneamento de muitas pessoas;
h.. Também preoculpa o avanço regesssivo da violência;
i... Segundo Darcy Gonçalves (Darcy Ribeiro) e o juiz Nicolau de Melo Neto (Nicolau dos Santos Neto.
HISTÓRIA
a.. O Hino Nacional Francês se chama La Mayonèse...
b.. Tiradentes, depois de morto, foi decapitulado.
Resposta a uma pergunta: "Não cei".
c.. Entres os índios de América, destacam-se os aztecas, os incas, os pirineus, etc.
d.. A História se divide em 4: Antiga, Média, Moderna e Momentânea (esta, a dos nossos dias).
e.. Em Esparta as crianças que nasciam mortas eram sacrificadas.
f.. Resposta à pergunta: "Que entende por helenização?": "Não entendo nada".
g.. No começo os índios eram muito atrazados mas com o tempo foram se sifilizando. (Essa pode ser ironia)
h.. Entre os povos orientais os casamentos eram feitos "no escuro" e os noivos só se conheciam na hora h.
i.. Então o governo precisou contratar oficiais para fortalecer o exército da marinha.
j.. Em homenagem a Gutenberg, fizeram na Alemanha uma estátua, tirando uma folha do prelo, com os dizeres: "e a luz foi iluminada".
k.. No tempo colonial o Brasil só dependia do café e de outros produtos extremamente vegetarianos.
GEOGRAFIA
a.. A capital de Portugal é Luiz Boa.
b.. A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos.
c.. O Brasil é um país muito aguado pela chuva.
d.. Na América do Norte tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro cimentadas.
e.. Oceano é onde nasce o Sol; onde ele nasce é o nascente e onde desce decente.
f.. Na América Central há países como a República do Minicana.
g.. A Terra é um dos planetas mais conhecidos no mundo.
h.. As constelações servem para esclarecer a noite.
i.. As principais cidades da América do Norte são Argentina e Estados Unidos.
j.. Expansivas são as pessoas tangarelas.
Essa vale prêmio:
O clima de São Paulo é assim: quando faz frio é inverno; quando faz calor é verão; quando tem flores é primavera; quando tem frutas é outono e quando chove é inundação!
(Contribuição de Ângelo Raposo)
sexta-feira, 6 de junho de 2003
O que é trabalhar em produção!
(Não é muito diferente de assessoria...)
Você trabalha em horários estranhos (que nem as putas!)
Te pagam pra fazer o cliente feliz (que nem as putas!)
O cliente até que as vezes paga muito, mas teu empregador fica com quase tudo (que nem as putas!)
Seu trabalho sempre vai além do expediente (que nem as putas !)
Você é mais produtivo à noite (que nem as putas!)
Você é recompensado por realizar as idéias do cliente (que nem as putas!)
Seus amigos se distanciam de você, e você só anda com outros iguais a você (que nem as putas!)
Quando vai ao encontro do cliente, você tem de estar sempre apresentável (que nem as putas!)
Mas quando você volta, parece saido do inferno (que nem as putas!)
O cliente quer sempre pagar menos e que você faça maravilhas (que nem as putas!)
Quando te perguntam em que trabalhas, tens dificuldade de explicar (que nem as putas!)
Se as coisas dão errado, é sempre culpa sua (que nem as putas!)
Todo dia, ao acordar, você diz: NÃO VOU PASSAR O RESTO DA VIDA FAZENDO ISSO (que nem as putas)
Essa quem mandou foi a Leila
(Não é muito diferente de assessoria...)
Você trabalha em horários estranhos (que nem as putas!)
Te pagam pra fazer o cliente feliz (que nem as putas!)
O cliente até que as vezes paga muito, mas teu empregador fica com quase tudo (que nem as putas!)
Seu trabalho sempre vai além do expediente (que nem as putas !)
Você é mais produtivo à noite (que nem as putas!)
Você é recompensado por realizar as idéias do cliente (que nem as putas!)
Seus amigos se distanciam de você, e você só anda com outros iguais a você (que nem as putas!)
Quando vai ao encontro do cliente, você tem de estar sempre apresentável (que nem as putas!)
Mas quando você volta, parece saido do inferno (que nem as putas!)
O cliente quer sempre pagar menos e que você faça maravilhas (que nem as putas!)
Quando te perguntam em que trabalhas, tens dificuldade de explicar (que nem as putas!)
Se as coisas dão errado, é sempre culpa sua (que nem as putas!)
Todo dia, ao acordar, você diz: NÃO VOU PASSAR O RESTO DA VIDA FAZENDO ISSO (que nem as putas)
Essa quem mandou foi a Leila
Pra não dizerem que eu só sacaneio os cristãos
Um casal muçulmano "moderno", preparando o casamento religioso, visita um Mullah buscando aconselhamento. Antes de saírem, o homem pergunta:
- Nós sabemos que é uma tradição no Islã os homens dançarem com homens e mulheres dançarem com mulheres. Mas em nossa festa de casamento, nós gostaríamos de sua permissão para que todos dancem juntos.
- Absolutamente, não! - diz o Mullah - É imoral. Homens e mulheres sempre dançam separados.
- Então após a cerimônia eu não posso dançar nem com minha própria esposa?
- Não - respondeu o Mullah - É proibido no Islã.
- Está bem - diz o homem - E que tal sexo? Podemos finalmente fazer sexo?
- É claro! - responde o Mullah - Alá é Grande! No Islã, o sexo é bom dentro do casamento, para ter filhos!
- E quanto a posições diferentes? - pergunta o homem.
- Alá é Grande! Sem problemas! - diz o Mullah.
- Mulher por cima? - o homem pergunta.
- Claro! - diz o Mullah - Alá é Grande. Pode fazer!
- De quatro?
- Claro! Alá é Grande!
- Na mesa da cozinha?
- Sim, sim! Alá é Grande!
- Posso fazê-lo, então, com todas minhas quatro esposas juntas, em colchões de borracha, com uma garrafa de óleo quente, alguns vibradores, chantilly,acessórios de couro, um pote de mel e vídeos pornográficos?
- Você pode, é claro. Alá é Grande!
- Podemos fazer de pé?
- Não! De jeito nenhum! - diz o Mullah.
- E por que não? pergunta o homem, surpreso.
- Porque vocês poderiam se entusiasmar e acabar dançando...
Contribuição da minha querida Cláudia Manes
Um casal muçulmano "moderno", preparando o casamento religioso, visita um Mullah buscando aconselhamento. Antes de saírem, o homem pergunta:
- Nós sabemos que é uma tradição no Islã os homens dançarem com homens e mulheres dançarem com mulheres. Mas em nossa festa de casamento, nós gostaríamos de sua permissão para que todos dancem juntos.
- Absolutamente, não! - diz o Mullah - É imoral. Homens e mulheres sempre dançam separados.
- Então após a cerimônia eu não posso dançar nem com minha própria esposa?
- Não - respondeu o Mullah - É proibido no Islã.
- Está bem - diz o homem - E que tal sexo? Podemos finalmente fazer sexo?
- É claro! - responde o Mullah - Alá é Grande! No Islã, o sexo é bom dentro do casamento, para ter filhos!
- E quanto a posições diferentes? - pergunta o homem.
- Alá é Grande! Sem problemas! - diz o Mullah.
- Mulher por cima? - o homem pergunta.
- Claro! - diz o Mullah - Alá é Grande. Pode fazer!
- De quatro?
- Claro! Alá é Grande!
- Na mesa da cozinha?
- Sim, sim! Alá é Grande!
- Posso fazê-lo, então, com todas minhas quatro esposas juntas, em colchões de borracha, com uma garrafa de óleo quente, alguns vibradores, chantilly,acessórios de couro, um pote de mel e vídeos pornográficos?
- Você pode, é claro. Alá é Grande!
- Podemos fazer de pé?
- Não! De jeito nenhum! - diz o Mullah.
- E por que não? pergunta o homem, surpreso.
- Porque vocês poderiam se entusiasmar e acabar dançando...
Contribuição da minha querida Cláudia Manes
Habilidosos, mas não muito espertos
Uma das características mais tristes do Rio é a quantidade de crianças pedindo esmola em sinais de trânsito. De uns tempos para cá elas começaram a fazer malabarismos com bolas de tênis, na tentativa de atrair ao menos alguma simpatia dos motoristas. Hoje eu vi, num sinal de Botafogo um exemplo de que, se os malabaristas de sinal estão se esmerando em técnica, ainda falta-lhes planejamento.
Fechou o sinal. Dois rapazes de uns 15 anos, bolinhas de tênis nas mãos, foram para a frente dos carros. Um subiu no ombro do outro e começaram a fazer malabarismos duplex. Demonstraram grande equilíbrio tanto nas esferas quando nos próprios corpos, culminando com um pulo do que estava sobre os ombros do colega. Perfeito, não fosse por um detalhe: o pulo coincidiu com a abertura do sinal. Ao planejarem seu número, eles esqueceram de deixar um tempo para recolherem o dinheiro...
Uma das características mais tristes do Rio é a quantidade de crianças pedindo esmola em sinais de trânsito. De uns tempos para cá elas começaram a fazer malabarismos com bolas de tênis, na tentativa de atrair ao menos alguma simpatia dos motoristas. Hoje eu vi, num sinal de Botafogo um exemplo de que, se os malabaristas de sinal estão se esmerando em técnica, ainda falta-lhes planejamento.
Fechou o sinal. Dois rapazes de uns 15 anos, bolinhas de tênis nas mãos, foram para a frente dos carros. Um subiu no ombro do outro e começaram a fazer malabarismos duplex. Demonstraram grande equilíbrio tanto nas esferas quando nos próprios corpos, culminando com um pulo do que estava sobre os ombros do colega. Perfeito, não fosse por um detalhe: o pulo coincidiu com a abertura do sinal. Ao planejarem seu número, eles esqueceram de deixar um tempo para recolherem o dinheiro...
quarta-feira, 4 de junho de 2003
Metido a esperto
George W. Bush tem uma crise cardíaca e morre! Claro que ele aparece no Inferno, onde o Diabo o aguardava.
O diabo diz-lhe:
- Nem sei o que fazer com você, evidente que você está na minha lista, porém não tenho mais nenhum lugar livre! Está claro que seu lugar é aqui.
Depois de refletir por cinco minutos ele diz:
- Já sei o que vou fazer: Tenho aqui algumas pessoas que não são tão ruins quanto você. Vou mandar uma delas pro Purgatório, e você deverá ficar no lugar dela. Até vou lhe fazer um favor: você poderá escolher quem você deve substituir!
Bush acha até que a proposta não está tão ruim quanto ele esperava e diz que concorda!
O diabo abre uma primeira porta: Lá dentro está Richard Nixon numa piscina na qual ele nada sem parar, mas quando se aproxima da borda, a borda recua e Nixon continua a nadar, nadar e nadar!
- Não! diz George W. Bush, aí sinto que não vou me dar bem, sou um mau nadador e acho que não conseguiria fazer isso o dia todo!
