Porque eu me ufano...
A digníssima não é de brincadeira, não. Deu hoje um furo tão retumbante com a morte do brasileiro em Houston que até a Folha - que, em termos de ego, é uma espécie de argentino dos jornais - teve que entubar e dar crédito.
Espaço onde o jornalista Leonardo Pimentel pode se dedicar a falar mal do que bem entender.
Aviso
Apesar de criado por um jornalista, este blog não é nem pretende ser imparcial. Ele reflete minhas opiniões, meus gostos, desgostos, preconceitos e pós-conceitos. Se alguém se sentir ofendido, "paciência"...
Se quiser, mande-me um e-mail
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sábado, 24 de setembro de 2005
terça-feira, 20 de setembro de 2005
As lâmpadas e os signos
As lâmpadas e os signos
P: Quantos Arianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Só um. Por quê? Qual o problema?
R2: Nenhum. Arianos não têm medo do escuro.
R3: Só um, mas com um monte de lâmpadas. (*crash*)
P: Quantos Taurinos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Só um, mas só se depois puder celebrar com um jantar complete e muito sexo.
R2: Nenhum. Taurinos não trocam nada.
R3: Um, mas tente convencê-lo de que a lâmpada queimada é inútil e deve ser jogada fora?
P: Quantos Geminianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Dois. Mais um telefone sem fio, uma conexão com a Internet e um cópia do Guia Completo da Troca de Lâmpadas
R2: Dois (é claro) mas vai levar uma semana inteira e, no fim, a lâmpada vai fazer seu trabalho de casa, falar francês e brilhar na cor que você quiser.
R3: Dois, mas o trabalho nunca termina - eles ficam discutindo quem deve fazer e como deve ser feito.
P: Quantos Cancerianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Só um, mas o terapeuta leva três anos para fazê-los superar o sofrimento.
R2: Só um, e ele vai usar também uma fralda não descartável.
R3: Nenhum: Um Canceriano ia morrer de preocupação com esse problema.
P: Quantos Leoninos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Leoninos não trocam lâmpadas, ainda que às vezes seus empresários contratem um Virginiano para fazer o serviço enquanto eles estão fora.
R2: Um. Ele segura a lâmpada e o mundo gira a sua volta.
R3: Nenhum. Leoninos brilham com luz própria.
P: Quantos Virginianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Virginiano não têm tempo de trocar as próprias lâmpadas. Estão muito ocupados trocando as dos outros.
R2: Aproximadamente 1,000000 com uma margem de erro de of +/- 1 milhonésimo.
R3: Vejamos? Um para ver que a lâmpada queimou, um para marcar o tempo que a lâmpada levou para queimar, um para decidir de quem é a culpa pela lâmpada ter queimado e quem escolheu aquela marca, dez para decidir remodelar a casa assim que trocarem a lâmpada...
P: Quantos Librianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Bem, dois. Ou talvez um. Não? pensando bem, dois. Tá bom pra você?
R2: Por que trocar a lâmpada? O escuro é mais romântico.
R3: Bem? Eu não sei ao certo. Acho que depende da lâmpada e de onde ela queimou. Pode ser um se for uma lâmpada comum, ou talvez dois se a pessoa não souber onde encontrar uma lâmpada nova, ou talvez... ...
P: Quantos Escorpianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Nenhum, eles preferem ficar sentados no escuro.
R2: Quem quer saber? Por que você quer saber? É da polícia?
R3: Essa é uma informação estritamente secreta, partilhada somente pelos Iluminados na Câmara das Estrelas da Antiga Ordem Hierárquica.
P: Quantos Sagitarianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Pergunte quando eu voltar da Índia, ok?
R2: O Sol está brilhando, o dia nasceu, temos a vinda inteira pela frente e você fica aí dentro se preocupando com uma lâmpada queimada idiota?
R3: Um monte. Eu só consigo mantê-los na sala tempo suficiente para que cada um dê um quarto de volta na lâmpada.
P: Quantos Capricornianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Nenhum. Capricornianos não têm como comprar lâmpadas novas, a menos que sejam uma despesa de trabalho legítima.
R2: Eu não perco tempo com piadas infantis.
R3: Nenhum. Por que se preocupar? Provavelmente a nova vai queimar também.
P: Quantos Aquarianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Bem, você tem que lembrar que tudo é energia...
R2: Centenas, mas eles vão brigar para ver com troca a lâmpada e traz luz ao mundo.
R3: Olha, por que você não se manda e para de me pedir pra fazer todo o trabalho? Estou, tipo, de saco cheio de você me perguntar essas coisas.
