Chuck Norris - O homem, a lenda
As lágrimas do Chuck Norris curam câncer. Mas ele é tão mau, que nunca chorou. Nunca.
Chuck Norris não dorme. Ele espera.
Chuck Norris está atualmente processando a NBC, dizendo que Lei e Ordem são os nomes patenteados para sua perna esquerda e sua perna direita.
Se você pode ver Chuck Norris, ele pode ver você. Se não não pode ver Chuck Norris, você pode estar apenas segundos longe da morte.
Chuck Norris contou até o infinito. Duas vezes.
Numa impressão muito boa da última página do Livro Guiness está escrito que todos os recordes do mundo pertencem a Chuck Norris, e aqueles que são listados no livro são simplesmente o mais perto que alguém já chegou.
A Grande Muralha da China foi originalmente construída pra impedir o Chuck Norris de entrar. Ela falhou miseravelmente.
Se você perguntar ao Chuck Norris que horas são, ele sempre dirá, "Dois segundos até." Depois de você perguntar "Dois segundos até o que?" ele te dá um roundhouse kick na sua cara.
Chuck Norris vendeu sua alma ao diabo para ter seu visual e suas habilidades incomparáveis de artes marciais. Pouco tempo depois da transação terminar, Chuck deu um roundhouse kick na cara do diabo e pegou sua alma de volta. O diabo, que aprecia ironia, não conseguiu ficar bravo e admitiu que deveria ter previsto isso. Eles agora jogam poker toda segunda quarta-feira do mês.
Chuck Norris uma vez comeu 72 quilos de carne em uma hora. Ele passou os primeiros 45 minutos fazendo sexo com a garçonete.
Quando Chuck Norris recebe os impostos, ele manda de volta folhas brancas com uma foto dele agachado, pronto para atacar. Chuck Norris não teve que pagar impostos nunca.
Chuck Norris originalmente apareceu no jogo "Street Fighter II", mas foi removido por Beta Testers porque todos os botões faziam ele dar um roundhouse kick. Quando perguntaram sobre esse "glitch", Norris respondeu: "Isso não é glitch."
Chuck Norris tem duas velocidades: Andar e Matar.
Uma vez Chuck Norris desafiou Lance Armstrong para ver quem tem mais testículos. Chuck Norris ganhou por 5.
Uma vez Chuck Norris comeu um bolo inteiro antes que seus amigos pudessem lhe contar que havia uma stripper dentro.
Wilt Chamberlein diz que dormiu com mais de 20.000 mulheres em toda sua vida. Chuck Norris chama isso de uma "terça feira monótona".
Quando Deus falou: "Que se faça a luz!", Chuck Norris disse: "Diga 'por favor' "
Uma vez Chuck Norris desceu a rua com uma ereção massiva. Não houve sobreviventes.
Chuck Norris não lê livros, ele os encara até conseguir toda a informação que precisa.
Chuck Norris jogou roleta russa com um revólver totalmente carregado e ganhou.
Chuck Norris não tem um forno ou microondas, pois a vingança é um prato que se come frio.
Chuck Norris pediu um Big Mac no Burger King. E foi atendido.
Algumas pessoas usam uniforme do Superman. Já o Superman usa uniforme do Chuck Norris.
Chuck Norris uma vez tomou um vidro inteiro de pílulas para dormir. Elas fizeram ele piscar.
Chuck Norris é a razão porque Wally (onde está Wally?) se esconde.
Chuck Norris PODE dividir por zero.
A unidade militar Chuck Norris não foi usada no jogo Civilization 4, porque Chuck Norris pode sozinho derrotar um exército inteiro.
Hiroshima e Nagasaki nunca foram atingidos por uma bomba. Chuck Norris pulou de um avião e deu um soco no chão.
Cientistas estimaram que o Big Bang libera energia igual a 1CNRHK( Chuck Norris Roundhouse kick)
Chuck Norris SEMPRE sabe a localização exata de Carmem Sandiego.
A maioria das pessoas tem 23 pares de cromossomos. Chuck Norris tem 72 pares, e todos eles são venenosos.
Chuck Norris tem a melhor expressão de poker do mundo. Ele venceu um torneio de poker em 1983, e na mão ele só tinha um coringa, uma carta 'saída-livre da prisão', do banco imobiliário, um dois de paus, um 7 de espadas, e uma carta verde número quatro do jogo UNO.
Deus precisava de 10 dias para construir o mundo. Chuck norris deu a ele 6 dias e só.
Ozzy Osbourne morde cabeças de morcegos. Chuck norris morde cabeças de Ozzy Osbournes.
O título original para Star Wars foi "Skywalker: Texas Ranger", estrelando Chuck Norris
Chuk Norris não tem casa. Ele anda aleatoriamente pelas casas e seus moradores se mudam.
Chuck Norris não caça porque caçar inclui a possibilidade de fracasso. Chuck Norris mata.
Os Dinossauros olharam torto para Chuck Norris uma vez. UMA VEZ.
Quando o bicho papão vai dormir, ele deixa a luz acesa com medo de Chuck Norris.
Chuck Norris já foi a Marte; isso explica porque não há sinal de vida por lá.
Chuck Norris dorme de luz acesa. Não porque Chuck Norris tem medo do escuro, mas porque o escuro tem medo de Chuck Norris
Chuck Norris não é forte como um touro. Touros são forte como Chuck Norris.
Se você errar algum dia, obviamente você não é Chuck Norris
Se Chuck Norris se atrasar, é melhor o tempo ficar mais devagar.
Chuck Norris perdeu sua virgindade antes do seu pai.
Antes de esquecer um presente de Chuck Norris, Papai Noel existia.
Cortesia do Xandão, que não indicou a fonte.
Espaço onde o jornalista Leonardo Pimentel pode se dedicar a falar mal do que bem entender.
Aviso
Apesar de criado por um jornalista, este blog não é nem pretende ser imparcial. Ele reflete minhas opiniões, meus gostos, desgostos, preconceitos e pós-conceitos. Se alguém se sentir ofendido, "paciência"...
Se quiser, mande-me um e-mail
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006
Entre Teerã e Tel-Aviv
Entre Teerã e Tel-Aviv
Como forma de solidariedade aos iranianos na reação às charges do jornal dinamarquês, mas sem arrumar encrenca com meus amigos judeus, abro aqui um concurso de piadas de dinamarqueses. Mandem suas piadas.
Segue logo a primeira:
Dois dinamarqueses, um chamado Manüelssen e outro chamado Joäquinssen, vinham andando por uma calçada quando viram um monte de bosta de cachorro dinamarquês.