O Diabo o leva a um segundo compartimento: Joseph Stalin está lá, com uma marreta enorme e fica quebrando pedaços de uma pedra gigante.
- Não, diz George W. Bush. Tenho um tremendo problema nas costas e seria uma agonia perpétua se eu tivesse que quebrar pedras o tempo todo!
O Diabo abre uma terceira porta. Lá dentro está Bill Clinton deitado na cama, pés e mãos amarrados na estrutura da cama. Debruçada sobre ele Mônica Levinski faz o que ela melhor sabe fazer na vida - boquete! Bush olha para aquela cena incrível durante um momento e diz:
- OK fico com esse castigo!
O Diabo sorri e diz:
- OK, Mônica, você pode ir para o Purgatório!
George W. Bush tem uma crise cardíaca e morre! Claro que ele aparece no Inferno, onde o Diabo o aguardava.
O diabo diz-lhe:
- Nem sei o que fazer com você, evidente que você está na minha lista, porém não tenho mais nenhum lugar livre! Está claro que seu lugar é aqui.
Depois de refletir por cinco minutos ele diz:
- Já sei o que vou fazer: Tenho aqui algumas pessoas que não são tão ruins quanto você. Vou mandar uma delas pro Purgatório, e você deverá ficar no lugar dela. Até vou lhe fazer um favor: você poderá escolher quem você deve substituir!
Bush acha até que a proposta não está tão ruim quanto ele esperava e diz que concorda!
O diabo abre uma primeira porta: Lá dentro está Richard Nixon numa piscina na qual ele nada sem parar, mas quando se aproxima da borda, a borda recua e Nixon continua a nadar, nadar e nadar!
- Não! diz George W. Bush, aí sinto que não vou me dar bem, sou um mau nadador e acho que não conseguiria fazer isso o dia todo!
O Diabo o leva a um segundo compartimento: Joseph Stalin está lá, com uma marreta enorme e fica quebrando pedaços de uma pedra gigante.
- Não, diz George W. Bush. Tenho um tremendo problema nas costas e seria uma agonia perpétua se eu tivesse que quebrar pedras o tempo todo!
O Diabo abre uma terceira porta. Lá dentro está Bill Clinton deitado na cama, pés e mãos amarrados na estrutura da cama. Debruçada sobre ele Mônica Levinski faz o que ela melhor sabe fazer na vida - boquete! Bush olha para aquela cena incrível durante um momento e diz:
- OK fico com esse castigo!
O Diabo sorri e diz:
- OK, Mônica, você pode ir para o Purgatório!
terça-feira, 27 de maio de 2003
Propaganda enganosa
Desde que inventaram a fotografia de mulher nua (uma das melhores invenções da humanidade, ao lado da bomba atômica, das férias e, vá lá, da meia de dedinho), os fotógrafos usam recursos técnicos para retocar as beldades, tirar uma celulite aqui, esconder uma espinha ali etc.
A obra prima foi quando a jogadora de basquete Hortênsia foi capa da Playboy. Até a minha querida e saudosa avó quis ver a revista para saber como “aquela tábua” tinha ficado nas fotos. E isso quando os retoques dependiam de aerógrafo. Hoje, com o Photoshop, até Lena, a Hiena da Baixa Eslobóvia, vira gata. Clique aqui e mantenha o cursor sobre a foto para conferir.
Desde que inventaram a fotografia de mulher nua (uma das melhores invenções da humanidade, ao lado da bomba atômica, das férias e, vá lá, da meia de dedinho), os fotógrafos usam recursos técnicos para retocar as beldades, tirar uma celulite aqui, esconder uma espinha ali etc.
A obra prima foi quando a jogadora de basquete Hortênsia foi capa da Playboy. Até a minha querida e saudosa avó quis ver a revista para saber como “aquela tábua” tinha ficado nas fotos. E isso quando os retoques dependiam de aerógrafo. Hoje, com o Photoshop, até Lena, a Hiena da Baixa Eslobóvia, vira gata. Clique aqui e mantenha o cursor sobre a foto para conferir.
sábado, 24 de maio de 2003
Maravilhas do inglês
Clique aqui e descubra todas as maravilhas da mais fascinante palavra da língua inglesa.
Cortesia da minha querida Cláudia Manes
Clique aqui e descubra todas as maravilhas da mais fascinante palavra da língua inglesa.
Cortesia da minha querida Cláudia Manes
Matrix é aqui
Se alguém duvida que somos inteiramente dependentes dos computadores, devia ter visitado a Bienal do Livro na noite de sexta.
A confusão começava já na entrada. Possivelmente para evitar a utilização de ingressos falsos ou roubados, a Fagga (empresa responsável pela – perdoem a ironia – organização do evento) usou o seguinte esquema: os ingressos eram numerados por um código de barras. Quando era posto a venda o lote de 001 a 100, por exemplo, o sistema validava esses ingressos, cujos códigos eram lidos e liberados pelos aparelhos nas entradas. Se alguém tentasse entrar com um ingresso com a numeração errada, o mesmo seria recusado.
Até aí, tudo bem. Linda teoria. Só que na noite de sexta (por volta das 18h30) uma pane tirou o sistema do ar. Com isso, novos ingressos não tinham como ser validados. Ou seja, havia ingressos adoidado, mas foram se formando longas filas porque eles não estavam validados. Uma coisa completamente maluca.
Lá dentro – no lançamento de “Amor se faz na cozinha”, da minha querida Márcia Frazão – faltou luz. Como no break é um aparelho desconhecido, os computadores do estande da Record apagaram, fazendo parar a fila de quem queria pagar os livros. Ok, quem ia usar cartão de crédito ou débito realmente ficava sem alternativa. Mas algumas pessoas queriam pagar em dinheiro ou cheque. Nada feito; tudo tinha que ser registrado no computador, um funcionário não podia sequer anotar as vendas e depois passar para as máquinas. Foram bem uns quinze minutos esperando, imaginando como se comprava e vendia antes do PC.
Como dizia o sr. Scott, quanto mais sofisticado, mais fácil sabotar.
Se alguém duvida que somos inteiramente dependentes dos computadores, devia ter visitado a Bienal do Livro na noite de sexta.
A confusão começava já na entrada. Possivelmente para evitar a utilização de ingressos falsos ou roubados, a Fagga (empresa responsável pela – perdoem a ironia – organização do evento) usou o seguinte esquema: os ingressos eram numerados por um código de barras. Quando era posto a venda o lote de 001 a 100, por exemplo, o sistema validava esses ingressos, cujos códigos eram lidos e liberados pelos aparelhos nas entradas. Se alguém tentasse entrar com um ingresso com a numeração errada, o mesmo seria recusado.
Até aí, tudo bem. Linda teoria. Só que na noite de sexta (por volta das 18h30) uma pane tirou o sistema do ar. Com isso, novos ingressos não tinham como ser validados. Ou seja, havia ingressos adoidado, mas foram se formando longas filas porque eles não estavam validados. Uma coisa completamente maluca.
Lá dentro – no lançamento de “Amor se faz na cozinha”, da minha querida Márcia Frazão – faltou luz. Como no break é um aparelho desconhecido, os computadores do estande da Record apagaram, fazendo parar a fila de quem queria pagar os livros. Ok, quem ia usar cartão de crédito ou débito realmente ficava sem alternativa. Mas algumas pessoas queriam pagar em dinheiro ou cheque. Nada feito; tudo tinha que ser registrado no computador, um funcionário não podia sequer anotar as vendas e depois passar para as máquinas. Foram bem uns quinze minutos esperando, imaginando como se comprava e vendia antes do PC.
Como dizia o sr. Scott, quanto mais sofisticado, mais fácil sabotar.
Tratado de religião e filosofia comparadas
Enviada pela minha querida Leila
- Taoísmo: merdas acontecem!
- Budismo: merdas podem até acontecer, mas nunca serão intrínseca e verdadeiramente merdas.
- Wicca: a merda que você faz volta para você três vezes.
- Islamismo: se acontecer alguma merda é porque Alá assim o quis e determinou.
- Protestantismo: merdas acontecem porque você não trabalhou o suficiente.
- Judaísmo: porque todas as merdas só acontecem com a gente?
- Hinduísmo: essas e outras merdas que estão pelo mundo vêm acontecendo há séculos.
- Catolicismo: merdas acontecem porque os homens são maus e pecadores.
- Hare krishna: merda, merda, heh, heh, erda, erda.merda, merda.
- Ateísmo: merdas não existem.
- Hedonismo: ah! nada como uma boa merda !!
- Agnosticismo: merdas? humm, talvez existam, talvez não.
- Existencialismo: afinal ... o que é merda?
- Estoicismo: essa merda simplesmente não me afeta.
- Marxismo: companheiros e companheiras, muita merda para todos!
- Rastafarianismo: e aí, brau! vamos fumar logo essa merda!
Enviada pela minha querida Leila
quarta-feira, 21 de maio de 2003
Tortura nunca mais
Dizem os jornais que os americanos estão interrogando os presos iraquianos ao som de Metallica (comigo iam quebrar a cara), Vila Sésamo e Dinossauro Barney. Isso não é nada. Alguns amigos meus estão aflitos esperando a estréia de Matrix Reloaded. Como vou ver o filme amanhã, propus mandar um email para todos contanto o que acontece na história. Só por causa disso me ameaçaram com DVDs de Celine Dion. Isso já não é nem tortura, é "tratamento cruel, desumano e degradante".
Dizem os jornais que os americanos estão interrogando os presos iraquianos ao som de Metallica (comigo iam quebrar a cara), Vila Sésamo e Dinossauro Barney. Isso não é nada. Alguns amigos meus estão aflitos esperando a estréia de Matrix Reloaded. Como vou ver o filme amanhã, propus mandar um email para todos contanto o que acontece na história. Só por causa disso me ameaçaram com DVDs de Celine Dion. Isso já não é nem tortura, é "tratamento cruel, desumano e degradante".
sábado, 17 de maio de 2003
Nada com isso
Povo, aproveitei as férias para ir com a digníssima criar limo em Penedo e ver o eclipse sem as luzes da cidade.
Uma nota engraçada é que fomos a Mauá e adjacências na quinta. São 16 quilômetros de uma estrada de cascalho mais esburacada que a cara do meu irmão Vicente nos tempos do Cefet. Depois que você sacudiu mais que um vodca martini do James Bond, chega a cidadezinha e dá de cara com uma faixa dizendo: "Esta estrada é de responsabilidade do Governo do Estado. Desculpem-nos. Mauatur".
Povo, aproveitei as férias para ir com a digníssima criar limo em Penedo e ver o eclipse sem as luzes da cidade.
Uma nota engraçada é que fomos a Mauá e adjacências na quinta. São 16 quilômetros de uma estrada de cascalho mais esburacada que a cara do meu irmão Vicente nos tempos do Cefet. Depois que você sacudiu mais que um vodca martini do James Bond, chega a cidadezinha e dá de cara com uma faixa dizendo: "Esta estrada é de responsabilidade do Governo do Estado. Desculpem-nos. Mauatur".
sábado, 10 de maio de 2003
Gozo internacional
Sexo é igual no mundo inteiro? Não é, não. Clique aqui e descubra como gozam as mulheres em diversos países.