P: Quantos Piscianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Lâmpada? Que lâmpada?
R2: Ahn? A luz apagou?
R3: Nenhum. O que interessa é a luz interior.
P: Quantos Arianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Só um. Por quê? Qual o problema?
R2: Nenhum. Arianos não têm medo do escuro.
R3: Só um, mas com um monte de lâmpadas. (*crash*)
P: Quantos Taurinos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Só um, mas só se depois puder celebrar com um jantar complete e muito sexo.
R2: Nenhum. Taurinos não trocam nada.
R3: Um, mas tente convencê-lo de que a lâmpada queimada é inútil e deve ser jogada fora?
P: Quantos Geminianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Dois. Mais um telefone sem fio, uma conexão com a Internet e um cópia do Guia Completo da Troca de Lâmpadas
R2: Dois (é claro) mas vai levar uma semana inteira e, no fim, a lâmpada vai fazer seu trabalho de casa, falar francês e brilhar na cor que você quiser.
R3: Dois, mas o trabalho nunca termina - eles ficam discutindo quem deve fazer e como deve ser feito.
P: Quantos Cancerianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Só um, mas o terapeuta leva três anos para fazê-los superar o sofrimento.
R2: Só um, e ele vai usar também uma fralda não descartável.
R3: Nenhum: Um Canceriano ia morrer de preocupação com esse problema.
P: Quantos Leoninos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Leoninos não trocam lâmpadas, ainda que às vezes seus empresários contratem um Virginiano para fazer o serviço enquanto eles estão fora.
R2: Um. Ele segura a lâmpada e o mundo gira a sua volta.
R3: Nenhum. Leoninos brilham com luz própria.
P: Quantos Virginianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Virginiano não têm tempo de trocar as próprias lâmpadas. Estão muito ocupados trocando as dos outros.
R2: Aproximadamente 1,000000 com uma margem de erro de of +/- 1 milhonésimo.
R3: Vejamos? Um para ver que a lâmpada queimou, um para marcar o tempo que a lâmpada levou para queimar, um para decidir de quem é a culpa pela lâmpada ter queimado e quem escolheu aquela marca, dez para decidir remodelar a casa assim que trocarem a lâmpada...
P: Quantos Librianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Bem, dois. Ou talvez um. Não? pensando bem, dois. Tá bom pra você?
R2: Por que trocar a lâmpada? O escuro é mais romântico.
R3: Bem? Eu não sei ao certo. Acho que depende da lâmpada e de onde ela queimou. Pode ser um se for uma lâmpada comum, ou talvez dois se a pessoa não souber onde encontrar uma lâmpada nova, ou talvez... ...
P: Quantos Escorpianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Nenhum, eles preferem ficar sentados no escuro.
R2: Quem quer saber? Por que você quer saber? É da polícia?
R3: Essa é uma informação estritamente secreta, partilhada somente pelos Iluminados na Câmara das Estrelas da Antiga Ordem Hierárquica.
P: Quantos Sagitarianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Pergunte quando eu voltar da Índia, ok?
R2: O Sol está brilhando, o dia nasceu, temos a vinda inteira pela frente e você fica aí dentro se preocupando com uma lâmpada queimada idiota?
R3: Um monte. Eu só consigo mantê-los na sala tempo suficiente para que cada um dê um quarto de volta na lâmpada.
P: Quantos Capricornianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Nenhum. Capricornianos não têm como comprar lâmpadas novas, a menos que sejam uma despesa de trabalho legítima.
R2: Eu não perco tempo com piadas infantis.
R3: Nenhum. Por que se preocupar? Provavelmente a nova vai queimar também.
P: Quantos Aquarianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Bem, você tem que lembrar que tudo é energia...
R2: Centenas, mas eles vão brigar para ver com troca a lâmpada e traz luz ao mundo.
R3: Olha, por que você não se manda e para de me pedir pra fazer todo o trabalho? Estou, tipo, de saco cheio de você me perguntar essas coisas.
P: Quantos Piscianos são necessários para trocar uma lâmpada?
R1: Lâmpada? Que lâmpada?
R2: Ahn? A luz apagou?
R3: Nenhum. O que interessa é a luz interior.
Leitura dinâmica
Leitura dinâmica
Bem sei que a vida moderna não deixa tempo para a leitura de bons livros.
Assim, envio-lhe o resumo de clássicos da literatura que muito ajudarão a engrandecê-lo(a) culturalmente.