- Olhe, Manüelssen, é bosta.
- Não, Joäquinssen, não é bosta, não.
- É sim.
- Não é, não
Nisso Joäquinssen enfia o dedo no monte e reafirma: "É bosta!" Manüelssen, repete o gesto e nega: "Não é bosta, não!".
Inconformado, Joäquinssen, bota o dedo de novo e dessa vez lambe. "É bosta, sim!". Manüelssen, enfia o dedo, lambe, pensa um pouco e admite: "Realmente, é bosta. Ainda bem que nós não pisamos."
Como forma de solidariedade aos iranianos na reação às charges do jornal dinamarquês, mas sem arrumar encrenca com meus amigos judeus, abro aqui um concurso de piadas de dinamarqueses. Mandem suas piadas.
Segue logo a primeira:
Dois dinamarqueses, um chamado Manüelssen e outro chamado Joäquinssen, vinham andando por uma calçada quando viram um monte de bosta de cachorro dinamarquês.
- Olhe, Manüelssen, é bosta.
- Não, Joäquinssen, não é bosta, não.
- É sim.
- Não é, não
Nisso Joäquinssen enfia o dedo no monte e reafirma: "É bosta!" Manüelssen, repete o gesto e nega: "Não é bosta, não!".
Inconformado, Joäquinssen, bota o dedo de novo e dessa vez lambe. "É bosta, sim!". Manüelssen, enfia o dedo, lambe, pensa um pouco e admite: "Realmente, é bosta. Ainda bem que nós não pisamos."
Sobrou pra eles...
Sobrou pra eles...
Do meu querido amigo Henrique Koifman, num rápido bate-papo de calçada hoje no Centro do Rio:
"Engraçado. Um jornal da Dinamarca publica charges ofensivas a Maomé e ao Islã. Como o Irã reage? Fazendo um concurso de charges sobre judeus e o Holocausto..."
Depois reclamam de eles terem mania de perseguição.
Do meu querido amigo Henrique Koifman, num rápido bate-papo de calçada hoje no Centro do Rio:
"Engraçado. Um jornal da Dinamarca publica charges ofensivas a Maomé e ao Islã. Como o Irã reage? Fazendo um concurso de charges sobre judeus e o Holocausto..."
Depois reclamam de eles terem mania de perseguição.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
O branco dos olhos
Minha querida Claudia Manes me indicou um site que, em teoria, é uma das coisas mais interessantes que já vi: Pandora. Infelizmente, no meu caso, a alusão ao mito da Caixa de Pandora foi literal. Porém, alguém com o gosto musical mais abrangente e um senso de humor menos beligerante (como Claudia, em ambos os casos) pode tirar grande proveito.
Pandora é basicamente um gerenciador de rádios personalizadas on line associado ao Music Genome Project. Como o site explica, há seis anos um grupo de músicos e de profissionais de TI se reuniu para criar um grande "mapa genético" da música. Estabeleceram uma enorme série de características que seriam os "genes" de cada música e se dedicaram a ouvir criticamente faixas de mais de dez mil artistas, assinalando que "genes" estariam presentes em cada uma.
A partir dessa impressionante base de dados, o usuário monta sua rádio, escolhendo um artista ou uma música em especial para servir de parâmetro. A partir dessa informação inicial, o sistema analisa os "genes" do parâmetro e procura outras músicas que compartilhem uma ou mais características genéticas. Podemos acrescentar músicas e artistas à estação, dando novos parâmetros para a base de dados selecionar. Da mesma forma, quando uma música está tocando, podemos dizer se gostamos (ela passa a ser um parâmetro) ou não (ela é banida da programação).
Poxa, mas se Pandora faz isso tudo, do que você reclamou lá em cima? O problema é que, na prática, a teoria é outra. Os chamados "genes" são demasiado vagos, o que acaba provocando um rififi na zona auditivo. Por exemplo, "ritmo medianamente sincopado" se aplica tanto a Pictures at an exibition, do Emerson, Lake & Palmer, quanto à maioria dos reggaes. Como eu disse, o sujeito tem que ter um gosto musical pra lá de amplo para não se irritar um pouco.
Vou dar um exemplo bem prático. Criei uma estação tendo como parâmetro inicial a banda finlandesa Nightwish. Para quem não conhece, vai um resuminho: no início dos anos 90, o tecladista e compositor Tuomas Holopainen e o guitarrista Emppu Vourinen convidaram uma amiga que estudava canto lírico, Tarja Turunen, para um projeto acústico que não decolou. Com a adição do baterista Jukka Nevelainen o grupo virou uma banda de heavy metal com fortes influencias góticas, progressivas e, claro, clássicas. Tudo temperado com doses cavalares de culpa cristã nas letras de Holopainen (como essa gente gosta de sofrer!).
O problema da minha estação está nos "genes", que, como eu disse são vagos. "Raízes no hard rock", "moderada síncope rítmica", "estética centrada nos vocais", "uso de harmonias vocais", "tons menores" etc. Todos estão certinhos, mas, isoladamente, se aplicam a praticamente qualquer coisa. "Uso de harmonias vocais" jogou Prince na minha estação... Qual a semelhança entre Prince e Tarja Turunen? Deixa eu ver... Bem, são mamíferos, bípedes e gostam de homem. "Raízes no hard rock" jogou Tesla e Night Ranger, bandinhas de pop pesado americano dos anos 80. O que os integrantes das duas bandas têm em comum com os do Nightwish? O branco dos olhos, talvez...
O que dá para fazer é tentar dirigir um pouco a programação, indicar que não gosta daquela música, o que também é útil para filtrar o que realmente é parecido. Por exemplo, acho Evanescence uma versão nu metal (ergo, burra, comercial e mal-tocada) dos sucedâneos europeus de Nightwish, mas realmente se enquadra no estilo. O jeito é filtrar. Mas até isso tem limitações. Eles não podem oferecer um serviço de busque-e-toque, no qual você pede uma determinada música e ela é logo executada. Para evitar que o ouvinte use assim o sistema, pulando as músicas até chegar na que pediu, eles estabeleceram um limite de dez descartes por hora. O chato é que isso inclui as que você não gosta. Hoje, encarei uma seqüência desastrosa, descartando dez músicas em dezoito. A décima-nona (que diabos Hoodoo Gurus tem a ver com Nightwish?) eu tive que ouvir até o fim.