Sexo é igual no mundo inteiro? Não é, não. Clique aqui e descubra como gozam as mulheres em diversos países.
terça-feira, 6 de maio de 2003
Se não viu, não leia
ATENÇÃO: Esta mensagem contém spoilers de X-Men 2. Se você não viu o filme, ignore.
Atendendo a pedidos, aqui vai o furo que Cristina flagrou em X-Men 2: No clímax do filme, o mutante Jason Stryker controla a mente do professor para que ele, usando uma réplica do Cérebro, localize todos os mutantes do planeta e mate-os. Quando o professor começa a atacar, todos os X-Men e eventuais aliados são atingidos – exceto Magneto, protegido por seu elmo.
Ora, se todos os mutantes são atingidos, o primeiro deveria ser o próprio Jason, que está atrás do professor. Isso, claro, desfaria o controle mental e obrigaria os roteiristas e pensarem num novo desfecho. Mas que foi um furo, foi.
ATENÇÃO: Esta mensagem contém spoilers de X-Men 2. Se você não viu o filme, ignore.
Atendendo a pedidos, aqui vai o furo que Cristina flagrou em X-Men 2: No clímax do filme, o mutante Jason Stryker controla a mente do professor para que ele, usando uma réplica do Cérebro, localize todos os mutantes do planeta e mate-os. Quando o professor começa a atacar, todos os X-Men e eventuais aliados são atingidos – exceto Magneto, protegido por seu elmo.
Ora, se todos os mutantes são atingidos, o primeiro deveria ser o próprio Jason, que está atrás do professor. Isso, claro, desfaria o controle mental e obrigaria os roteiristas e pensarem num novo desfecho. Mas que foi um furo, foi.
Insensível e certeiro
Gente, uma das coisas que eu queria evitar no blog era ficar reproduzindo artigos. Mas como no Globo a coluna some quando sai a seguinte, resolvi botar aqui o texto de Artur Xexéo que saiu no domingo passado. Como sou um sujeito extremamente chato e cri-cri, desconfio de todas as unanimidades que os coleguinhas que cobrem cultura elegem periodicamente. Neste texto, Xexéo demole o novo “queridinho da temporada”, o documentário “Nelson Freire”, e, de quebra, manda uma raquetada na turma que vem glorificando o filme. Artigo ótimo para “civis” e delicioso para jornalistas – a menos que a carapuça caiba, hehehe.
Te cuida, 'Carandiru'
Insensível. É assim que eu me sinto a cada crítica que leio sobre o documentário da hora. Insensível. É o adjetivo que os colegas que me rodeiam parecem jogar na minha cara cada vez que comento o filme do momento. Insensível. Cada tecla do piano de Nelson Freire parece me acusar. Mas não tem jeito. Digo a verdade: "Nelson Freire", o documentário, é chato à beça.
"Um elogio ao recato", define a propaganda. Bem, um elogio ao recato não precisa ser necessariamente recatado. No caso de um documentário, por exemplo, recato é até defeito. Que Nelson Freire, o pianista, é tímido e recatado, até os porteiros do Teatro Municipal sabem. O que aprendemos agora é que estes recato e timidez são contagiosos. Contagiaram, por exemplo, o cineasta João Moreira Salles que fez um filme sobre o nada. Como o seriado de TV "Seinfeld". Só que sem o humor de "Seinfeld". Tire o humor de "Seinfeld" e veja o que sobra: o tédio. Pois é. "Nelson Freire", o documentário, é por aí.
Confesso que quando os créditos iniciais estavam sendo exibidos, fiquei até animado. Enfim, um filme brasileiro sem Walter Carvalho na ficha técnica. Isso não é pouca coisa. Um filme brasileiro sem a fotografia de Walter Carvalho é como uma peça de teatro carioca sem a iluminação de Maneco Quinderé, um programa de TV moderno que não seja do núcleo de Guel Arraes, uma manifestação artística qualquer sem a cenografia de Gringo Cardia. Ou seja, uma raridade. E "Nelson Freire" é mesmo peculiar. Além de não ter Walter Carvalho na ficha técnica, é um documentário que não demonstra ter curiosidade em relação ao assunto que aborda.
Passados os 110 minutos de projeção, saí do cinema, sem saber onde mora Nelson Freire, sem saber se Nelson Freire grava discos, sem saber se Nelson Freire é casado ou solteiro! Convenhamos: é recato demais para um documentarista.
"Nunca quisemos fazer uma cinebiografia", já disse Moreira Salles. Tá limpo. Mas Moreira Salles queria fazer o quê? Para que não se cometa a injustiça de que nada sobre Nelson Freire é revelado, é preciso contabilizar as revelações do filme. Há uma carta que o pai de Freire escreveu ao filho lida por Eduardo Coutinho (Deve ser uma homenagem ao maior de nossos documentaristas. Afinal, Moreira Salles é uma alma sensível). Tem Nelson Freire fumando, bebendo Coca-Cola light e confessando que - tchan tchan tchan tchan - gosta de Rita Hayworth! E tem... olha, não tem mais muita coisa, não. E a equipe seguiu o pianista durante dois anos! Dizem que o artista só se descontraiu na última entrevista, no último minuto dos tais dois anos. Se o filme tivesse ficado pronto um mês antes, não sei o que ele iria mostrar. Não ia ter nem o vídeo da Rita Hayworth que, por sinal, ocupa boa parte dos 110 minutos.
"Nelson Freire" comete o pecado de achar que depoimentos de seu protagonista bastariam para traçar o seu perfil. O problema é que, ao falar, o pianista tem a fluência de um surfista. Ele emite um sujeito, engata num verbo mas se nega terminantemente a concluir com um predicado. Qualquer frase de Nelson Freire termina com reticências. "Eu sou... sabe?... eu... entende?". Bem, eu não entendi. Pode ser que almas mais sensíveis tenham captado a sua personalidade. Eu sou do tempo em que documentários não tinham o direito de ser reticentes. Sou insensível demais para um filme de João Moreira Salles sem a fotografia de Walter Carvalho.
Ah... mas tem os concertos. É verdade. Nada que uma ida de vez em quando ao Municipal ou à Sala Cecília Meirelles não resolva. E, melhor, com a oportunidade de ver Nelson Freire ao vivo. Mas o som do Espaço Unibanco 3 é impecável e a interpretação do Concerto n 2 de Rachmaninoff é mesmo sensacional. As almas sensíveis que andam tecendo loas ao filme – o bonequinho do GLOBO, por exemplo, deu piruetas, gastou duas caixas de Kleenex e aplaudiu de pé - estão apaixonadas por Gluck. Até ontem, elas só ouviam Os Tribalistas. Agora, descobriram Gluck! Mas que Nelson Freire não se entusiasme. Platéias pop costumam ser volúveis. Talvez seja este o objetivo de "Nelson Freire": levar para as grandes platéias do cinema a arte que só é ouvida em salões de música clássica.
Tecnicamente, um filme brasileiro é capaz de atingir 3 milhões de espectadores. Foi esta a marca de "Cidade de Deus". É para este número que se encaminha "Carandiru". Mas, vem cá, no Rio, o documentário teve o espetacular lançamento que levou uma cópia do filme para o Instituto Moreira Salles e outra para o Espaço Unibanco 3. Juntas, as duas salas somam 222 (102 no Espaço, 120 no Instituto) poltronas. Mas são quatro sessões por dia no Instituto e cinco no Espaço. Se todas lotarem, "Nelson Freire" será assistido a cada dia por 990 espectadores. Com uma semana em cartaz, o tempo mínimo de uma temporada cinematográfica, e lembrando que a salinha do Moreira Salles não tem sessões às segundas-feiras, teremos 6.450 espectadores em uma semana. Mais ou menos três lotações do Teatro Municipal. Pelo visto, popularizar a arte de Nelson Freire não é bem o objetivo do filme. Este "Nelson Freire" está mais para "Lara" do que para "Carandiru".
Gente, uma das coisas que eu queria evitar no blog era ficar reproduzindo artigos. Mas como no Globo a coluna some quando sai a seguinte, resolvi botar aqui o texto de Artur Xexéo que saiu no domingo passado. Como sou um sujeito extremamente chato e cri-cri, desconfio de todas as unanimidades que os coleguinhas que cobrem cultura elegem periodicamente. Neste texto, Xexéo demole o novo “queridinho da temporada”, o documentário “Nelson Freire”, e, de quebra, manda uma raquetada na turma que vem glorificando o filme. Artigo ótimo para “civis” e delicioso para jornalistas – a menos que a carapuça caiba, hehehe.
Te cuida, 'Carandiru'
Insensível. É assim que eu me sinto a cada crítica que leio sobre o documentário da hora. Insensível. É o adjetivo que os colegas que me rodeiam parecem jogar na minha cara cada vez que comento o filme do momento. Insensível. Cada tecla do piano de Nelson Freire parece me acusar. Mas não tem jeito. Digo a verdade: "Nelson Freire", o documentário, é chato à beça.
"Um elogio ao recato", define a propaganda. Bem, um elogio ao recato não precisa ser necessariamente recatado. No caso de um documentário, por exemplo, recato é até defeito. Que Nelson Freire, o pianista, é tímido e recatado, até os porteiros do Teatro Municipal sabem. O que aprendemos agora é que estes recato e timidez são contagiosos. Contagiaram, por exemplo, o cineasta João Moreira Salles que fez um filme sobre o nada. Como o seriado de TV "Seinfeld". Só que sem o humor de "Seinfeld". Tire o humor de "Seinfeld" e veja o que sobra: o tédio. Pois é. "Nelson Freire", o documentário, é por aí.
Confesso que quando os créditos iniciais estavam sendo exibidos, fiquei até animado. Enfim, um filme brasileiro sem Walter Carvalho na ficha técnica. Isso não é pouca coisa. Um filme brasileiro sem a fotografia de Walter Carvalho é como uma peça de teatro carioca sem a iluminação de Maneco Quinderé, um programa de TV moderno que não seja do núcleo de Guel Arraes, uma manifestação artística qualquer sem a cenografia de Gringo Cardia. Ou seja, uma raridade. E "Nelson Freire" é mesmo peculiar. Além de não ter Walter Carvalho na ficha técnica, é um documentário que não demonstra ter curiosidade em relação ao assunto que aborda.
Passados os 110 minutos de projeção, saí do cinema, sem saber onde mora Nelson Freire, sem saber se Nelson Freire grava discos, sem saber se Nelson Freire é casado ou solteiro! Convenhamos: é recato demais para um documentarista.