Leon Tolstoi: Guerra e Paz
Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e por isso Napoleão invade a Rússia. A mocinha casa-se com outro. Fim.
Marcel Proust: Em Busca do Tempo Perdido
Resumo: Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486. vol. I), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1344, vol.VI) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde estão todos muito velhinhos - e pronto. Fim.
Luís de Camões: Os Lusíadas.
Resumo: Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa super-gente-fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas. Fim.
Gustave Flaubert: Madame Bovary
Resumo: Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre. Fim.
William Shakespeare: Romeo e Julieta
Resumo: Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro, as duas turmas saem na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Então um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, pensando que era sonífero. Fim
William Shakespeare: Hamlet
Resumo: Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada, que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha se suicidado. Fim.
Sófocles: Édipo Rei
Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta. Fim.
William Shakespeare: Othelo
Resumo: Um rei otário, tremendo zé-ruela, tem um amigo muito fdp que só pensa em fazê-lo de bobo. O tal "amigo" não ganha um cargo no governo e resolve se vingar do rei, convencendo-o de que a rainha está dando pra outro. O zé-mané acredita e mata a rainha. Depois descobre que não era corno, mas apenas muito burro por ter acreditado no traíra. Prende o cara e fica chorando sozinho. Fim.
Você economizou a leitura de pelo menos 7.000 páginas e R$ 500,00 em livros !!!
Cortesia de Andrea Rollemberg
Bem sei que a vida moderna não deixa tempo para a leitura de bons livros.
Assim, envio-lhe o resumo de clássicos da literatura que muito ajudarão a engrandecê-lo(a) culturalmente.
Leon Tolstoi: Guerra e Paz
Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e por isso Napoleão invade a Rússia. A mocinha casa-se com outro. Fim.
Marcel Proust: Em Busca do Tempo Perdido
Resumo: Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486. vol. I), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1344, vol.VI) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde estão todos muito velhinhos - e pronto. Fim.
Luís de Camões: Os Lusíadas.
Resumo: Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa super-gente-fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas. Fim.
Gustave Flaubert: Madame Bovary
Resumo: Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre. Fim.
William Shakespeare: Romeo e Julieta
Resumo: Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro, as duas turmas saem na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Então um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, pensando que era sonífero. Fim
William Shakespeare: Hamlet
Resumo: Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada, que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha se suicidado. Fim.
Sófocles: Édipo Rei
Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta. Fim.
William Shakespeare: Othelo
Resumo: Um rei otário, tremendo zé-ruela, tem um amigo muito fdp que só pensa em fazê-lo de bobo. O tal "amigo" não ganha um cargo no governo e resolve se vingar do rei, convencendo-o de que a rainha está dando pra outro. O zé-mané acredita e mata a rainha. Depois descobre que não era corno, mas apenas muito burro por ter acreditado no traíra. Prende o cara e fica chorando sozinho. Fim.
Você economizou a leitura de pelo menos 7.000 páginas e R$ 500,00 em livros !!!
Cortesia de Andrea Rollemberg
segunda-feira, 19 de setembro de 2005
Para fins de registro
Para fins de registro
Antes que algum especialista (ouviu, Maria Cristina?) venha criticar a correção da piada numérica abaixo, quero deixar claro que meu conhecimento de matemática se limita a saber que a palavra é proparoxítona...
Antes que algum especialista (ouviu, Maria Cristina?) venha criticar a correção da piada numérica abaixo, quero deixar claro que meu conhecimento de matemática se limita a saber que a palavra é proparoxítona...
domingo, 18 de setembro de 2005
Pura matemática
Pura matemática
Segundo Monique Cabral, a questão abaixo caiu na prova do ITA do ano passado.
Uma mãe é 21 anos mais velha que o filho. Daqui a seis anos a mãe terá uma idade 5 vezes maior que o filho. Pergunta : Onde está o pai agora?
Há que se fazer alguns cálculos para obter a resposta! Por mais incrível que pareça a resposta é dada pela pura matemática! É bem interessante:
Solução:
Analisando hoje:
A mãe tem hoje Y anos
O menino tem hoje X anos
Portanto, com a mãe 21 anos mais velha: Y = X + 21
Daqui a 6 anos : (Y + 6) e (X + 6)
Portanto, com a mãe 5 vezes mais que filho : Y + 6 = 5 (X + 6)
Resolvendo:
Y + 6 = 5 X + 30
Y = 5X + 24
Dai, substituindo na primeira equação:Y = X + 21 Teremos:
5X + 24 = X + 21
Logo:
4X = -3
X = -3/4
O menino tem hoje -3/4 anos, ou seja, - 9 meses (menos nove meses!). A resposta é lógica: Se o menino tem exatos menos 9 meses, ele nascerá daqui a nove meses, então:
Resposta do problema proposto - O pai agora está comendo a mãe!
