Queridos, bênçãos de Jano a todos. Não pra reclamar de 2007, mas que 2008 seja ainda melhor!!!
Espaço onde o jornalista Leonardo Pimentel pode se dedicar a falar mal do que bem entender.
Aviso
Apesar de criado por um jornalista, este blog não é nem pretende ser imparcial. Ele reflete minhas opiniões, meus gostos, desgostos, preconceitos e pós-conceitos. Se alguém se sentir ofendido, "paciência"...
Se quiser, mande-me um e-mail
Total de visualizações de página
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
domingo, 30 de dezembro de 2007
Antes e depois

Diálogos X-Crotos - Filho possessivo
Como é normal após essa operação, comecei a perder um pouco de cabelo, e resolvi da forma mais radical: comprei uma máquina e passei-a no cocoruto. Como disse na época, é preferível adotar o visual Bruce Willis que me resignar com o visual Zacarias. De quebra, há pouco mais de um mês resolvi também tirar a barba, que usava desde outubro de 2004. Resultado? Um monte de gente não me reconhece, especialmente se me encontra de terno, traje que eu nunca usava e que agora tenho que usar todo dia. No aniversário do André Machado, minha querida Elis Monteiro ficou um tempo tentando identificar aquele magrelo engravatado.
Essa história de reconhecimento produziu um momento inusitado na semana passada. Na manhã de quarta-feira, cerca de 200 pais e alunos irados afluímos para o São José a fim de cobrar explicações sobre a demissão generalizada de professores (que atingiu não só a pré-escola, mas todas as séries). Lá encontrei Márcia, mulher do meu irmão postiço André, como filho mais velho, Rodrigo. Conversei rapidamente com ela e entramos no auditório para a reunião com uma assustada direção da escola. Lá pelas tantas o padreco-diretor soltou três afirmações que ofendiam a inteligência dos pais. Pedi a palavra, peguei o microfone e desmontei as afirmações uma por uma. No meio da platéia, Rodrigo perguntou à mãe:
- Quem é esse cara com que você tava conversando e que agora tá falando lá na frente?
- Ué, seu tio Leo.
- Não é não!
- Claro que é, Rodrigo.
- Nem vem, mãe. Cê tá inventando que é o tio Leo só pra eu não contar pro meu pai que você tava conversando com um sujeito.
Agora tá perfeito
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Mudança no Blog
Galera, com a retomada do blog, resolvi também mudar um pouco o lay-out – podendo aproveitar alguns recursos mais modernos do Blogger. Uma coisa boa é que consegui com isso recuperar os arquivos. Temia ter perdido tudo o que tinha publicado desde 2002. Por outro lado, na mudança de visual, perdi os comentários, o que é uma perda irreparável. Espero que os comentadores não se chateiem nem deixem de comentar daqui em diante.
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Décadas depois
Para quem não sabe, comecei minha carreira de jornalista aos 17 anos, fazendo resenhas de discos para as falecidas revistas Roll e Metal. Com o passar dos anos, fui me afastando do jornalismo de música – embora meu interesse pelo tema só tenha crescido com o tempo. Por essas e outras, foi com nostalgia e indisfarçável orgulho que recebi um convite de Bento Araújo, cérebro (e corpo também) do Poeira Zine para escrever uma resenha para a edição de cinco anos da revista. Quem puder, por favor confira. Como eu disse a ele ao receber uma cópia da edição, o "zine" do nome hoje é mera marra. O PZ é em tudo uma revista – e das boas.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
E você, quem é?
Essa aqui eu achei no excelente blog Taverna do Bárbaro. É um quiz para saber que super-herói ou vilão você é. Caso queira fazer, clique aqui. Eu fiz e o resultado foi esse abaixo:
sábado, 22 de dezembro de 2007
Espírito natalino
Não satisfeita, o fez com lances de canalhice explícita. Demitiu as professoras, a maioria com mais de 20 anos de casa, numa época em que as demais instituições já planejaram as contratações para o ano seguinte, o que dificulta uma recolocação a curto prazo. Uma das coordenadoras demitidas chegou a ajudar na seleção de currículos, informada pela direção que duas professoras já aposentadas, mas que ainda atuava, iriam sair. Mentira.
E a vigarice não ficou restrita ao trato com os demitidos. A degola aconteceu uma semana depois do período de renovação de matrícula. Uma das mães esteve na escola ontem mesmo e, de dedo na cara do diretor, disse que estava entrando na Justiça com uma ação contra o São José por quebra de contrato. De fato, os pais matricularam os filhos numa escola e, de um dia para o outro, descobriram que seria uma escola completamente diferente. Ah, um detalhe: a decisão não foi comunicada oficialmente aos pais. Seriam todos pegos de surpresa no dia 30 de janeiro, na reunião de início do ano letivo. A escola só não contava que a notícia vazasse e provocasse uma reação tão forte dos pais. Aliás, a notícia está hoje na coluna do Ancelmo Gois, ainda que com alguns errinhos.
Em reunião com representantes dos pais ainda na tarde de ontem, o diretor e a coordenadora pedagógica estavam numa visível saia justa. Ao que tudo indica, a ordem de cortar cabeças veio do comando dos Irmãos Maristas, uma multinacional clérigo-educacional fundada na França no início do século XIX e que controla colégios em diversos países. Havia na reunião, inclusive, um funcionário ligado a essa organização com toda a pinta de oficial da KGB. Bem, por mais que os pais indagassem, o diretor e a coordenadora não davam uma explicação para as demissões. O tal oficial chegou a dizer que "uma instituição se reserva o direito de fazer mudanças sem precisar se explicar", enquanto a coordenadora dizia "haver um limite de informação que podia ser fornecida". Pelo que se pôde entender, com o passar dos anos, os colégios maristas mais importantes foram ganhando mais e mais autonomia, e agora, talvez sob inspiração do Papa Adolf XVI, a Irmandade decidiu "uniformizar e alinhar" as instituições. E isso incluiria mudanças de caráter pedagógico.
Tudo bem, mas os pais não têm uma relação com a Irmandade. Eles têm com a escola. Ao fazerem e/ou renovarem as matrículas, firmaram um compromisso com uma equipe e um projeto pedagógico que foi, na surdina, desfeito pela instituição. Compraram uma coisa e receberiam outra – em bom português, estelionato. Do ponto de vista de imagem, é um desastre. Do ponto de vista pedagógico, outro. As crianças vão chegar em fevereiro tendo como único referencial as paredes.
Um colégio desse tipo tem dois assets básicos: tradição (que inclui a qualidade de ensino) e princípios. Quando demite praticamente toda a equipe e insinua mudanças no caráter pedagógico, manda essa tradição para o espaço. E quando o faz de uma forma sórdida, manda junto os princípios. Como disse uma das mães, aos prantos, o colégio não é o prédio, por mais adorável que seja, mas pessoas. Até porque, quase todo aberto e encravado entre as perigosas favelas do Borel e da Formiga, o prédio hoje é mais um risco que um atrativo.
Num completo descolamento com a realidade, o diretor pediu aos pais um voto de confiança. Foi preciso explicar a ele (quase desenhando) que a relação de confiança fora quebrada, que a direção agora precisava de atos concretos para tentar reconstruí-la. Talvez sejam conceitos difíceis de assimilar para alguém vindo de uma instituição milenar em que as palavras não correspondem aos atos e os gestos arbitrários não admitem contestação. Só que eles lidam com público e com consumidores de serviços. Talvez a transição para o século XXI seja penosa demais...
De volta
Bem, isto posto, espero que perdoem o hiato como sempre perdoaram (com raras exceções) os arroubos do blogueiro.