"Nunca quisemos fazer uma cinebiografia", já disse Moreira Salles. Tá limpo. Mas Moreira Salles queria fazer o quê? Para que não se cometa a injustiça de que nada sobre Nelson Freire é revelado, é preciso contabilizar as revelações do filme. Há uma carta que o pai de Freire escreveu ao filho lida por Eduardo Coutinho (Deve ser uma homenagem ao maior de nossos documentaristas. Afinal, Moreira Salles é uma alma sensível). Tem Nelson Freire fumando, bebendo Coca-Cola light e confessando que - tchan tchan tchan tchan - gosta de Rita Hayworth! E tem... olha, não tem mais muita coisa, não. E a equipe seguiu o pianista durante dois anos! Dizem que o artista só se descontraiu na última entrevista, no último minuto dos tais dois anos. Se o filme tivesse ficado pronto um mês antes, não sei o que ele iria mostrar. Não ia ter nem o vídeo da Rita Hayworth que, por sinal, ocupa boa parte dos 110 minutos.
"Nelson Freire" comete o pecado de achar que depoimentos de seu protagonista bastariam para traçar o seu perfil. O problema é que, ao falar, o pianista tem a fluência de um surfista. Ele emite um sujeito, engata num verbo mas se nega terminantemente a concluir com um predicado. Qualquer frase de Nelson Freire termina com reticências. "Eu sou... sabe?... eu... entende?". Bem, eu não entendi. Pode ser que almas mais sensíveis tenham captado a sua personalidade. Eu sou do tempo em que documentários não tinham o direito de ser reticentes. Sou insensível demais para um filme de João Moreira Salles sem a fotografia de Walter Carvalho.
Ah... mas tem os concertos. É verdade. Nada que uma ida de vez em quando ao Municipal ou à Sala Cecília Meirelles não resolva. E, melhor, com a oportunidade de ver Nelson Freire ao vivo. Mas o som do Espaço Unibanco 3 é impecável e a interpretação do Concerto n 2 de Rachmaninoff é mesmo sensacional. As almas sensíveis que andam tecendo loas ao filme – o bonequinho do GLOBO, por exemplo, deu piruetas, gastou duas caixas de Kleenex e aplaudiu de pé - estão apaixonadas por Gluck. Até ontem, elas só ouviam Os Tribalistas. Agora, descobriram Gluck! Mas que Nelson Freire não se entusiasme. Platéias pop costumam ser volúveis. Talvez seja este o objetivo de "Nelson Freire": levar para as grandes platéias do cinema a arte que só é ouvida em salões de música clássica.
Tecnicamente, um filme brasileiro é capaz de atingir 3 milhões de espectadores. Foi esta a marca de "Cidade de Deus". É para este número que se encaminha "Carandiru". Mas, vem cá, no Rio, o documentário teve o espetacular lançamento que levou uma cópia do filme para o Instituto Moreira Salles e outra para o Espaço Unibanco 3. Juntas, as duas salas somam 222 (102 no Espaço, 120 no Instituto) poltronas. Mas são quatro sessões por dia no Instituto e cinco no Espaço. Se todas lotarem, "Nelson Freire" será assistido a cada dia por 990 espectadores. Com uma semana em cartaz, o tempo mínimo de uma temporada cinematográfica, e lembrando que a salinha do Moreira Salles não tem sessões às segundas-feiras, teremos 6.450 espectadores em uma semana. Mais ou menos três lotações do Teatro Municipal. Pelo visto, popularizar a arte de Nelson Freire não é bem o objetivo do filme. Este "Nelson Freire" está mais para "Lara" do que para "Carandiru".
sexta-feira, 2 de maio de 2003
Até que enfim ligaram o fatiador!
Galera, X-Men 2 é muuuuuuuuuuito legal. Tudo bem, não vou entregar a história, mas só para se ter uma idéia, trancaram o censor politicamente correto num quartinho na hora de filmar as cenas de Wolverine lutando com soldados. Ou seja, ele corta os caras em bife, exatamente como Chris Claremont escrevia! Outro que parece tirado do quadrinho sem mudança nenhuma é Noturno.
Agora, Cristina flagrou um erro de lógica no filme. Alguém que já tenha visto se arrisca a dizer qual? Mandem nos comentários.
Galera, X-Men 2 é muuuuuuuuuuito legal. Tudo bem, não vou entregar a história, mas só para se ter uma idéia, trancaram o censor politicamente correto num quartinho na hora de filmar as cenas de Wolverine lutando com soldados. Ou seja, ele corta os caras em bife, exatamente como Chris Claremont escrevia! Outro que parece tirado do quadrinho sem mudança nenhuma é Noturno.
Agora, Cristina flagrou um erro de lógica no filme. Alguém que já tenha visto se arrisca a dizer qual? Mandem nos comentários.
terça-feira, 29 de abril de 2003
Vem pra cá, vem
Soldados americanos abriram fogo contra uma multidão de iraquianos, matando pelo menos treze e ferindo outros 40. A tropa de ocupação diz que reagiu porque alguém na multidão atirou primeiro.
Na dúvida, o governo dos EUA deveria levar a investigação para Marabá (PA), onde – como no caso do massacre de Eldorado dos Carajás – esse tipo de cascata tem mais chance de colar.
Soldados americanos abriram fogo contra uma multidão de iraquianos, matando pelo menos treze e ferindo outros 40. A tropa de ocupação diz que reagiu porque alguém na multidão atirou primeiro.
Na dúvida, o governo dos EUA deveria levar a investigação para Marabá (PA), onde – como no caso do massacre de Eldorado dos Carajás – esse tipo de cascata tem mais chance de colar.
sábado, 26 de abril de 2003
A última do meu cunhado!
Maria Cristina e Fernando estão montando um simpático apartamento em Vila da Penha, subúrbio do Rio. Dia desses, ele estava esperando entregarem a geladeira quando resolveu, para ganhar tempo, lixar a parede da sala. Muniu-se de lixa, ficou só de bermuda e chinelos e entregou-se ao trabalho.
Quando ele já estava todo sujo de poeira branca da parede e suado, toca o interfone. A geladeira chegara. Os entregadores tiraram aquele trambolho do caminhão, levaram até o sexto andar e colocaram na cozinha. Feito isso, viraram praquele sujeito sujo feito um carvoeiro em negativo e perguntaram:
- Sangue bom, o patrão não deixou contigo nem uma gorgetinha pra gente, não?
- Ih, companheiro, não deixou não. O patrão é pão-duro à beça – respondeu.
É assim que se fica rico...
Maria Cristina e Fernando estão montando um simpático apartamento em Vila da Penha, subúrbio do Rio. Dia desses, ele estava esperando entregarem a geladeira quando resolveu, para ganhar tempo, lixar a parede da sala. Muniu-se de lixa, ficou só de bermuda e chinelos e entregou-se ao trabalho.
Quando ele já estava todo sujo de poeira branca da parede e suado, toca o interfone. A geladeira chegara. Os entregadores tiraram aquele trambolho do caminhão, levaram até o sexto andar e colocaram na cozinha. Feito isso, viraram praquele sujeito sujo feito um carvoeiro em negativo e perguntaram:
- Sangue bom, o patrão não deixou contigo nem uma gorgetinha pra gente, não?
- Ih, companheiro, não deixou não. O patrão é pão-duro à beça – respondeu.
É assim que se fica rico...
A IURD e os "encostos"
Esta eu surrupiei do blog do MillenniuM.’.
Outro dia estava eu passando pelos canais quando vi uma cena dantesca! Um Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus chutando trabalhos de prosperidade de doutrinas Afro colocados no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro. E pior, dizendo que trabalhos de prosperidade eram na verdade trabalhos para matar alguém! Indignante!
Corta a cena e vai para um auditório repleto com mais de 300 ex-"pai de encostos" e "mães de encosto". Sabe por quê (o termo)? Foram processados, não podem mais falar "pai e mães de santos". Vivemos num país onde alguma coisa funciona!
Pois bem, eis que o Bispo atende um telefonema da amiga de Guadalupe! A mesma se diz atormentada por "encostos" que seriam advindos de seu pai, mãe e marido, todos "pais e mães de encostos". O Bispo diz:
- Tenho certeza de que esse encosto que te atormenta vai se manifestar e falar comigo... Mas depois de nossos comerciais, não desligue!
Um minuto e meio de comerciais depois....
- Voltamos ao "vivo" e eu sabia! O encosto está manifestado! Encosto?
- Hein? - ouve-se uma voz rouca no aparelho de telefone
Daí eu já pensei... Caramba! Encosto high tech! Fala ao telefone!
- Encosto, por que você atormenta esta mulher? - Berra o pastor
- Eu atormento porque seus parentes são "pais e mães de encostos"! - Responde o "encosto"
Penso novamente: Caramba! Além de high tech é educado! Não fala um palavrão! Com mais de sete anos trabalhando com desobsessão, jamais - repito jamais - tive a sorte de encontrar um obsessor tão educado. E chamando a sí mesmo de "encosto"! Impressionante!
- Pois agora - diz o Bispo - Você se curvará diante do Pai das Luzes (Jesus ou Lúcifer?)... Ajoelhe-se encosto! Já se ajoelhou sob o peso do Pai das Luzes?
- Já! - Puro, educado e seco diz o "encosto".
- Agora "encosto", coloque suas mãos para trás, como se algemado pelas algemas do Senhor estivesse! Colocou as mãos para trás?
- Coloquei! Bardou o "encosto"
Aí foi a gota d’água para mim! Pensei:
PORRA, E QUEM ESTÁ SEGURANDO O TELEFONE PARA ELE????????
Imaginei logo a cena, o encosto high tech com aqueles fones de boca, que nem telefonista da Telemar, ou pior, o pobrezinho todo torto tentando apoiar o telefone na parede junto ao ouvido...
Troquei de canal e fui ver reprise do Chaves, muito mais verídico!
Esta eu surrupiei do blog do MillenniuM.’.
Outro dia estava eu passando pelos canais quando vi uma cena dantesca! Um Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus chutando trabalhos de prosperidade de doutrinas Afro colocados no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro. E pior, dizendo que trabalhos de prosperidade eram na verdade trabalhos para matar alguém! Indignante!
Corta a cena e vai para um auditório repleto com mais de 300 ex-"pai de encostos" e "mães de encosto". Sabe por quê (o termo)? Foram processados, não podem mais falar "pai e mães de santos". Vivemos num país onde alguma coisa funciona!
Pois bem, eis que o Bispo atende um telefonema da amiga de Guadalupe! A mesma se diz atormentada por "encostos" que seriam advindos de seu pai, mãe e marido, todos "pais e mães de encostos". O Bispo diz:
- Tenho certeza de que esse encosto que te atormenta vai se manifestar e falar comigo... Mas depois de nossos comerciais, não desligue!
Um minuto e meio de comerciais depois....
- Voltamos ao "vivo" e eu sabia! O encosto está manifestado! Encosto?
- Hein? - ouve-se uma voz rouca no aparelho de telefone
Daí eu já pensei... Caramba! Encosto high tech! Fala ao telefone!
- Encosto, por que você atormenta esta mulher? - Berra o pastor
- Eu atormento porque seus parentes são "pais e mães de encostos"! - Responde o "encosto"
Penso novamente: Caramba! Além de high tech é educado! Não fala um palavrão! Com mais de sete anos trabalhando com desobsessão, jamais - repito jamais - tive a sorte de encontrar um obsessor tão educado. E chamando a sí mesmo de "encosto"! Impressionante!