Segundo Monique Cabral, a questão abaixo caiu na prova do ITA do ano passado.
Uma mãe é 21 anos mais velha que o filho. Daqui a seis anos a mãe terá uma idade 5 vezes maior que o filho. Pergunta : Onde está o pai agora?
Há que se fazer alguns cálculos para obter a resposta! Por mais incrível que pareça a resposta é dada pela pura matemática! É bem interessante:
Solução:
Analisando hoje:
A mãe tem hoje Y anos
O menino tem hoje X anos
Portanto, com a mãe 21 anos mais velha: Y = X + 21
Daqui a 6 anos : (Y + 6) e (X + 6)
Portanto, com a mãe 5 vezes mais que filho : Y + 6 = 5 (X + 6)
Resolvendo:
Y + 6 = 5 X + 30
Y = 5X + 24
Dai, substituindo na primeira equação:Y = X + 21 Teremos:
5X + 24 = X + 21
Logo:
4X = -3
X = -3/4
O menino tem hoje -3/4 anos, ou seja, - 9 meses (menos nove meses!). A resposta é lógica: Se o menino tem exatos menos 9 meses, ele nascerá daqui a nove meses, então:
Resposta do problema proposto - O pai agora está comendo a mãe!
quinta-feira, 15 de setembro de 2005
O Bardo sabia das coisas
O Bardo sabia das coisas
Em Julio César, Shakespeare pôs na boca de Marco Antônio uma jóia de sabedoria: "O mal que o homem faz continua a viver. O bem que ele faz é enterrado com ele."
Morreu nos Estados Unidos Robert Wise, diretor do clássico O dia que a Terra parou, um dos raros filmes de ficção científica a remar contra a corrente do macartismo nos anos 50. Pois todos os noticiários só lembram dele como o sujeito que cometeu A noviça rebelde.
Em Julio César, Shakespeare pôs na boca de Marco Antônio uma jóia de sabedoria: "O mal que o homem faz continua a viver. O bem que ele faz é enterrado com ele."
Morreu nos Estados Unidos Robert Wise, diretor do clássico O dia que a Terra parou, um dos raros filmes de ficção científica a remar contra a corrente do macartismo nos anos 50. Pois todos os noticiários só lembram dele como o sujeito que cometeu A noviça rebelde.
Vai entender
Vai entender
Do Globo On Line: "Vaticano prepara devassa em seminários dos EUA". Como se já não houvesse devassidão suficiente neles...
Do Globo On Line: "Vaticano prepara devassa em seminários dos EUA". Como se já não houvesse devassidão suficiente neles...
Tal pai, tal filho
Tal pai, tal filho
Para ninguém dizer que os Bushes não se sensibilizaram com a tragédia de Nova Orelans.
Para ninguém dizer que os Bushes não se sensibilizaram com a tragédia de Nova Orelans.
terça-feira, 13 de setembro de 2005
Voltei, voltei
Voltei, voltei
Povo, desculpe a desatenção ao blog - Paulo Motta chegou a interpelar a Cristina a respeito -, mas passei as férias envolvido até a cabeça num projeto que realmente não me deixou tempo para mais nada. Mas o Espírito de Porco está de volta e com uma história deliciosa, ainda que polêmica.
Apesar de eu mesmo ser um sujeito bastante religioso, sempre gostei de piadas envolvendo religião. Ok, ok, a maioria delas sacaneia os cristãos, é verdade. Mas não é minha culpa se eles não têm senso de humor e se as piadas pagãs são virtualmente incompreensíveis para quem está de fora.
Pois bem, hoje eu recebi um link para a página com o resultado do Laugh Judgement (Julgamento do Riso). Para quem não sabe, o site surgiu como uma reação a uma proposta de lei na Inglaterra para combater os chamados crimes de ódio com motivação religiosa. Nada contra a punição contra esses crimes - que vão da difamação aos atentados contra templos. O problema é que, num visível exagero, a lei pretendia enquadrar também as piadas.
Em protesto, criou-se o tal julgamento do riso. O site Ship Of Fools pediu que os internautas enviassem piadas de motivos religiosos e, por votação direta, escolheu as dez mais engraçadas e as dez mais ofensivas. Se você se garante no inglês, vale a pena clicar aqui e conferir tudo. Se não, aqui vão as vencedoras em cada categoria.