"Por que você não desiste, pára de esquentar a cabeça e faz suas listas de MP3 só com o que gosta?", pode perguntar alguém que talvez não me conheça tão bem. Acontece que eu ignoro (ou pelo menos tento ignorar) aquilo que detesto. Se achasse Pandora uma perda de tempo completa, não publicaria nada aqui, ou diria, no máximo, "fuja que é fria". Não é o caso. Mandei um e-mail reclamando dos critérios, veto às vezes quatro ou cinco músicas em seqüência, mas continuo achando que a idéia é boa e ouvindo uma ou outra novidade interessante. Afinal, Esperança está lá no fundo da caixa.
Ah, uma última curiosidade. Oficialmente não era para eu estar usando Pandora. Como, segundo eles, a legislação de música digital varia de país para país, atualmente só poderiam prestar serviços para usuários nos EUA. Para isso, pedem que a pessoa forneça o ZIP code (o CEP lá deles) no registro. Claro que isso mais pro forma que aviso de "proibido para menores" em revista de mulher nua. Qualquer número de cinco dígitos é aceito; o famoso jeitinho norte-americano...
Minha querida Claudia Manes me indicou um site que, em teoria, é uma das coisas mais interessantes que já vi: Pandora. Infelizmente, no meu caso, a alusão ao mito da Caixa de Pandora foi literal. Porém, alguém com o gosto musical mais abrangente e um senso de humor menos beligerante (como Claudia, em ambos os casos) pode tirar grande proveito.
Pandora é basicamente um gerenciador de rádios personalizadas on line associado ao Music Genome Project. Como o site explica, há seis anos um grupo de músicos e de profissionais de TI se reuniu para criar um grande "mapa genético" da música. Estabeleceram uma enorme série de características que seriam os "genes" de cada música e se dedicaram a ouvir criticamente faixas de mais de dez mil artistas, assinalando que "genes" estariam presentes em cada uma.
A partir dessa impressionante base de dados, o usuário monta sua rádio, escolhendo um artista ou uma música em especial para servir de parâmetro. A partir dessa informação inicial, o sistema analisa os "genes" do parâmetro e procura outras músicas que compartilhem uma ou mais características genéticas. Podemos acrescentar músicas e artistas à estação, dando novos parâmetros para a base de dados selecionar. Da mesma forma, quando uma música está tocando, podemos dizer se gostamos (ela passa a ser um parâmetro) ou não (ela é banida da programação).
Poxa, mas se Pandora faz isso tudo, do que você reclamou lá em cima? O problema é que, na prática, a teoria é outra. Os chamados "genes" são demasiado vagos, o que acaba provocando um rififi na zona auditivo. Por exemplo, "ritmo medianamente sincopado" se aplica tanto a Pictures at an exibition, do Emerson, Lake & Palmer, quanto à maioria dos reggaes. Como eu disse, o sujeito tem que ter um gosto musical pra lá de amplo para não se irritar um pouco.
Vou dar um exemplo bem prático. Criei uma estação tendo como parâmetro inicial a banda finlandesa Nightwish. Para quem não conhece, vai um resuminho: no início dos anos 90, o tecladista e compositor Tuomas Holopainen e o guitarrista Emppu Vourinen convidaram uma amiga que estudava canto lírico, Tarja Turunen, para um projeto acústico que não decolou. Com a adição do baterista Jukka Nevelainen o grupo virou uma banda de heavy metal com fortes influencias góticas, progressivas e, claro, clássicas. Tudo temperado com doses cavalares de culpa cristã nas letras de Holopainen (como essa gente gosta de sofrer!).
O problema da minha estação está nos "genes", que, como eu disse são vagos. "Raízes no hard rock", "moderada síncope rítmica", "estética centrada nos vocais", "uso de harmonias vocais", "tons menores" etc. Todos estão certinhos, mas, isoladamente, se aplicam a praticamente qualquer coisa. "Uso de harmonias vocais" jogou Prince na minha estação... Qual a semelhança entre Prince e Tarja Turunen? Deixa eu ver... Bem, são mamíferos, bípedes e gostam de homem. "Raízes no hard rock" jogou Tesla e Night Ranger, bandinhas de pop pesado americano dos anos 80. O que os integrantes das duas bandas têm em comum com os do Nightwish? O branco dos olhos, talvez...
O que dá para fazer é tentar dirigir um pouco a programação, indicar que não gosta daquela música, o que também é útil para filtrar o que realmente é parecido. Por exemplo, acho Evanescence uma versão nu metal (ergo, burra, comercial e mal-tocada) dos sucedâneos europeus de Nightwish, mas realmente se enquadra no estilo. O jeito é filtrar. Mas até isso tem limitações. Eles não podem oferecer um serviço de busque-e-toque, no qual você pede uma determinada música e ela é logo executada. Para evitar que o ouvinte use assim o sistema, pulando as músicas até chegar na que pediu, eles estabeleceram um limite de dez descartes por hora. O chato é que isso inclui as que você não gosta. Hoje, encarei uma seqüência desastrosa, descartando dez músicas em dezoito. A décima-nona (que diabos Hoodoo Gurus tem a ver com Nightwish?) eu tive que ouvir até o fim.
"Por que você não desiste, pára de esquentar a cabeça e faz suas listas de MP3 só com o que gosta?", pode perguntar alguém que talvez não me conheça tão bem. Acontece que eu ignoro (ou pelo menos tento ignorar) aquilo que detesto. Se achasse Pandora uma perda de tempo completa, não publicaria nada aqui, ou diria, no máximo, "fuja que é fria". Não é o caso. Mandei um e-mail reclamando dos critérios, veto às vezes quatro ou cinco músicas em seqüência, mas continuo achando que a idéia é boa e ouvindo uma ou outra novidade interessante. Afinal, Esperança está lá no fundo da caixa.
Ah, uma última curiosidade. Oficialmente não era para eu estar usando Pandora. Como, segundo eles, a legislação de música digital varia de país para país, atualmente só poderiam prestar serviços para usuários nos EUA. Para isso, pedem que a pessoa forneça o ZIP code (o CEP lá deles) no registro. Claro que isso mais pro forma que aviso de "proibido para menores" em revista de mulher nua. Qualquer número de cinco dígitos é aceito; o famoso jeitinho norte-americano...
quarta-feira, 18 de janeiro de 2006
Momento mágico
Momento mágico
Dizem que uma invenção só pode ser classificada como boa ou má após se observar o seu uso. Se for verdade, a TV provou que é uma invenção maravilhosa. Tive a oportunidade de testemunhar ontem um momento mágico dessa tecnologia do entretenimento, com imagens de rara poesia, despertando o que de melhor e mais nobre existe dentro de cada um:
Luta livre de mulheres nuas, com apresentação de Carmem Electra.