- Pois agora - diz o Bispo - Você se curvará diante do Pai das Luzes (Jesus ou Lúcifer?)... Ajoelhe-se encosto! Já se ajoelhou sob o peso do Pai das Luzes?
- Já! - Puro, educado e seco diz o "encosto".
- Agora "encosto", coloque suas mãos para trás, como se algemado pelas algemas do Senhor estivesse! Colocou as mãos para trás?
- Coloquei! Bardou o "encosto"
Aí foi a gota d’água para mim! Pensei:
PORRA, E QUEM ESTÁ SEGURANDO O TELEFONE PARA ELE????????
Imaginei logo a cena, o encosto high tech com aqueles fones de boca, que nem telefonista da Telemar, ou pior, o pobrezinho todo torto tentando apoiar o telefone na parede junto ao ouvido...
Troquei de canal e fui ver reprise do Chaves, muito mais verídico!
sexta-feira, 25 de abril de 2003
quarta-feira, 23 de abril de 2003
Sempre pode piorar
Anthony Garotinho é o novo secretário de Segurança do Estado do Rio. Na certa ele pretende combater o tráfico de drogas com a mesma eficiência com que reprimiu a corrupção dos fiscais na Secretaria de Fazenda durante seu (que os deuses me perdoem) governo.
Ainda bem que o Mauro Rasi foi poupado dessa.
Anthony Garotinho é o novo secretário de Segurança do Estado do Rio. Na certa ele pretende combater o tráfico de drogas com a mesma eficiência com que reprimiu a corrupção dos fiscais na Secretaria de Fazenda durante seu (que os deuses me perdoem) governo.
Ainda bem que o Mauro Rasi foi poupado dessa.
Diálogos X-Crotos XVII – A Volta
Esta aconteceu por volta de 73 ou 74. Penalizada por ver o filhinho de castigo no quarto há quase duas horas, minha mãe conseguiu com meu pai o relaxamento da sentença e foi logo dar a boa notícia.
D. Lila: Leo, seu pai disse que você já pode sair do castigo.
Eu (sem sequer levantar os olhos): Pede a ele mais meia hora porque esse livro tá bom.
(Dá série: Tem horas que só dando uma surra, mesmo...)
Esta aconteceu por volta de 73 ou 74. Penalizada por ver o filhinho de castigo no quarto há quase duas horas, minha mãe conseguiu com meu pai o relaxamento da sentença e foi logo dar a boa notícia.
D. Lila: Leo, seu pai disse que você já pode sair do castigo.
Eu (sem sequer levantar os olhos): Pede a ele mais meia hora porque esse livro tá bom.
(Dá série: Tem horas que só dando uma surra, mesmo...)
terça-feira, 22 de abril de 2003
Olho nelasinha
Gente
Vale muito a pena ler a coluna de Helena Chagas no Globo de segunda, a respeito do descompasso entre Estado e União no que se refere à segurança pública no Rio. Segundo a coluna, fontes do governo federal dizem que a (fazer o quê?) governadora Rosinha descarta todas as iniciativas do Ministério da Justiça, classificando-as de “coisa do PT”. Sem falar no jogo de cena, especialidade do Casal 20 do lúmpen evangélico: Rosinha teria reclamado publicamente da falta de verbas prometidas para o presídio de Bangu I. O dinheiro não veio, é verdade, mas, segundo o ministério, não veio porque o governo do estado não mandou os documentos para a liberação.
O motivo dessa pendenga, segundo as fontes da colunista, é que Rosinha e seu primeiro-damo já estão de olho nas eleições de 2006 e pretendem criar todas as dificuldades possíveis. Parece teoria conspiratória, não? Será que não é o petismo perseguindo um governantes de outros partidos? A própria coluna responde mostrando o exemplo do Espírito Santo, onde o trabalho afinado na área de segurança entre o governo federal e o governador Paulo Hartung, do mesmo PSB do nosso casal diminutivo. Lá a força-tarefa contra o crime organizado está funcionando e os assassinos do juiz estão em cana. Aqui a iluminação pública é feita com ônibus pegando fogo...
Gente
Vale muito a pena ler a coluna de Helena Chagas no Globo de segunda, a respeito do descompasso entre Estado e União no que se refere à segurança pública no Rio. Segundo a coluna, fontes do governo federal dizem que a (fazer o quê?) governadora Rosinha descarta todas as iniciativas do Ministério da Justiça, classificando-as de “coisa do PT”. Sem falar no jogo de cena, especialidade do Casal 20 do lúmpen evangélico: Rosinha teria reclamado publicamente da falta de verbas prometidas para o presídio de Bangu I. O dinheiro não veio, é verdade, mas, segundo o ministério, não veio porque o governo do estado não mandou os documentos para a liberação.
O motivo dessa pendenga, segundo as fontes da colunista, é que Rosinha e seu primeiro-damo já estão de olho nas eleições de 2006 e pretendem criar todas as dificuldades possíveis. Parece teoria conspiratória, não? Será que não é o petismo perseguindo um governantes de outros partidos? A própria coluna responde mostrando o exemplo do Espírito Santo, onde o trabalho afinado na área de segurança entre o governo federal e o governador Paulo Hartung, do mesmo PSB do nosso casal diminutivo. Lá a força-tarefa contra o crime organizado está funcionando e os assassinos do juiz estão em cana. Aqui a iluminação pública é feita com ônibus pegando fogo...
Isso é notícia
O cânon do jornalismo diz que “se um cachorro morde uma pessoa, não é notícia; notícia é se uma pessoa morde um cachorro”. Bem, aqui está:
NOVA YORK (Reuters) – Um homem mordeu um cão em Syracuse, no estado de Nova York, na noite de sábado.
Depois de ser expulso de um bar, Paul Russell Jr, de 33 anos, mordeu Renny, um pastor alemão de três anos que trabalha para a polícia local, segundo o jornal Post-Standard, de Syracuse.
O estranho incidente quando Renny e o policial encarregado dele foram investigar um distúrbio após Russell ser expulso por seguranças do bar, informou o jornal na terça-feira.
Russell estava na calçada com a cabeça sangrando, quando pegou o cão pelo pescoço e começou a mordê-lo, disse o policial. O oficial William Foster golpeou-o duas vezes no rosto para que ele soltasse o animal. A polícia acusou Russell de ferir um animal da polícia, resistir a prisão e obstruir a administração governamental.
Já Russell declarou ao jornal que estava bêbado e não acreditava ter mordido o cachorro. Disse estar com o nariz quebrado e os olhos inchados.
"Realmente não lembro", disse. "Estava muito bêbado".
Russell foi atendido no hospital e passou a noite na cadeia.
O cânon do jornalismo diz que “se um cachorro morde uma pessoa, não é notícia; notícia é se uma pessoa morde um cachorro”. Bem, aqui está:
NOVA YORK (Reuters) – Um homem mordeu um cão em Syracuse, no estado de Nova York, na noite de sábado.
Depois de ser expulso de um bar, Paul Russell Jr, de 33 anos, mordeu Renny, um pastor alemão de três anos que trabalha para a polícia local, segundo o jornal Post-Standard, de Syracuse.
O estranho incidente quando Renny e o policial encarregado dele foram investigar um distúrbio após Russell ser expulso por seguranças do bar, informou o jornal na terça-feira.
Russell estava na calçada com a cabeça sangrando, quando pegou o cão pelo pescoço e começou a mordê-lo, disse o policial. O oficial William Foster golpeou-o duas vezes no rosto para que ele soltasse o animal. A polícia acusou Russell de ferir um animal da polícia, resistir a prisão e obstruir a administração governamental.
Já Russell declarou ao jornal que estava bêbado e não acreditava ter mordido o cachorro. Disse estar com o nariz quebrado e os olhos inchados.
"Realmente não lembro", disse. "Estava muito bêbado".
Russell foi atendido no hospital e passou a noite na cadeia.
segunda-feira, 21 de abril de 2003
Autocrítica quae sera tamen
Tenho um casal de amigos muito querido. Há alguns anos, quando o filho mais velho deles tinha pouco mais de dois anos, a mãe me contou, rindo, que ao levar uma bronca, o guri virou para ela e disse: “quem você pensa que é para falar assim comigo”. Fiquei pensando em quantos pedaços a Dona Lila teria me partido se eu algum dia pensasse em responder assim...
Mas o motivo dessa divagação foi uma excelente entrevista publicada hoje no Globo com a psicóloga Maria Thereza de Aquino. Ela admite que a psicologia errou ao pregar durante décadas que não se deveria contrariar as crianças. E ainda cria uma expressão para o que surgiu desse erro: infantocracia. Pais omissos cujos filhos, hoje apenas desobedientes, vão tacar fogo em mendigos ou até nos próprios pais no futuro.
Tenho um casal de amigos muito querido. Há alguns anos, quando o filho mais velho deles tinha pouco mais de dois anos, a mãe me contou, rindo, que ao levar uma bronca, o guri virou para ela e disse: “quem você pensa que é para falar assim comigo”. Fiquei pensando em quantos pedaços a Dona Lila teria me partido se eu algum dia pensasse em responder assim...
Mas o motivo dessa divagação foi uma excelente entrevista publicada hoje no Globo com a psicóloga Maria Thereza de Aquino. Ela admite que a psicologia errou ao pregar durante décadas que não se deveria contrariar as crianças. E ainda cria uma expressão para o que surgiu desse erro: infantocracia. Pais omissos cujos filhos, hoje apenas desobedientes, vão tacar fogo em mendigos ou até nos próprios pais no futuro.
sexta-feira, 18 de abril de 2003
quarta-feira, 16 de abril de 2003
Fábula capixaba
Se encontram Branca de Neve, A Fera (da bela e a fera) e Ali Babá na floresta, para visitarem um grande feiticeiro, que era o atual possuidor do espelho mágico.
- Sou a mais linda do mundo, e vou confirmar isso - fala a Branca de Neve.
- Sou o mais feio do mundo, e vou confirmar isso - fala A Fera.
- Sou o maior ladrão do mundo, e vou confirmar isso - fala Ali Babá. Eles entram um por um na caverna para falar com o sábio da floresta. Entra Branca de Neve e sai muito feliz:
- Sou de fato a mais linda do mundo!!!
Sai a Fera:
- Sou o mais feio do mundo, viva!!!
E por último, Ali Babá:
- Quem é esse tal de José Carlos Gratz? (ex-presidente da Assembléia Legislativa do ES, preso na PF por corrupção).
Mandada pela minha querida Gwynn, que trabalha (e como!) na editoria de polícia de um grande jornal de Vitória.
Em tempo, mesmo respeitando a lógica da piada, vale lembrar que, no conto original das Mil e Uma Noites, Ali Babá é o honrado homem pobre que descobre o segredo da caverna onde os 40 ladrões escondiam seu tesouro. Foi nossa ignorância que o transformou em chefe do bando.
Se encontram Branca de Neve, A Fera (da bela e a fera) e Ali Babá na floresta, para visitarem um grande feiticeiro, que era o atual possuidor do espelho mágico.