Primeiro a considerada mais engraçada:
O homem na ponte
Eu caminhava por uma ponte quando vi um homem sentado na mureta, prestes a pular. "Pare, não faça isso!"
"Por que não?", ele perguntou.
"Bem, há muito pelo qual viver."
"Por exemplo?"
"Você é religioso?"
"Sim."
"Eu também! Cristão ou budista?"
"Cristão."
"Eu também! Católico ou protestante?"
"Protestante."
"Eu também! Episcopal ou batista?"
"Batista."
"Uau, eu também! Igreja Batista de Deus ou Igreja Batista do Senhor?"
"Igreja Batista de Deus."
"Eu também! Da Igreja Batista de Deus original ou da Igreja Batista de Deus reformada?"
"Igreja Batista de Deus reformada."
"Eu também! Igreja Batista de Deus reformada, reforma de 1879 ou Igreja Batista de Deus reformada, reforma de 1915?"
"Igreja Batista de Deus reformada, reforma de 1915."
"MORRA, ESCÓRIA HEREGE!!!" E empurrei-o do parapeito.
Agora a mais ofensiva:
O menininho* no penhasco
Um menininho estava parado na beira de um precipício, olhando para o mar e chorando desesperadamente, quando um padre católico passa e pergunta: "Por que você está tão desesperado, menino?"
O garotinho olha para ele e diz: "Minha mamãe e meu papai estavam no carro, mas ele rolou pelo precipício e se arrebentou nas pedras lá embaixo."
O padre olha para um lado, olha para o outro e diz, já abrindo a braguilha: "É, hoje não é mesmo seu dia de sorte..."
* Na versão original era uma menininha, mas assim fica mais verossímil.
Povo, desculpe a desatenção ao blog - Paulo Motta chegou a interpelar a Cristina a respeito -, mas passei as férias envolvido até a cabeça num projeto que realmente não me deixou tempo para mais nada. Mas o Espírito de Porco está de volta e com uma história deliciosa, ainda que polêmica.
Apesar de eu mesmo ser um sujeito bastante religioso, sempre gostei de piadas envolvendo religião. Ok, ok, a maioria delas sacaneia os cristãos, é verdade. Mas não é minha culpa se eles não têm senso de humor e se as piadas pagãs são virtualmente incompreensíveis para quem está de fora.
Pois bem, hoje eu recebi um link para a página com o resultado do Laugh Judgement (Julgamento do Riso). Para quem não sabe, o site surgiu como uma reação a uma proposta de lei na Inglaterra para combater os chamados crimes de ódio com motivação religiosa. Nada contra a punição contra esses crimes - que vão da difamação aos atentados contra templos. O problema é que, num visível exagero, a lei pretendia enquadrar também as piadas.
Em protesto, criou-se o tal julgamento do riso. O site Ship Of Fools pediu que os internautas enviassem piadas de motivos religiosos e, por votação direta, escolheu as dez mais engraçadas e as dez mais ofensivas. Se você se garante no inglês, vale a pena clicar aqui e conferir tudo. Se não, aqui vão as vencedoras em cada categoria.
Primeiro a considerada mais engraçada:
O homem na ponte
Eu caminhava por uma ponte quando vi um homem sentado na mureta, prestes a pular. "Pare, não faça isso!"
"Por que não?", ele perguntou.
"Bem, há muito pelo qual viver."
"Por exemplo?"
"Você é religioso?"
"Sim."
"Eu também! Cristão ou budista?"
"Cristão."
"Eu também! Católico ou protestante?"
"Protestante."
"Eu também! Episcopal ou batista?"
"Batista."
"Uau, eu também! Igreja Batista de Deus ou Igreja Batista do Senhor?"
"Igreja Batista de Deus."
"Eu também! Da Igreja Batista de Deus original ou da Igreja Batista de Deus reformada?"
"Igreja Batista de Deus reformada."
"Eu também! Igreja Batista de Deus reformada, reforma de 1879 ou Igreja Batista de Deus reformada, reforma de 1915?"
"Igreja Batista de Deus reformada, reforma de 1915."
"MORRA, ESCÓRIA HEREGE!!!" E empurrei-o do parapeito.
Agora a mais ofensiva:
O menininho* no penhasco
Um menininho estava parado na beira de um precipício, olhando para o mar e chorando desesperadamente, quando um padre católico passa e pergunta: "Por que você está tão desesperado, menino?"