Passa à meia-noite de terça no canal FX (54 da Net) e comprova que ainda há esperanças para a raça humana. Compensa com folga o fim de O mundo dos homens, que passava no Multishow.
Dizem que uma invenção só pode ser classificada como boa ou má após se observar o seu uso. Se for verdade, a TV provou que é uma invenção maravilhosa. Tive a oportunidade de testemunhar ontem um momento mágico dessa tecnologia do entretenimento, com imagens de rara poesia, despertando o que de melhor e mais nobre existe dentro de cada um:
Luta livre de mulheres nuas, com apresentação de Carmem Electra.
Passa à meia-noite de terça no canal FX (54 da Net) e comprova que ainda há esperanças para a raça humana. Compensa com folga o fim de O mundo dos homens, que passava no Multishow.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2006
Sim, foi nossa culpa
Sim, foi nossa culpa
O que dói nesse texto de Augusto Nunes é que tudo isso foi dito um caminhão de vezes ao longo dos anos. Todos nós, que fizemos a besteira, sabíamos.
O que dói nesse texto de Augusto Nunes é que tudo isso foi dito um caminhão de vezes ao longo dos anos. Todos nós, que fizemos a besteira, sabíamos.
terça-feira, 10 de janeiro de 2006
Devagar com o andor
Devagar com o andor
Apesar de eu mesmo ser um eleitor arrependido de Lula e de achar que ele já leva uma vida muito mansa no Supremo Tribunal Federal, mas não pude deixar de estranhar a grita dos juízes diante da possibilidade de o ex-ministro da Educação e ex-presidente do PT Tarso Genro ser nomeado ministro do STF. O argumento é que, pelas relações próximas com o presidente, Tarso Genro não teria isenção para julgar causas envolvendo o governo.
Ok, mas... perguntinha da produção do nosso programa. Os nobilíssimos magistrados também protestaram em 1997, quando Fernando Henrique nomeou o hoje presidente do tribunal, Nelson Jobim? Mesmo sendo de outro partido, o PMDB, Jobim era amigo próximo do presidente e colaborador direto. Fora ministro da Justiça de FH, nada menos. E, até onde me lembro, jamais votou contra o interesse do governo em casos levados ao Supremo no decorrer do segundo mandato de FH.
Lula tem, como constatamos diariamente, um navio cargueiro de defeitos. A originalidade, porém, não é um deles. Raras são as suas canalhices que não recriam padrões do governo anterior - a diferença é que antes um monte de gente ficava quietinha.
Apesar de eu mesmo ser um eleitor arrependido de Lula e de achar que ele já leva uma vida muito mansa no Supremo Tribunal Federal, mas não pude deixar de estranhar a grita dos juízes diante da possibilidade de o ex-ministro da Educação e ex-presidente do PT Tarso Genro ser nomeado ministro do STF. O argumento é que, pelas relações próximas com o presidente, Tarso Genro não teria isenção para julgar causas envolvendo o governo.
Ok, mas... perguntinha da produção do nosso programa. Os nobilíssimos magistrados também protestaram em 1997, quando Fernando Henrique nomeou o hoje presidente do tribunal, Nelson Jobim? Mesmo sendo de outro partido, o PMDB, Jobim era amigo próximo do presidente e colaborador direto. Fora ministro da Justiça de FH, nada menos. E, até onde me lembro, jamais votou contra o interesse do governo em casos levados ao Supremo no decorrer do segundo mandato de FH.
Lula tem, como constatamos diariamente, um navio cargueiro de defeitos. A originalidade, porém, não é um deles. Raras são as suas canalhices que não recriam padrões do governo anterior - a diferença é que antes um monte de gente ficava quietinha.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2006
Diálogos, alias "triálogos", X-Crotos - Pornofonia vestibulanda
Diálogos, alias "triálogos", X-Crotos - Pornofonia vestibulanda
Essa aconteceu no segundo semestre de 1985. Eu fazia pré-vestibular à noite no curso Miguel Couto da Tijuca. A turma era muito boa, em termos de farra - bar pelo menos toda sexta e festa todo sábado, freqüentemente estendendo-se até o domingo. Uma delas aconteceu na casa da Jennifer, um mini-palacete na Rua Alice, com direito a piscina e um baita jardim. De grande, Jennifer não tinha só a casa. Apesar de ser uma pessoa extremamente agradável, o que queríamos mesmo era vê-la pelas costas... Ela sabia e se orgulhava, ainda que fizesse gênero de constrangida.
Bem, na dita festa, estava eu conversando com Márcio quando passa a anfitriã - ainda por cima de biquíni.
Eu: "Atenção, povo do patrimônio cultural, que vai passar um monumento."
Jennifer (rindo): "Vocês me deixam constrangida. Eu vou acabar cortando minha bunda fora."
Eu: "A gente pega e faz uma rabada."
Márcio (suspirando): "Hummmm, Jennifer em rabada deve ser tudo de bom..."
Essa aconteceu no segundo semestre de 1985. Eu fazia pré-vestibular à noite no curso Miguel Couto da Tijuca. A turma era muito boa, em termos de farra - bar pelo menos toda sexta e festa todo sábado, freqüentemente estendendo-se até o domingo. Uma delas aconteceu na casa da Jennifer, um mini-palacete na Rua Alice, com direito a piscina e um baita jardim. De grande, Jennifer não tinha só a casa. Apesar de ser uma pessoa extremamente agradável, o que queríamos mesmo era vê-la pelas costas... Ela sabia e se orgulhava, ainda que fizesse gênero de constrangida.
Bem, na dita festa, estava eu conversando com Márcio quando passa a anfitriã - ainda por cima de biquíni.
Eu: "Atenção, povo do patrimônio cultural, que vai passar um monumento."
Jennifer (rindo): "Vocês me deixam constrangida. Eu vou acabar cortando minha bunda fora."
Eu: "A gente pega e faz uma rabada."
Márcio (suspirando): "Hummmm, Jennifer em rabada deve ser tudo de bom..."
quinta-feira, 5 de janeiro de 2006
Aventureiros de Praia Brava
Aventureiros de Praia Brava
Uma parte do meu clã foi passar as festas de fim de ano em Praia Brava, numa casa emprestada. Patrícia, Marcos, Beatriz, Maria Cristina e Fernando na casa felizes da vida, até descobrirem embaixo de uma das camas, um lagarto que, embora não fosse nenhum dragão de Komodo, era bem mais parrudo que uma lagartixa.