- Sou a mais linda do mundo, e vou confirmar isso - fala a Branca de Neve.
- Sou o mais feio do mundo, e vou confirmar isso - fala A Fera.
- Sou o maior ladrão do mundo, e vou confirmar isso - fala Ali Babá. Eles entram um por um na caverna para falar com o sábio da floresta. Entra Branca de Neve e sai muito feliz:
- Sou de fato a mais linda do mundo!!!
Sai a Fera:
- Sou o mais feio do mundo, viva!!!
E por último, Ali Babá:
- Quem é esse tal de José Carlos Gratz? (ex-presidente da Assembléia Legislativa do ES, preso na PF por corrupção).
Mandada pela minha querida Gwynn, que trabalha (e como!) na editoria de polícia de um grande jornal de Vitória.
Em tempo, mesmo respeitando a lógica da piada, vale lembrar que, no conto original das Mil e Uma Noites, Ali Babá é o honrado homem pobre que descobre o segredo da caverna onde os 40 ladrões escondiam seu tesouro. Foi nossa ignorância que o transformou em chefe do bando.
Dúvidas do fundamentalista
A Dra. Laura Schlessinger é uma radialista norte-americana de extrema-direita. Apesar de ser judia, ela é adorada pelos fundamentalistas evangélicos, uma vez que defendem rigorosamente os mesmos princípios. Seu discurso é tão virulento que o programa que apresenta nos EUA foi proibido no Canadá, onde a lei proíbe a pregação de ódio contra minorias. Há cerca de três anos, ela causou furor ao condenar o homossexualismo com base nas Escrituras, uma vez que em Levítico 18:22 tal prática é considerada uma abominação. E emendou: “A Palavra de Deus é eterna e imutável”. A afirmação fez com que um anônimo internauta escrevesse a pérola abaixo:
Querida Dra. Laura
Obrigado por fazer tanto para educar as pessoas a respeito das Leis de Deus. Aprendi muito com seu programa e tento compartilhar esse conhecimento com o maior número possível de pessoas. Quando alguém tenta defender o estilo de vida homossexual, por exemplo, eu simplesmente lembro-lhe que Levítico 18:22 claramente classifica isso como abominação. Fim da argumentação.
Entretanto, eu preciso de conselho seu a respeito de outras leis bíblicas e como segui-las da melhor maneira. Em especial:
Sei que a senhora estudou a fundo esses assuntos, por isso estou certo de que pode me ajudar.
Obrigado por nos lembrar que as palavras de Deus são eternas e imutáveis.
Seu fã devoto
Só para lembrar que não apenas os judeus estão submetidos a essas leis, vale transcrever aqui um trecho do Evangelho segundo Mateus 5:17-19: “Não penseis que vim abolir a Lei ou os Profetas. Não vim abolir mas completar. E eu vos garanto: enquanto não passar o céu e a terra, não passará um i ou um pontinho da Lei, sem que tudo se cumpra. Quem, pois, violar um desses preceitos, por menor que seja, e ensinar aos outros o mesmo, será chamado o menor no reino dos céus; mas quem os praticar e ensinar, será chamado grande no reino dos céus.”
A Dra. Laura Schlessinger é uma radialista norte-americana de extrema-direita. Apesar de ser judia, ela é adorada pelos fundamentalistas evangélicos, uma vez que defendem rigorosamente os mesmos princípios. Seu discurso é tão virulento que o programa que apresenta nos EUA foi proibido no Canadá, onde a lei proíbe a pregação de ódio contra minorias. Há cerca de três anos, ela causou furor ao condenar o homossexualismo com base nas Escrituras, uma vez que em Levítico 18:22 tal prática é considerada uma abominação. E emendou: “A Palavra de Deus é eterna e imutável”. A afirmação fez com que um anônimo internauta escrevesse a pérola abaixo:
Querida Dra. Laura
Obrigado por fazer tanto para educar as pessoas a respeito das Leis de Deus. Aprendi muito com seu programa e tento compartilhar esse conhecimento com o maior número possível de pessoas. Quando alguém tenta defender o estilo de vida homossexual, por exemplo, eu simplesmente lembro-lhe que Levítico 18:22 claramente classifica isso como abominação. Fim da argumentação.
Entretanto, eu preciso de conselho seu a respeito de outras leis bíblicas e como segui-las da melhor maneira. Em especial:
- Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, sei que isso cria um odor suave ao Senhor (Levítico 1:9). O problema é com meus vizinhos. Eles dizem que o odor não lhes é agradável. Devo castigá-los?
- Eu gostaria de vender minha filha como escrava, conforme autorizado em Êxodo 21:7. Na sua opinião, qual seria o preço justo que eu deveria pedir por ela hoje em dia?
- Eu sei que não posso ter contato com uma mulher quando ela está no seu período de impureza menstrual (Levítico 15:19-24). O problema é como saber. Eu tentei perguntar, mas a maioria das mulheres se ofende.
- Levítico 25:44 sustenta que eu posso ter escravos, homens e mulheres, desde que comprados de nações vizinhas. Um amigo meu afirma que isso se aplica aos mexicanos, mas não aos canadenses. Pode esclarecer? Por que não posso ter escravos canadenses?
- Tenho vizinhos que insistem em trabalhar no dia sagrado (sábado para os judeus, domingo para os cristão). Êxodo 35:2 sustenta claramente que eles devem ser mortos. Estou moralmente obrigado a matá-los eu mesmo?
- Um amigo meu acha que, embora comer crustáceos seja uma abominação (Levítico 11:10-11), é uma abominação menor que o homossexualismo. Eu discordo. Qual de nós está certo?
- Levítico 21:20 afirma que não devo me aproximar do altar de Deus se tiver um defeito em minha vista. Tenho que admitir que uso óculos de leitura. Minha visão precisa ser 20/20 ou há alguma flexibilidade aí?
- A maior parte dos meus amigos homens usa o cabelo aparado, incluindo o cabelo das têmporas, apesar disso ser expressamente proibido em Levítico 19:27. De que forma eles devem morrer?
- Eu sei, graças a Levítico 11:6-8, que tocar a pele de um porco morto faz de mim um impuro, mas posso continuar jogando futebol se usar luvas? (aquela bola oval de futebol americano era feita de couro de porco)
- Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levítico 19:19 plantando duas culturas diferentes no mesmo campo, assim como sua mulher ao usar roupas feitas de dois tecidos diferentes (algodão e poliéster). Ele também costuma praguejar e blasfemar. É realmente necessário ter o trabalho de reunir toda a população da cidade para apedrejá-los (Levítico 24:10-16)? Não podemos simplesmente queimá-los vivos numa cerimônia familiar reservada, como fazemos com aqueles que dormem com as sogras (Levítico 20:14)?
Sei que a senhora estudou a fundo esses assuntos, por isso estou certo de que pode me ajudar.
Obrigado por nos lembrar que as palavras de Deus são eternas e imutáveis.
Seu fã devoto
Só para lembrar que não apenas os judeus estão submetidos a essas leis, vale transcrever aqui um trecho do Evangelho segundo Mateus 5:17-19: “Não penseis que vim abolir a Lei ou os Profetas. Não vim abolir mas completar. E eu vos garanto: enquanto não passar o céu e a terra, não passará um i ou um pontinho da Lei, sem que tudo se cumpra. Quem, pois, violar um desses preceitos, por menor que seja, e ensinar aos outros o mesmo, será chamado o menor no reino dos céus; mas quem os praticar e ensinar, será chamado grande no reino dos céus.”
O pior está por vir
Esqueça os anos de ditadura de Saddam, as bombas americanas no mercados, os tiros americanos nos postos de controle, as pilhagens etc. A maior ameaça ao futuro dos iraquianos está esperando do outro lado da fronteira da Jordânia, segundo a revista The New Republic (infelizmente a matéria é exclusiva para assinantes): o pastor e teleevangelista Franklin Graham, filho de Billy Graham e líder de uma fundação de proselitismo religioso disfarçado de filantropia, espera para entrar no país à frente de um grupo que a revista apelidou a Brigada da Bíblia.
Enquanto ONGs como os Médicos Sem Fronteiras prestam ajuda humanitária respeitando a cultura e as crenças locais, Graham e sua turma estão indo como pregadores – e a história está cheia de casos sobre pregadores que chegam na esteira de exércitos. Não fosse o possível estrago humanitário, seria engraçado ver o choque de fundamentalismos.
Em tempo, o distinto internauta sabia que o termo fundamentalista teve origem entre os evangélicos norte-americanos? Na década de 20 do século passado, um grupo de pastores sulistas se reuniu nos EUA e fundou o Movimento Fundamentalista, cujo objetivo era advogar a interpretação literal da Bíblia e combater qualquer ensino que a contestasse, especialmente a Teoria da Evolução. De lá para cá, ficaram também contra outras causas heréticas, como o fim da segregação racial, a liberdade religiosa e de expressão, o controle de armas de fogo, o direito ao aborto etc.
Hoje os aiatolás do Irã e o Talibã são chamados de fundamentalistas por mera (e mais que justa) analogia.
Esqueça os anos de ditadura de Saddam, as bombas americanas no mercados, os tiros americanos nos postos de controle, as pilhagens etc. A maior ameaça ao futuro dos iraquianos está esperando do outro lado da fronteira da Jordânia, segundo a revista The New Republic (infelizmente a matéria é exclusiva para assinantes): o pastor e teleevangelista Franklin Graham, filho de Billy Graham e líder de uma fundação de proselitismo religioso disfarçado de filantropia, espera para entrar no país à frente de um grupo que a revista apelidou a Brigada da Bíblia.
Enquanto ONGs como os Médicos Sem Fronteiras prestam ajuda humanitária respeitando a cultura e as crenças locais, Graham e sua turma estão indo como pregadores – e a história está cheia de casos sobre pregadores que chegam na esteira de exércitos. Não fosse o possível estrago humanitário, seria engraçado ver o choque de fundamentalismos.
Em tempo, o distinto internauta sabia que o termo fundamentalista teve origem entre os evangélicos norte-americanos? Na década de 20 do século passado, um grupo de pastores sulistas se reuniu nos EUA e fundou o Movimento Fundamentalista, cujo objetivo era advogar a interpretação literal da Bíblia e combater qualquer ensino que a contestasse, especialmente a Teoria da Evolução. De lá para cá, ficaram também contra outras causas heréticas, como o fim da segregação racial, a liberdade religiosa e de expressão, o controle de armas de fogo, o direito ao aborto etc.
Hoje os aiatolás do Irã e o Talibã são chamados de fundamentalistas por mera (e mais que justa) analogia.
Feia a coisa
O mundo está realmente ficando um lugar cada vez pior... Babilônia saqueada sob o olhar complacente do exército invasor, Bush ensaiando um ataque à Síria com a mesma conversa fiada de armas químicas sem ter encontrado nem um barbantinho cheiroso no Iraque, dissidentes encarcerados em Cuba por contestar o regime, lá também gente sendo fuzilada sumariamente*, o governo brasileiro caladinho em relação a essa escandalosa violação dos direitos humanos etc. etc. etc.