O garotinho olha para ele e diz: "Minha mamãe e meu papai estavam no carro, mas ele rolou pelo precipício e se arrebentou nas pedras lá embaixo."
O padre olha para um lado, olha para o outro e diz, já abrindo a braguilha: "É, hoje não é mesmo seu dia de sorte..."
* Na versão original era uma menininha, mas assim fica mais verossímil.
quinta-feira, 1 de setembro de 2005
Revival new wave
Revival new wave
O que é ruim sempre volta. Nunca imaginei que, tantos anos depois, Katrina And The Waves ainda fosse causar tamanha comoção nos EUA.
O que é ruim sempre volta. Nunca imaginei que, tantos anos depois, Katrina And The Waves ainda fosse causar tamanha comoção nos EUA.
sábado, 13 de agosto de 2005
Falando em glam
Falando em glam
Lembrei-me de uma frase de Dee Snider, vocalista do Twisted Sister:
"Não consigo entender quando alguém nos classifica como glam. A palavra vem de glamour, e nós somos tudo, menos glamurosos. Deviam nos chamar de hed, pois somos hediondos."
Aliás, entrevistei Dee Snider em 1985 aqui no Rio. Figuraça, com quase dois metros, uma cabeleira loura (mal-)oxigenada, todo sarado... mas extremamente inteligente.
Lembrei-me de uma frase de Dee Snider, vocalista do Twisted Sister:
"Não consigo entender quando alguém nos classifica como glam. A palavra vem de glamour, e nós somos tudo, menos glamurosos. Deviam nos chamar de hed, pois somos hediondos."
Aliás, entrevistei Dee Snider em 1985 aqui no Rio. Figuraça, com quase dois metros, uma cabeleira loura (mal-)oxigenada, todo sarado... mas extremamente inteligente.
Adendo do conto de fadas
Adendo do conto de fadas
Tempos atrás eu publiquei aqui um conto de fadas que fez um baita sucesso entre os visitantes. Contava a história de um dragão que mantinha uma princesa cativa num castelo. Um roqueiro decidia salvá-la, havendo então um final diferente para cada estilo. Esta semana, Dapieve mandou para mim, para o Romanholli e para o Tom Leão uma versão um pouquinho maior.
Straight Edge
Chega no castelo, salva o dragão dos horripilantes gritos da princesa e resolve soltá-lo, pois onde já se viu um pobre animalzinho preso dentro de um castelo? Tenta convencer o dragão a alimentar-se somente de cereais e folhas, porém, sem sucesso, acaba sendo devorado.
Emocore
Depois de tanto chorar por julgar impossível conseguir salvar a princesa do dragão, acaba aceitando o fato da garota ter preferido o monstrengo. Desiste de fazer aquela tatuagem de foguinho para que não traga más lembranças. Volta cabisbaixo para casa, embora nunca esqueça esse acontecimento e fique remoendo este fato por toda a sua existência infeliz.
Indie
Ao chegar no castelo e tentar subir as escadas correndo, tropeça no cadarço do all star e acaba deixando cair seus óculos. Cego e caído, acaba sendo salvo pela princesa, que achou seu jeitinho tímido muito meigo.
Grunge
Chega no castelo e tem uma overdose de heroína.
Glam Rock
Chega no castelo. O dragão ri tanto quando o vê que o deixa passar. Ele entra no castelo, rouba o hair dresser e o batom da princesa. Depois a convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.
Tempos atrás eu publiquei aqui um conto de fadas que fez um baita sucesso entre os visitantes. Contava a história de um dragão que mantinha uma princesa cativa num castelo. Um roqueiro decidia salvá-la, havendo então um final diferente para cada estilo. Esta semana, Dapieve mandou para mim, para o Romanholli e para o Tom Leão uma versão um pouquinho maior.
Straight Edge
Chega no castelo, salva o dragão dos horripilantes gritos da princesa e resolve soltá-lo, pois onde já se viu um pobre animalzinho preso dentro de um castelo? Tenta convencer o dragão a alimentar-se somente de cereais e folhas, porém, sem sucesso, acaba sendo devorado.
Emocore
Depois de tanto chorar por julgar impossível conseguir salvar a princesa do dragão, acaba aceitando o fato da garota ter preferido o monstrengo. Desiste de fazer aquela tatuagem de foguinho para que não traga más lembranças. Volta cabisbaixo para casa, embora nunca esqueça esse acontecimento e fique remoendo este fato por toda a sua existência infeliz.