Minhas irmãs e minha sobrinha, claro, deram o faniquito regulamentar e deixaram com meus cunhados a responsabilidade de lidar com a besta-fera. Marcos, que é da Marinha, topava até dar tiro de canhão no lagarto, desde que não precisasse chegar perto. Fernando (meu cunhado freqüentemente citado aqui) também não queria contato físico com o terrível réptil. Decidiram então deixar a janela aberta para ver se ele se mandava. Não colou.
Diante da teimosia do bicho, fizeram o que qualquer pessoa civilizada faria: chamaram um rude nativo (peão de alguma obra em casa de veraneio) para enxotar o monstro. Só que o sujeito não devia ser tão rude assim, pois nem ele queria chegar perto. O máximo que fez foi, com uma vara, tentar afugentar o intruso - que não tomou conhecimento.
Por conta desse imobilismo, concluíram que o tal lagarto estava morto - mas ninguém tinha coragem de tocá-lo. Com muito custo, Fernando jogou um pano sobre o cadáver e o enrolou. O pobre animal estava tão morto que até enrijecera.
Foi quando Fernando teve a seguinte idéia: Levar o defunto para o restaurante do qual é sócio (não vou dizer o nome para não afugentar clientela) e usá-lo para assustar um garçom que tinha medo desses bichos. Como se eles não estivessem, minutos antes, se borrando...
Na segunda-feira, voltou para o Rio com o falecido, chegou no restaurante, chamou o garçom e disse que tinha um negócio para ele. Quando o sujeito viu o que era, tomou um susto, depois parou, olhou bem, foi lá, mexeu no bicho e disse:
- Poxa, seu Fernando. Esse lagarto de plástico quase me enganou...
Narrado, às gargalhadas, pelo meu pai
Uma parte do meu clã foi passar as festas de fim de ano em Praia Brava, numa casa emprestada. Patrícia, Marcos, Beatriz, Maria Cristina e Fernando na casa felizes da vida, até descobrirem embaixo de uma das camas, um lagarto que, embora não fosse nenhum dragão de Komodo, era bem mais parrudo que uma lagartixa.
Minhas irmãs e minha sobrinha, claro, deram o faniquito regulamentar e deixaram com meus cunhados a responsabilidade de lidar com a besta-fera. Marcos, que é da Marinha, topava até dar tiro de canhão no lagarto, desde que não precisasse chegar perto. Fernando (meu cunhado freqüentemente citado aqui) também não queria contato físico com o terrível réptil. Decidiram então deixar a janela aberta para ver se ele se mandava. Não colou.
Diante da teimosia do bicho, fizeram o que qualquer pessoa civilizada faria: chamaram um rude nativo (peão de alguma obra em casa de veraneio) para enxotar o monstro. Só que o sujeito não devia ser tão rude assim, pois nem ele queria chegar perto. O máximo que fez foi, com uma vara, tentar afugentar o intruso - que não tomou conhecimento.
Por conta desse imobilismo, concluíram que o tal lagarto estava morto - mas ninguém tinha coragem de tocá-lo. Com muito custo, Fernando jogou um pano sobre o cadáver e o enrolou. O pobre animal estava tão morto que até enrijecera.
Foi quando Fernando teve a seguinte idéia: Levar o defunto para o restaurante do qual é sócio (não vou dizer o nome para não afugentar clientela) e usá-lo para assustar um garçom que tinha medo desses bichos. Como se eles não estivessem, minutos antes, se borrando...
Na segunda-feira, voltou para o Rio com o falecido, chegou no restaurante, chamou o garçom e disse que tinha um negócio para ele. Quando o sujeito viu o que era, tomou um susto, depois parou, olhou bem, foi lá, mexeu no bicho e disse:
- Poxa, seu Fernando. Esse lagarto de plástico quase me enganou...
Narrado, às gargalhadas, pelo meu pai
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
Diálogos X-Crotos - Sinceridade infantil
Diálogos X-Crotos - Sinceridade infantil
Minha irmã Maria Cristina, que está grávida, conversando com nossa sobrinha Beatriz, de quatro anos:
- Quando o neném da dinda nascer você vai implicar com ele do jeito que implica com a Luísa?
- Claro que não, né dinda? Ele vai nascer pequenininho. Tem que esperar crescer um pouco.
Minha irmã Maria Cristina, que está grávida, conversando com nossa sobrinha Beatriz, de quatro anos:
- Quando o neném da dinda nascer você vai implicar com ele do jeito que implica com a Luísa?
- Claro que não, né dinda? Ele vai nascer pequenininho. Tem que esperar crescer um pouco.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2005
Para anotar
Para anotar
Povo,
Do blog do no mínimo vem a lista de deputados que, até o momento, abriram mão da verba extra pela convocação extraordinária. Caso seu deputado não esteja na lista, veja aqui o e-mail dele e solte o verbo.
Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ)
Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP)
Armando Monteiro Neto (PTB-PE)
Chico Alencar (PSOL-RJ)
Doutor Rosinha (PT-PR)
Fernando Gabeira (PV-RJ)
Iris Simões (PTB-PR)
José Chaves (PTB-PE)
José Múcio Monteiro (PTB-PE)
Lincoln Portela (PL-MG)
Luciano Zica (PT-SP)
Luiz Antônio Fleury Filho (PTB-SP)
Mauro Passos (PT-SC)
Orlando Desconsi (PT-RS)
Orlando Fantazzini (PSOL-SP)
Paulo Rubem Santiago (PT-PE)
Walter Pinheiro (PT-BA)
Povo,
Do blog do no mínimo vem a lista de deputados que, até o momento, abriram mão da verba extra pela convocação extraordinária. Caso seu deputado não esteja na lista, veja aqui o e-mail dele e solte o verbo.
Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ)
Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP)
Armando Monteiro Neto (PTB-PE)
Chico Alencar (PSOL-RJ)
Doutor Rosinha (PT-PR)
Fernando Gabeira (PV-RJ)
Iris Simões (PTB-PR)
José Chaves (PTB-PE)
José Múcio Monteiro (PTB-PE)
Lincoln Portela (PL-MG)
Luciano Zica (PT-SP)
Luiz Antônio Fleury Filho (PTB-SP)
Mauro Passos (PT-SC)
Orlando Desconsi (PT-RS)
Orlando Fantazzini (PSOL-SP)
Paulo Rubem Santiago (PT-PE)
Walter Pinheiro (PT-BA)
quarta-feira, 14 de dezembro de 2005
Valeu!!!
Valeu!!!