* A crítica nesse caso é à falta de processo judicial com direito de defesa, não ao fuzilamento em si.
O mundo está realmente ficando um lugar cada vez pior... Babilônia saqueada sob o olhar complacente do exército invasor, Bush ensaiando um ataque à Síria com a mesma conversa fiada de armas químicas sem ter encontrado nem um barbantinho cheiroso no Iraque, dissidentes encarcerados em Cuba por contestar o regime, lá também gente sendo fuzilada sumariamente*, o governo brasileiro caladinho em relação a essa escandalosa violação dos direitos humanos etc. etc. etc.
* A crítica nesse caso é à falta de processo judicial com direito de defesa, não ao fuzilamento em si.
Campanha pró-matrimônio
Gente, o que vai ter de marmanjo fazendo de tudo para manter o casamento não está no gibi. Ontem os fiscais do dr. Sahione foram em cana por causa do depoimento de Valéria Gonçalves dos Santos, ex-mulher de um deles, Carlos Eduardo Pereira Ramos. Ela contou, com riqueza de detalhes como o casal e outros membros da confraria foram à Suíça abrir e movimentar as contas nos bancos de lá – com direito a fotos da viagem. As informações dela bateram com as enviadas pela Justiça suíça.
Resta saber qual vai ser a próxima alegação do dr. Sahione. Primeiro ele dizia que as contas não existiam, até chegarem com comprovantes de Genebra. Aí ele passou a dizer que as contas poderiam até existir, mas não pertenciam a seus clientes, pois eles nunca foram à Suíça. Aliás, vamos fazer uma enquete? Se você fosse o dr. Sahione, que argumento usaria para defender a turma do Propinoduto? Mandem as respostas pelos comentários.
Mas, voltando ao tema, depois de mais essa ex-mulher detonando o antigo titular da pasta, das duas uma, ou cai o nível de divórcios, ou aumenta o de crimes passionais.
Gente, o que vai ter de marmanjo fazendo de tudo para manter o casamento não está no gibi. Ontem os fiscais do dr. Sahione foram em cana por causa do depoimento de Valéria Gonçalves dos Santos, ex-mulher de um deles, Carlos Eduardo Pereira Ramos. Ela contou, com riqueza de detalhes como o casal e outros membros da confraria foram à Suíça abrir e movimentar as contas nos bancos de lá – com direito a fotos da viagem. As informações dela bateram com as enviadas pela Justiça suíça.
Resta saber qual vai ser a próxima alegação do dr. Sahione. Primeiro ele dizia que as contas não existiam, até chegarem com comprovantes de Genebra. Aí ele passou a dizer que as contas poderiam até existir, mas não pertenciam a seus clientes, pois eles nunca foram à Suíça. Aliás, vamos fazer uma enquete? Se você fosse o dr. Sahione, que argumento usaria para defender a turma do Propinoduto? Mandem as respostas pelos comentários.
Mas, voltando ao tema, depois de mais essa ex-mulher detonando o antigo titular da pasta, das duas uma, ou cai o nível de divórcios, ou aumenta o de crimes passionais.
Guardem o nome
Se os diretores da Cataguazes fugirem do país, será graças ao desembargador Paul Erik, do TRF (Tribunal Regional Federal) do Rio de Janeiro, que suspendeu hoje a prisão deles. Não que algo acontecesse a ele nessa hipótese – é bom lembrar que, na tradição de inconseqüência da nossa Justiça, o presidente do STF deu fuga a um banqueiro trambiqueiro e ficou tudo por isso mesmo.
Se os diretores da Cataguazes fugirem do país, será graças ao desembargador Paul Erik, do TRF (Tribunal Regional Federal) do Rio de Janeiro, que suspendeu hoje a prisão deles. Não que algo acontecesse a ele nessa hipótese – é bom lembrar que, na tradição de inconseqüência da nossa Justiça, o presidente do STF deu fuga a um banqueiro trambiqueiro e ficou tudo por isso mesmo.
segunda-feira, 14 de abril de 2003
Fábula maldosa
Um dia Eva e Adão tiveram uma tremenda discussão. Fartos de ficarem comendo um ao outro, resolveram se separar. Eva, que não podia passar sem uma boa trepada, decidiu procurar um parceiro.
O primeiro animal que ela encontrou foi um babuíno dormindo numa arvore. Eva então propôs:
"Seu babuíno vamos dar uma trepada?"
"Tá maluca! Eu só como macacas!", respondeu o babuíno.
Eva, desesperada, subiu na arvore atrás dele, e o macaco fugiu. Eva não o apanhou, mas ainda conseguiu arrancar-lhe alguns pelos da bunda.
Mais tarde, Eva encontrou um dinossauro dormindo. Acordou-o dizendo:
"Dinossauro, me come toda!
O dinossauro olhou para ela de alto a baixo e disse:
"Você deve ser louca! Meu pau é maior que você!!!"
Eva, furiosa, mandou uma pedra no olho do dinossauro, que caiu penhasco abaixo e morreu.
Completamente tesuda e alucinada, passou por um lago e viu um peixe aos
saltos. Eva mergulhou e perguntou-lhe se queria brincar de entra-e-sai. O peixe, todo contente, disse que sim. Então Eva sentou-se com as pernas abertas à beira do lago e o peixe foi para dentro e para fora dela várias vezes.
QUAL E A MORAL DESTA HISTORIA?
1 - Já sabemos porque os babuínos não têm pelos na bunda.
2 - Já sabemos porque os dinossauros desapareceram.
3 - Só não sabemos qual era o cheiro que os peixes tinham antes.
Essa me foi mandada por uma mulher, que pediu para ficar no anonimato, temendo apanhar das colegas.
Um dia Eva e Adão tiveram uma tremenda discussão. Fartos de ficarem comendo um ao outro, resolveram se separar. Eva, que não podia passar sem uma boa trepada, decidiu procurar um parceiro.
O primeiro animal que ela encontrou foi um babuíno dormindo numa arvore. Eva então propôs:
"Seu babuíno vamos dar uma trepada?"
"Tá maluca! Eu só como macacas!", respondeu o babuíno.
Eva, desesperada, subiu na arvore atrás dele, e o macaco fugiu. Eva não o apanhou, mas ainda conseguiu arrancar-lhe alguns pelos da bunda.
Mais tarde, Eva encontrou um dinossauro dormindo. Acordou-o dizendo:
"Dinossauro, me come toda!
O dinossauro olhou para ela de alto a baixo e disse:
"Você deve ser louca! Meu pau é maior que você!!!"
Eva, furiosa, mandou uma pedra no olho do dinossauro, que caiu penhasco abaixo e morreu.
Completamente tesuda e alucinada, passou por um lago e viu um peixe aos
saltos. Eva mergulhou e perguntou-lhe se queria brincar de entra-e-sai. O peixe, todo contente, disse que sim. Então Eva sentou-se com as pernas abertas à beira do lago e o peixe foi para dentro e para fora dela várias vezes.
QUAL E A MORAL DESTA HISTORIA?
1 - Já sabemos porque os babuínos não têm pelos na bunda.
2 - Já sabemos porque os dinossauros desapareceram.
3 - Só não sabemos qual era o cheiro que os peixes tinham antes.
Essa me foi mandada por uma mulher, que pediu para ficar no anonimato, temendo apanhar das colegas.
sexta-feira, 11 de abril de 2003
quinta-feira, 10 de abril de 2003
Dúvidas Pascoais
- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!
- Igual Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois.
- Não, três dias.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na sexta-feira santa... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal de Rogério diz que eu saí.
- Alô, quem fala?
- Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?
- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!!!
- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!
- Igual Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois.
- Não, três dias.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na sexta-feira santa... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal de Rogério diz que eu saí.
- Alô, quem fala?
- Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?
- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!!!
Para quem é do meio
Para jornalistas e pessoas interessadas no assunto, vale muito a pena ler este texto de Nilson Lage (de quem tive a extrema honra de ser aluno) sobre alguns dramas do ensino de jornalismo no Brasil.
Para jornalistas e pessoas interessadas no assunto, vale muito a pena ler este texto de Nilson Lage (de quem tive a extrema honra de ser aluno) sobre alguns dramas do ensino de jornalismo no Brasil.
Propaganda honesta
Junto com a pneumonia asiática, chega ao Ocidente – mais precisamente à Inglaterra – a nova campanha publicitária do governo chinês para atrair turistas a Hong Kong. Tudo bem, a campanha estava pronta há tempos e foi publicada em veículos mensais, que tinham fechado antes de a epidemia eclodir. Mas vejam só que primor de honestidade aplicada à publicidade.
Literalmente “Hong Kong vai tirar sua respiração”.
Junto com a pneumonia asiática, chega ao Ocidente – mais precisamente à Inglaterra – a nova campanha publicitária do governo chinês para atrair turistas a Hong Kong. Tudo bem, a campanha estava pronta há tempos e foi publicada em veículos mensais, que tinham fechado antes de a epidemia eclodir. Mas vejam só que primor de honestidade aplicada à publicidade.
Literalmente “Hong Kong vai tirar sua respiração”.
Não era bem isso...
Ontem eu reclamei que a OAB não se manifestava em relação às tentativas do dr. Clóvis Sahione de impedir que a Justiça da Suíça enviasse provas sobre seus clientes acusados no Propinoduto e ao fato de advogados estarem recebendo dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
Bem, hoje a instituição se manifestou – infelizmente não foi em defesa nem da ética nem da cidadania. A OAB-RJ anunciou que vai entrar na Justiça contra as regras que moralizam a entrada de advogados nos presídios de segurança máxima do Rio. As regras em si são bem simples: a entrada será limitada a um advogado por detento, o defensor deverá ter procuração e as visitas terão que ser agendadas. Mas, segundo o presidente regional da OAB, Octavio Gomes, elas são inconstitucionais e prejudicam os “advogados sérios”.
Fica então uma sugestão: que tal a OAB-RJ passar a emitir carteirinha de “advogado sério”? Já tem até uma opção de texto:
O portador desta é um advogado sério. Ele nunca:
Atendidas essas quadro condições, pode até dar a ele a chave da cadeia.
Ontem eu reclamei que a OAB não se manifestava em relação às tentativas do dr. Clóvis Sahione de impedir que a Justiça da Suíça enviasse provas sobre seus clientes acusados no Propinoduto e ao fato de advogados estarem recebendo dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
Bem, hoje a instituição se manifestou – infelizmente não foi em defesa nem da ética nem da cidadania. A OAB-RJ anunciou que vai entrar na Justiça contra as regras que moralizam a entrada de advogados nos presídios de segurança máxima do Rio. As regras em si são bem simples: a entrada será limitada a um advogado por detento, o defensor deverá ter procuração e as visitas terão que ser agendadas. Mas, segundo o presidente regional da OAB, Octavio Gomes, elas são inconstitucionais e prejudicam os “advogados sérios”.
Fica então uma sugestão: que tal a OAB-RJ passar a emitir carteirinha de “advogado sério”? Já tem até uma opção de texto:
O portador desta é um advogado sério. Ele nunca:
- obstruiu a Justiça;
- recebeu dinheiro de origem explicitamente criminosa;
- ocultou ou ajudou a ocultar criminoso foragido;
- serviu de correio entre um criminoso preso e sua quadrilha fora da cadeia ou em outra prisão.