Indie
Ao chegar no castelo e tentar subir as escadas correndo, tropeça no cadarço do all star e acaba deixando cair seus óculos. Cego e caído, acaba sendo salvo pela princesa, que achou seu jeitinho tímido muito meigo.
Grunge
Chega no castelo e tem uma overdose de heroína.
Glam Rock
Chega no castelo. O dragão ri tanto quando o vê que o deixa passar. Ele entra no castelo, rouba o hair dresser e o batom da princesa. Depois a convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.
terça-feira, 2 de agosto de 2005
E viva a Constituição!
E viva a Constituição!
"Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
(...)
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;"
Estou a partir de hoje gozando do direito constitucional...
"Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
(...)
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;"
Estou a partir de hoje gozando do direito constitucional...
sexta-feira, 29 de julho de 2005
Para a segurança
Cultura peladona
O Museu Leopold, de Viena, inovou ao permitir o acesso de pessoas nuas ou em roupas de baixo a suas dependências. Clique aqui para ver as fotos.
A medida tem um aspecto de segurança da maior importância. Afinal, é difícil uma pessoa pelada passar pela porta levando algum objeto do museu. Se, durante a greve da Biblioteca Nacioal, as pessoas que tiveram acesso ao acervo precisassem estar nuas, talvez isso evitasse o roubo de 150 fotografias raras. Por mais espaçosos que sejam os orifícios do ladrão, não daria para malocar tantos documentos.
O Museu Leopold, de Viena, inovou ao permitir o acesso de pessoas nuas ou em roupas de baixo a suas dependências. Clique aqui para ver as fotos.
A medida tem um aspecto de segurança da maior importância. Afinal, é difícil uma pessoa pelada passar pela porta levando algum objeto do museu. Se, durante a greve da Biblioteca Nacioal, as pessoas que tiveram acesso ao acervo precisassem estar nuas, talvez isso evitasse o roubo de 150 fotografias raras. Por mais espaçosos que sejam os orifícios do ladrão, não daria para malocar tantos documentos.
terça-feira, 26 de julho de 2005
Besta é a mãe
Besta é a mãe
Por motivos de trabalho estava pesquisando na rede sobre médicos de importância histórica no Brasil e encontrei um texto de Eurico Villela (ele próprio um médico renomado) de 1935 sobre Carlos Chagas. Tratava-se de uma aula inaugural na Escola Nacional de Medicina. O estilo é empolado que só, mas, lá pelo meio, um trecho me chamou a atenção.
Villela falava da tradição de erudição mineira, que formava grandes humanistas mesmo em cidades de menor porte. E emendava: "Notavam-se em São João d'El-Rey typos de rara cultura, como o douto philologo Aureliano Pimentel, grammatico de autoridade reconhecida e acatada aquem e além-mar".
A "autoridade reconhecida" do "douto philologo" fez com que o imperador Pedro II o convidasse (e, como o professor não aceitasse o convite, intimasse) a se mudar para a Corte e lecionar no Colégio Imperial. Depois de anos no Rio, ele ficou desgostoso com a morte da esposa numa epidemia qualquer e conseguiu com o imperador a autorização para voltar a Minas, onde viveu até a morte. Hoje é nome de escolas e ruas e São João Del Rey e até de uma ruazinha na Ilha do Governador.
E era meu tataravô.
Por motivos de trabalho estava pesquisando na rede sobre médicos de importância histórica no Brasil e encontrei um texto de Eurico Villela (ele próprio um médico renomado) de 1935 sobre Carlos Chagas. Tratava-se de uma aula inaugural na Escola Nacional de Medicina. O estilo é empolado que só, mas, lá pelo meio, um trecho me chamou a atenção.
Villela falava da tradição de erudição mineira, que formava grandes humanistas mesmo em cidades de menor porte. E emendava: "Notavam-se em São João d'El-Rey typos de rara cultura, como o douto philologo Aureliano Pimentel, grammatico de autoridade reconhecida e acatada aquem e além-mar".
A "autoridade reconhecida" do "douto philologo" fez com que o imperador Pedro II o convidasse (e, como o professor não aceitasse o convite, intimasse) a se mudar para a Corte e lecionar no Colégio Imperial. Depois de anos no Rio, ele ficou desgostoso com a morte da esposa numa epidemia qualquer e conseguiu com o imperador a autorização para voltar a Minas, onde viveu até a morte. Hoje é nome de escolas e ruas e São João Del Rey e até de uma ruazinha na Ilha do Governador.