Prazados, o lançamento do livro foi um sucesso! Quero agradecer a todos os amigos que estiveram presentes. Os que não puderam ir podem se redimir comprando o livro para si e dando de presente para os amigos. ;-)
Prazados, o lançamento do livro foi um sucesso! Quero agradecer a todos os amigos que estiveram presentes. Os que não puderam ir podem se redimir comprando o livro para si e dando de presente para os amigos. ;-)
quinta-feira, 8 de dezembro de 2005
Atenção, galera
Atenção, galera
Reparando um injustição online, o texto sobre a reforma ortográfica publicado aqui há alguns dias é da minha querida Cyntia, consorte (com trocadilho) do Almirante Nelson. O original está aqui, no Cyn City, o blog dela - com assento permanente na nossa lista de recomendados.
Reparando um injustição online, o texto sobre a reforma ortográfica publicado aqui há alguns dias é da minha querida Cyntia, consorte (com trocadilho) do Almirante Nelson. O original está aqui, no Cyn City, o blog dela - com assento permanente na nossa lista de recomendados.
terça-feira, 6 de dezembro de 2005
Velho antipático
Velho antipático
Verdade seja dita: Eu adoro Jethro Tull, mas esta música é muito escrota.
Fat Man
Don't want to be a fat man,
people would think that I was
just good fun.
Would rather be a thin man,
I am so glad to go on being one.
Too much to carry around with you,
no chance of finding a woman who
will love you in the morning and all the night time too.
Don't want to be a fat man,
have not the patience to ignore all that.
Hate to admit to myself half of my problems
came from being fat.
Won't waste my time feeling sorry for him,
I seen the other side to being thin.
Roll us both down a mountain
and I'm sure the fat man would win.
Verdade seja dita: Eu adoro Jethro Tull, mas esta música é muito escrota.
Fat Man
Don't want to be a fat man,
people would think that I was
just good fun.
Would rather be a thin man,
I am so glad to go on being one.
Too much to carry around with you,
no chance of finding a woman who
will love you in the morning and all the night time too.
Don't want to be a fat man,
have not the patience to ignore all that.
Hate to admit to myself half of my problems
came from being fat.
Won't waste my time feeling sorry for him,
I seen the other side to being thin.
Roll us both down a mountain
and I'm sure the fat man would win.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2005
Reforma Ortográfica
Reforma Ortográfica
Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo. Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.
No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.
Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados. O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe. Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a vida a jente.
No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.
No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu. Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo. Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.
No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ? os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.
Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us adivogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti olia ço ki maravilia.
Brinde da minha querida Mônica.
Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo. Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.
No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.
Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados. O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe. Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a vida a jente.
No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.
No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu. Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo. Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.
No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ? os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.
Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us adivogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti olia ço ki maravilia.
Brinde da minha querida Mônica.
quarta-feira, 23 de novembro de 2005
Oficial
Oficial
Prezados
Este é o convite oficial para o lançamento do meu livro Som no PC (juntamente com Fotos no PC, do meu prezado Nelson Vasconcelos). Vai ser na livraria DaConde, Rua Conde de Bernadotte, 26, lj 125, Leblon, no dia 13 de dezembro (terça-feira), a partir das 19h30. Aguardo vocês lá.
Prezados
Este é o convite oficial para o lançamento do meu livro Som no PC (juntamente com Fotos no PC, do meu prezado Nelson Vasconcelos). Vai ser na livraria DaConde, Rua Conde de Bernadotte, 26, lj 125, Leblon, no dia 13 de dezembro (terça-feira), a partir das 19h30. Aguardo vocês lá.
segunda-feira, 14 de novembro de 2005
Bendito engano (ou picaretagem)
Bendito engano (ou picaretagem)
Aliás, tem uma outra história divertida envolvendo o Skid Row. Em 1967, jovens irlandeses formaram um power trio com esse nome. O grupo, que fazia um excelente blues anabolizado na linha do Cream, teve vida curta, mas serviu para tirar do anonimato um certo Gary Moore, responsável pela guitarra e pelos vocais.
Contextualizando um pouco, eu já prestei consultoria para gravadoras e posso atestar: na maior parte das vezes os caras não têm a menor idéia do que estão fazendo. Se alguma lança acidentalmente um produto que faz sucesso, todas correm atrás imitando. Foi nessa que, no início dos anos 90, quando o Skid Row americano estourou aqui com a balada baba "I remember you", para a alegria da gravadora Warner, a Sony jogou na ruas o primeiro e auto-entitulado disco do Skid Row irlandês. Sem, claro, qualquer aviso de que não tinha nenhuma relação com Sebastian Bach e sua turma. Melhor para nós, que temos acesso a esse disco sem morrer nuns dólares.
Mas não se pode sacanear só as gravadoras. A Amazon também caiu no conto da banda homônima. Na página dela, 34 hours, segundo e último disco da banda irlandesa, está listado na coleção dos americanos. Pior ainda, há um aviso recomendando como congêneres Telsa, Warrant e (essa é pra revirar o estômago) Cinderella.
Aliás, tem uma outra história divertida envolvendo o Skid Row. Em 1967, jovens irlandeses formaram um power trio com esse nome. O grupo, que fazia um excelente blues anabolizado na linha do Cream, teve vida curta, mas serviu para tirar do anonimato um certo Gary Moore, responsável pela guitarra e pelos vocais.
Contextualizando um pouco, eu já prestei consultoria para gravadoras e posso atestar: na maior parte das vezes os caras não têm a menor idéia do que estão fazendo. Se alguma lança acidentalmente um produto que faz sucesso, todas correm atrás imitando. Foi nessa que, no início dos anos 90, quando o Skid Row americano estourou aqui com a balada baba "I remember you", para a alegria da gravadora Warner, a Sony jogou na ruas o primeiro e auto-entitulado disco do Skid Row irlandês. Sem, claro, qualquer aviso de que não tinha nenhuma relação com Sebastian Bach e sua turma. Melhor para nós, que temos acesso a esse disco sem morrer nuns dólares.
Mas não se pode sacanear só as gravadoras. A Amazon também caiu no conto da banda homônima. Na página dela, 34 hours, segundo e último disco da banda irlandesa, está listado na coleção dos americanos. Pior ainda, há um aviso recomendando como congêneres Telsa, Warrant e (essa é pra revirar o estômago) Cinderella.
Sabedoria roqueira
Sabedoria roqueira
Hoje toca no Rio Sebastian Bach, ex-vocalista do Skid Row. Confesso que, tirando um bom EP de covers, a banda nunca me disse nada. Entretanto, na minha opinião, ela tem seu lugar na história por ter inspirado um dos melhores diálogos do programa Beavis & Butthead. Para quem não lembra, era um desenho animado sobre dois adolescentes roqueiros que passava na MTV. As histórias eram muito toscas; o que valia mesmo era a hora em que eles comentavam os clipes.