Atendidas essas quadro condições, pode até dar a ele a chave da cadeia.
quarta-feira, 9 de abril de 2003
OA o quê?
A leitura dos jornais hoje traz duas notícias bem interessantes:
Enquanto um vai ao exterior para impedir o fluxo de provas para um processo e o outro, como admitiu outra funcionária jurídica de Beira-Mar, recebe dinheiro do tráfico, o que diz aquela entidade que deveria zelar pela ética na advocacia e adora se arvorar a defensora da cidadania?
A leitura dos jornais hoje traz duas notícias bem interessantes:
- O dr. Clóvis Sahione, que defende os fiscais do Propinoduto, vai à Suíça tentar impedir que a Justiça local envie para o Brasil dados sobre as contas que seus clientes teriam em bancos daquele país. No fundo ele tem razão. Como pode convencer as pessoas aqui da inocência de seus clientes se a Suíça ficar mandando provas em cima de provas da culpa dos caras? Assim não dá.
- O traficante Fernandinho Beira-Mar (que não tem outra fonte de renda além do crime) contratou por pelo menos R$ 100 mil o ex-desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão Luiz Almeida Teles para ser seu quinto advogado e ajudar a trazê-lo de volta ao Rio de Janeiro. O fato de seus (sintam a ironia do termo) honorários serem pagos com dinheiro de origem criminosa não parece incomodar Teles, que admite advogar também para seqüestradores presos em Bangu I.
Enquanto um vai ao exterior para impedir o fluxo de provas para um processo e o outro, como admitiu outra funcionária jurídica de Beira-Mar, recebe dinheiro do tráfico, o que diz aquela entidade que deveria zelar pela ética na advocacia e adora se arvorar a defensora da cidadania?
segunda-feira, 7 de abril de 2003
Debaixo da pele
Clique aqui e mova o mostrador de raio-x para descobrir a verdade sobre George W. Bush...
Clique aqui e mova o mostrador de raio-x para descobrir a verdade sobre George W. Bush...
domingo, 6 de abril de 2003
Burros somos nós
Aprendi hoje da pior maneira como os portugueses ficam ricos. Aniversário do meu pai, eu e minhas duas irmãs combinamos levar o velho (mais cônjuges, minha mãe e meu avô) para encher o pandulho numa churrascaria rodízio. Findo o embate prandial, a dolorosa foi rachada por mim e por meus cunhados – o marido da irmã do meio e o namorado da caçula.
Eis que, nem bem voltamos para a casa de minha irmã do meio, Fernando, namorado da caçula, pediu a palavra e contou que, como era do conhecimento público, ele e Maria Cristina estavam montando um apartamento para morarem juntos. A novidade é que decidiram se casar no civil e estavam oficializando o noivado hoje.
Ou seja, o pastel aqui e o Marcos – marido da Patrícia – rachamos a conta do jantar de noivado deles!!!!
Foi aí que eu me toquei pro sobrenome do Fernando, “das Oliveiras”. Era isso: cristão novo, judeu português. Tava explicado!
Bem, passada a gozação, toda a felicidade aos pombinhos – mas que eu vou sustar aquele cheque, ah vou.
Aprendi hoje da pior maneira como os portugueses ficam ricos. Aniversário do meu pai, eu e minhas duas irmãs combinamos levar o velho (mais cônjuges, minha mãe e meu avô) para encher o pandulho numa churrascaria rodízio. Findo o embate prandial, a dolorosa foi rachada por mim e por meus cunhados – o marido da irmã do meio e o namorado da caçula.
Eis que, nem bem voltamos para a casa de minha irmã do meio, Fernando, namorado da caçula, pediu a palavra e contou que, como era do conhecimento público, ele e Maria Cristina estavam montando um apartamento para morarem juntos. A novidade é que decidiram se casar no civil e estavam oficializando o noivado hoje.
Ou seja, o pastel aqui e o Marcos – marido da Patrícia – rachamos a conta do jantar de noivado deles!!!!
Foi aí que eu me toquei pro sobrenome do Fernando, “das Oliveiras”. Era isso: cristão novo, judeu português. Tava explicado!
Bem, passada a gozação, toda a felicidade aos pombinhos – mas que eu vou sustar aquele cheque, ah vou.
sexta-feira, 4 de abril de 2003
Bem feito
Pinochet é internado para exames após escorregar no chuveiro
SANTIAGO, 4 de abril (Reuters) - O ex-ditador chileno Augusto Pinochet está no hospital para exames médicos depois de escorregar no chuveiro e se machucar, afirmou um amigo da família na sexta-feira. O general aposentado de 87 anos de idade deu entrada no hospital militar de Santiago na quinta-feira, um dia depois da queda.
Ou seja, além de assassino, ainda escorrega no sabonete
Pinochet é internado para exames após escorregar no chuveiro
SANTIAGO, 4 de abril (Reuters) - O ex-ditador chileno Augusto Pinochet está no hospital para exames médicos depois de escorregar no chuveiro e se machucar, afirmou um amigo da família na sexta-feira. O general aposentado de 87 anos de idade deu entrada no hospital militar de Santiago na quinta-feira, um dia depois da queda.
Ou seja, além de assassino, ainda escorrega no sabonete
Homem pra toda vida
O cara acorda com a mãe de todas as ressacas, vira-se e ao lado da cama há um copo de água e duas aspirinas. Olha em volta e vê sua roupa passada e pendurada. O quarto está em perfeita ordem. Há um bilhete de sua mulher: "Querido, deixei teu café pronto na copa. Fui ao supermercado. Beijos"
Ele desce e encontra um lauto café esperando por ele. Pergunta ao filho:
- O que aconteceu ontem?
- Bem, pai, você chegou as 3 da madrugada, completamente bêbado, vomitou no tapete da sala, quebrou móveis, mijou no guarda-roupa e machucou teu olho ao bater na porta do quarto.
- E por que está tudo arrumado, café preparado, roupa passada, aspirinas para a ressaca e um bilhete amoroso da tua mãe?
- Bem, é que mamãe te arrastou até a cama e quando estava tirando tuas calças, você disse: " Não faça isso moça, eu sou casado !"
Essa é da Martha
O cara acorda com a mãe de todas as ressacas, vira-se e ao lado da cama há um copo de água e duas aspirinas. Olha em volta e vê sua roupa passada e pendurada. O quarto está em perfeita ordem. Há um bilhete de sua mulher: "Querido, deixei teu café pronto na copa. Fui ao supermercado. Beijos"
Ele desce e encontra um lauto café esperando por ele. Pergunta ao filho:
- O que aconteceu ontem?
- Bem, pai, você chegou as 3 da madrugada, completamente bêbado, vomitou no tapete da sala, quebrou móveis, mijou no guarda-roupa e machucou teu olho ao bater na porta do quarto.
- E por que está tudo arrumado, café preparado, roupa passada, aspirinas para a ressaca e um bilhete amoroso da tua mãe?
- Bem, é que mamãe te arrastou até a cama e quando estava tirando tuas calças, você disse: " Não faça isso moça, eu sou casado !"
Essa é da Martha
Historinha transcendental
Um dia um carpinteiro buscava madeira cortando o galho de uma árvore ao lado de um rio, quando seu machado caiu na água. O infeliz carpinteiro suplica a Deus, que lhe aparece e pergunta:
"Por que você está chorando?".
O carpinteiro responde que seu machado havia caído no rio. Deus entra no rio, tira um machado de ouro e pergunta:
"É este seu machado?"
O nobre carpinteiro responde: "Não Deus, não é esse."
Deus entra novamente no rio e desta vez tira um machado de prata.
"E este é seu?".
"Também não" responde o carpinteiro.
Deus volta ao rio e tira um machado de madeira e pergunta:
"É este teu machado?".
"Sim", responde o carpinteiro.
Deus estava contente com a sinceridade do carpinteiro e o mandou de volta pra casa dando-lhe os 3 machados de presente.
Um dia, o carpinteiro e sua esposa estavam passeando nos campos quando ela tropeçou e caiu no rio. O infeliz carpinteiro suplica a Deus, que aparece e pergunta:
"Por que você está chorando?"
O carpinteiro responde que sua esposa caiu no rio. Imediatamente Deus mergulha, tira a Luana Piovani do rio e pergunta: "É esta sua esposa?"
“Sim, sim", responde o carpinteiro e Deus se enfurece.
"Mentiroso!!!" exclama.
E o carpinteiro rapidamente se explica:
"Deus, me perdoe, foi um mal entendido. Se eu dissesse que não, o Senhor me tiraria a Ana Paula Arósio do rio, depois se eu dissesse que não era ela o Senhor tiraria minha mulher e quando eu dissesse 'sim' então o Senhor mandaria eu ficar com as 3. Mas eu sou um humilde carpinteiro e não poderia manter as 3, só por isso eu disse 'sim' para a primeira delas".
E Deus o perdoou.
Moral da história: Os homens só mentem por causas nobres e com boas intenções.
Enviada por Tetê Oliveira
Um dia um carpinteiro buscava madeira cortando o galho de uma árvore ao lado de um rio, quando seu machado caiu na água. O infeliz carpinteiro suplica a Deus, que lhe aparece e pergunta:
"Por que você está chorando?".
O carpinteiro responde que seu machado havia caído no rio. Deus entra no rio, tira um machado de ouro e pergunta:
"É este seu machado?"
O nobre carpinteiro responde: "Não Deus, não é esse."
Deus entra novamente no rio e desta vez tira um machado de prata.
"E este é seu?".
"Também não" responde o carpinteiro.
Deus volta ao rio e tira um machado de madeira e pergunta:
"É este teu machado?".
"Sim", responde o carpinteiro.
Deus estava contente com a sinceridade do carpinteiro e o mandou de volta pra casa dando-lhe os 3 machados de presente.
Um dia, o carpinteiro e sua esposa estavam passeando nos campos quando ela tropeçou e caiu no rio. O infeliz carpinteiro suplica a Deus, que aparece e pergunta:
"Por que você está chorando?"
O carpinteiro responde que sua esposa caiu no rio. Imediatamente Deus mergulha, tira a Luana Piovani do rio e pergunta: "É esta sua esposa?"
“Sim, sim", responde o carpinteiro e Deus se enfurece.
"Mentiroso!!!" exclama.
E o carpinteiro rapidamente se explica:
"Deus, me perdoe, foi um mal entendido. Se eu dissesse que não, o Senhor me tiraria a Ana Paula Arósio do rio, depois se eu dissesse que não era ela o Senhor tiraria minha mulher e quando eu dissesse 'sim' então o Senhor mandaria eu ficar com as 3. Mas eu sou um humilde carpinteiro e não poderia manter as 3, só por isso eu disse 'sim' para a primeira delas".
E Deus o perdoou.
Moral da história: Os homens só mentem por causas nobres e com boas intenções.
Enviada por Tetê Oliveira