E era meu tataravô.
segunda-feira, 25 de julho de 2005
Antes que alguém fale
Antes que alguém fale
Sim, eu puxo saco de chefe - mesmo quando o chefe não tem.
Sim, eu puxo saco de chefe - mesmo quando o chefe não tem.
Convite
Convite
Povo, Cristiane Costa, editora de Nossa História, convida para o lançamento de seu novo livro, Pena de Aluguel - Escritores jornalistas no Brasil 1904-2004. Será amanhã (terça-feira, 26 de julho), às 19h, na Livraria da Travessa, Rua Visconde de Pirajá 572, Ipanema.
O livro, sua tese de doutorado em Cultura e Comunicação pela UFRJ, resgata, analisa e atualiza uma pesquisa feita no início do século XX por João do Rio, a respeito dos profissionais que combinavam a atividade literária com o trabalho jornalístico.
Povo, Cristiane Costa, editora de Nossa História, convida para o lançamento de seu novo livro, Pena de Aluguel - Escritores jornalistas no Brasil 1904-2004. Será amanhã (terça-feira, 26 de julho), às 19h, na Livraria da Travessa, Rua Visconde de Pirajá 572, Ipanema.
O livro, sua tese de doutorado em Cultura e Comunicação pela UFRJ, resgata, analisa e atualiza uma pesquisa feita no início do século XX por João do Rio, a respeito dos profissionais que combinavam a atividade literária com o trabalho jornalístico.
sábado, 23 de julho de 2005
Receita collorida
Receita collorida
O Jornal Nacional apresentou hoje uma extensa nota do deputado José Dirceu (PT-SP) acusando a imprensa de linchá-lo moralmente sem direito de defesa. Conforme a nota era lida por Sandra Anemberg, foi me atacando uma sensação de desconforto que demorei a compreender. Só entendi quando me lembrei do ex-presidente Fernando Collor, que reclamava da mesma coisa e era incapaz de efetivamente apresentar uma defesa de fato. Chegou a convocar uma cadeia de rádio e TV para reclamar da falta de oportunidade para de defender!
Após a nota, Renato Machado leu um editorial igualmente duro, contestando uma série de pontos e lembrando o que todo mundo que acompanha essa crise política já percebeu: José Dirceu não tentou se defender até agora. Dá respostas lacônicas, solta notas curtas e só. Nenhum discurso bombástico, nenhuma entrevista coletiva - ou mesmo exclusiva para algum órgão de peso -, nada. Não chegou sequer a tentar aquela patuscada deprimente do presidente Lula, que ignorou a imprensa brasileira e deu uma entrevista com indefensáveis sinais de armação para uma produtora da TV francesa. A menina demonstrava dominar as técnicas de entrevista tanto quanto eu domino a arte de fazer um permanente.
Numa boa, eu há muito me arrependera do voto em Lula, mas agora as coisas estão chegando às raias do nojo.
O Jornal Nacional apresentou hoje uma extensa nota do deputado José Dirceu (PT-SP) acusando a imprensa de linchá-lo moralmente sem direito de defesa. Conforme a nota era lida por Sandra Anemberg, foi me atacando uma sensação de desconforto que demorei a compreender. Só entendi quando me lembrei do ex-presidente Fernando Collor, que reclamava da mesma coisa e era incapaz de efetivamente apresentar uma defesa de fato. Chegou a convocar uma cadeia de rádio e TV para reclamar da falta de oportunidade para de defender!
Após a nota, Renato Machado leu um editorial igualmente duro, contestando uma série de pontos e lembrando o que todo mundo que acompanha essa crise política já percebeu: José Dirceu não tentou se defender até agora. Dá respostas lacônicas, solta notas curtas e só. Nenhum discurso bombástico, nenhuma entrevista coletiva - ou mesmo exclusiva para algum órgão de peso -, nada. Não chegou sequer a tentar aquela patuscada deprimente do presidente Lula, que ignorou a imprensa brasileira e deu uma entrevista com indefensáveis sinais de armação para uma produtora da TV francesa. A menina demonstrava dominar as técnicas de entrevista tanto quanto eu domino a arte de fazer um permanente.
Numa boa, eu há muito me arrependera do voto em Lula, mas agora as coisas estão chegando às raias do nojo.
sexta-feira, 22 de julho de 2005
Aliás
Aliás
Os petistas cearenses até admitem botar a mão na grana, mas exigem uma lavagem do dinheiro antes.
A partir de idéia da Luana
Os petistas cearenses até admitem botar a mão na grana, mas exigem uma lavagem do dinheiro antes.
A partir de idéia da Luana