Certa vez passou um clipe do Skid Row (identificado pela dupla como "aquela banda que o cara parece uma mina") em que os sujeitos apareciam ao ar livre quebrando manequins. Seguiu-se o seguinte comentário da dupla:
- Por que esses caras aparecem nos clipes quebrando as coisas?
- Deve ser pra parecerem menos viados.
- Não tá funcionando...
Hoje toca no Rio Sebastian Bach, ex-vocalista do Skid Row. Confesso que, tirando um bom EP de covers, a banda nunca me disse nada. Entretanto, na minha opinião, ela tem seu lugar na história por ter inspirado um dos melhores diálogos do programa Beavis & Butthead. Para quem não lembra, era um desenho animado sobre dois adolescentes roqueiros que passava na MTV. As histórias eram muito toscas; o que valia mesmo era a hora em que eles comentavam os clipes.
Certa vez passou um clipe do Skid Row (identificado pela dupla como "aquela banda que o cara parece uma mina") em que os sujeitos apareciam ao ar livre quebrando manequins. Seguiu-se o seguinte comentário da dupla:
- Por que esses caras aparecem nos clipes quebrando as coisas?
- Deve ser pra parecerem menos viados.
- Não tá funcionando...
quarta-feira, 9 de novembro de 2005
Essa merece a íntegra
Essa merece a íntegra
Sou um fã confesso e descarado de The Onion. Em geral, acho tudo lá engraçado. Mas esta semana eles se superaram, num artigo que vai soar grego para quem não gosta de heavy metal. Ri tanto que resolvi traduzir e botar aqui.
Conselho do Metal se reúne para discutir uso abusivo do "Sinal do Metal"
GELEIRA DE VATNAJÖKULL, ISLÂNDIA ? Numa sessão de emergência nesta terça-feira, membro do Conselho Supremo do Metal condenaram com veemência o uso crescente do sinal do metal na sociedade laica, afirmando que o significado do símbolo foi corrompido pelo uso excessivo.
Sábios do Conselho Supremo do Metal examinaram vídeos caseiros com provas do que chamaram de "uma tendência preocupante".
"O sinal do metal, ou 'sinal do bode', perdeu todo o seu impacto como um símbolo de reconhecimento respeitoso por algo verdadeiramente roqueiro ou metal", disse o presidente do conselho, Terrence "Geezer" Butler. De acordo com Butler, os integrantes estão irritados pelo uso de seu gesto sagrado para comemorar "eventos favoráveis, mas visivelmente não-metálicos".
"Nós recebemos relatórios sobre pessoas usando o símbolo para saudar os sogros, ou após fazerem o cortador de grama pegar de primeira", disse Butler. "Mas recentemente chegou ao nosso conhecimento que alguém no Texas usou o gesto após conseguir o ultimo pacote de tortas de cenoura numa loja de conveniência. Isso é inaceitável."
Formando em 1972 e reunindo 12 dos mais venerandos líderes da comunidade metálica, o conselho se reúne anualmente em seu salão majestoso no topo da Vatnajökull, a maior geleira da Islândia, para discutir assuntos do metal. O conselho se reuniu para uma sessão especial depois que Nikki Sixx, Chefe Supremo para Assuntos de Glam Metal, recebeu provas fotográficas de uso abusivo em todo o país. Os demais sumos-sacerdotes disseram-se chocados, classificando o caso como "a mais séria afronta à integridade do metal desde o surgimento do rap-metal no fim dos anos 1990".
"Lembro-me que há não muito tempo os Chifres do Diabo eram reservados somente para as pessoas, os atos e os riffs mais reverenciados", disse o Grande Sábio Lemmy Killmister. "Ver alguém fazendo os chifres para o parceiro na lavanderia porque a secadora terminou o ciclo a tempo de ele acabar de ler seu exemplar da Circus parte meu coração."
Concordando em silêncio estavam dois outros integrantes do conselho: Adalwolfa, uma curvilínea guerreira teutônica desenhada por Frank Frazetta e trazida à vida pelos conselheiros, e o espírito de "Dimebag" Darrell Abbott, ex-guitarrista do Pantera, assassinado por um fã.
Agravando o problema, disse Sixx, está o fato de que muitas das pessoas que estão usando o sinal não são membros reconhecidos da Tribuna do Metal, a lista de verdadeiros acólitos do metal, gravada em caligrafia medieval sobre brilhantes páginas de aço.
"Esse homem aqui, que invoca o sinal apenas para indicar seu prazer pelas pipocas de microondas estarem prontas: Ele não é do metal", disse Sixx. "Sabemos de fonte confiável que ele prefere a música de Tim McGraw e que a palavra mágica 'Zoso' jamais passou por seus lábios."
O conselho discutiu diversas punições rígidas para deter o uso abusivo do sinal do metal. Paulo Pinto, baixista da banda de thrash metal brasileira Sepultura e Chefe Supremo para Assuntos de Metal Internacional, sugeriu que a mão de um suspeito de uso abusivo seja imediatamente decepada. Um grupo de músicos de Death Metal de Gothenburg, Suécia, recomendou que qualquer culpado de uso abusivo, ou qualquer um que não seja metal o bastante, seja forçado a comer a própria mão decepada enquanto seus olhos são queimados com um crucifixo de metal superaquecido, e em seguida esfolados vivos lentamente.
Membros mais caridosos, como o ex-líder do Megadeth, Dave Mustaine, sugeriram que "uma lista de diretrizes úteis poderia educar os outros, permitindo-lhes distinguir entre situações metálicas e não-metálicas".
"Muitas das pessoas que usam incorretamente o sinal têm traços de metal em seus corações e mentes, precisando apenas da orientação correta", disse Mustaine. "Lembrem-se que muitos são desajustados e fracassados. Puni-los ainda mais seria destruir o futuro do metal."
Até que o conselho decida que linha de ação adotar, Butler disse acreditar que uma regra simples deve ajudar a reduzir a incidência de uso abusivo do sinal do metal. "Se a sua cabeça não está batendo nem sacudindo, você não deve fazer o sinal", disse Butler. "É simples assim."
Entretanto, numa entrevista posterior, em sua sala decorada com crânios, Butler externou sua preocupação de que o problema pode ter se disseminado a ponto de nem o poderoso CSM poder resolvê-lo. Ele disse temer que os padrões do metal tenham declinado por tanto tempo que poucos ainda tenham idéia clara do que é ou não metal. O CSM viveu no passado divisões ideológicas que podem ter afetado sua habilidade para tomar decisões firmes, especialmente durante o longo julgamento e a condenação do baterista do Metallica, Lars Ulrich, indiciado em 2004 por acusações de cortar o cabelo, perseguir o Napster e participar da trilha sonora original de Missão Impossível 2.
"Até hoje muitos no conselho se ressentem da presença de C.C. DeVille (guitarrista do Poison)", disse Butler. "Na verdade, eu sou um deles. A despeito de nossas diferenças, o conselho permanece o único árbitro para assuntos de metal. Devemos chegar àqueles que temerariamente abusam do sinal do metal. Eles precisam ser informados que a diluição do significado do sinal vai resultar em conseqüências sérias."
Se o abuso continuar, disse Butler, o conselho "vai passar o assunto diretamente a Satã".
O original em inglês está aqui
Sou um fã confesso e descarado de The Onion. Em geral, acho tudo lá engraçado. Mas esta semana eles se superaram, num artigo que vai soar grego para quem não gosta de heavy metal. Ri tanto que resolvi traduzir e botar aqui.
Conselho do Metal se reúne para discutir uso abusivo do "Sinal do Metal"
GELEIRA DE VATNAJÖKULL, ISLÂNDIA ? Numa sessão de emergência nesta terça-feira, membro do Conselho Supremo do Metal condenaram com veemência o uso crescente do sinal do metal na sociedade laica, afirmando que o significado do símbolo foi corrompido pelo uso excessivo.
Sábios do Conselho Supremo do Metal examinaram vídeos caseiros com provas do que chamaram de "uma tendência preocupante".
"O sinal do metal, ou 'sinal do bode', perdeu todo o seu impacto como um símbolo de reconhecimento respeitoso por algo verdadeiramente roqueiro ou metal", disse o presidente do conselho, Terrence "Geezer" Butler. De acordo com Butler, os integrantes estão irritados pelo uso de seu gesto sagrado para comemorar "eventos favoráveis, mas visivelmente não-metálicos".
"Nós recebemos relatórios sobre pessoas usando o símbolo para saudar os sogros, ou após fazerem o cortador de grama pegar de primeira", disse Butler. "Mas recentemente chegou ao nosso conhecimento que alguém no Texas usou o gesto após conseguir o ultimo pacote de tortas de cenoura numa loja de conveniência. Isso é inaceitável."
Formando em 1972 e reunindo 12 dos mais venerandos líderes da comunidade metálica, o conselho se reúne anualmente em seu salão majestoso no topo da Vatnajökull, a maior geleira da Islândia, para discutir assuntos do metal. O conselho se reuniu para uma sessão especial depois que Nikki Sixx, Chefe Supremo para Assuntos de Glam Metal, recebeu provas fotográficas de uso abusivo em todo o país. Os demais sumos-sacerdotes disseram-se chocados, classificando o caso como "a mais séria afronta à integridade do metal desde o surgimento do rap-metal no fim dos anos 1990".
"Lembro-me que há não muito tempo os Chifres do Diabo eram reservados somente para as pessoas, os atos e os riffs mais reverenciados", disse o Grande Sábio Lemmy Killmister. "Ver alguém fazendo os chifres para o parceiro na lavanderia porque a secadora terminou o ciclo a tempo de ele acabar de ler seu exemplar da Circus parte meu coração."
Concordando em silêncio estavam dois outros integrantes do conselho: Adalwolfa, uma curvilínea guerreira teutônica desenhada por Frank Frazetta e trazida à vida pelos conselheiros, e o espírito de "Dimebag" Darrell Abbott, ex-guitarrista do Pantera, assassinado por um fã.
Agravando o problema, disse Sixx, está o fato de que muitas das pessoas que estão usando o sinal não são membros reconhecidos da Tribuna do Metal, a lista de verdadeiros acólitos do metal, gravada em caligrafia medieval sobre brilhantes páginas de aço.
"Esse homem aqui, que invoca o sinal apenas para indicar seu prazer pelas pipocas de microondas estarem prontas: Ele não é do metal", disse Sixx. "Sabemos de fonte confiável que ele prefere a música de Tim McGraw e que a palavra mágica 'Zoso' jamais passou por seus lábios."
O conselho discutiu diversas punições rígidas para deter o uso abusivo do sinal do metal. Paulo Pinto, baixista da banda de thrash metal brasileira Sepultura e Chefe Supremo para Assuntos de Metal Internacional, sugeriu que a mão de um suspeito de uso abusivo seja imediatamente decepada. Um grupo de músicos de Death Metal de Gothenburg, Suécia, recomendou que qualquer culpado de uso abusivo, ou qualquer um que não seja metal o bastante, seja forçado a comer a própria mão decepada enquanto seus olhos são queimados com um crucifixo de metal superaquecido, e em seguida esfolados vivos lentamente.
Membros mais caridosos, como o ex-líder do Megadeth, Dave Mustaine, sugeriram que "uma lista de diretrizes úteis poderia educar os outros, permitindo-lhes distinguir entre situações metálicas e não-metálicas".
"Muitas das pessoas que usam incorretamente o sinal têm traços de metal em seus corações e mentes, precisando apenas da orientação correta", disse Mustaine. "Lembrem-se que muitos são desajustados e fracassados. Puni-los ainda mais seria destruir o futuro do metal."
Até que o conselho decida que linha de ação adotar, Butler disse acreditar que uma regra simples deve ajudar a reduzir a incidência de uso abusivo do sinal do metal. "Se a sua cabeça não está batendo nem sacudindo, você não deve fazer o sinal", disse Butler. "É simples assim."
Entretanto, numa entrevista posterior, em sua sala decorada com crânios, Butler externou sua preocupação de que o problema pode ter se disseminado a ponto de nem o poderoso CSM poder resolvê-lo. Ele disse temer que os padrões do metal tenham declinado por tanto tempo que poucos ainda tenham idéia clara do que é ou não metal. O CSM viveu no passado divisões ideológicas que podem ter afetado sua habilidade para tomar decisões firmes, especialmente durante o longo julgamento e a condenação do baterista do Metallica, Lars Ulrich, indiciado em 2004 por acusações de cortar o cabelo, perseguir o Napster e participar da trilha sonora original de Missão Impossível 2.
"Até hoje muitos no conselho se ressentem da presença de C.C. DeVille (guitarrista do Poison)", disse Butler. "Na verdade, eu sou um deles. A despeito de nossas diferenças, o conselho permanece o único árbitro para assuntos de metal. Devemos chegar àqueles que temerariamente abusam do sinal do metal. Eles precisam ser informados que a diluição do significado do sinal vai resultar em conseqüências sérias."
Se o abuso continuar, disse Butler, o conselho "vai passar o assunto diretamente a Satã".
O original em inglês está aqui